Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas europeias e euro sobem após dados económicos

Fecho dos mercados: Bolsas europeias e euro sobem após dados económicos

As praças do Velho Continente terminaram a sessão em alta ligeira, depois das minutas da Fed terem apontado para uma subida de juros em Dezembro. Já os juros da República regressaram às subidas.
Fecho dos mercados: Bolsas europeias e euro sobem após dados económicos
Patrícia Abreu 23 de novembro de 2017 às 17:18

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,09% para 5.309,76 pontos
Stoxx 600 avançou 0,02% para 387,12 pontos
S&P 500 encerrado
"Yield" a 10 anos de Portugal subiu 2 pontos base para 1,925%
Euro sobe 0,21% para 1,1847 dólares

Petróleo soma 0,45% para 58,28 dólares por barril, em Nova Iorque

Bons indicadores suportam bolsas

As bolsas europeias terminaram a sessão em alta ligeira, numa sessão marcada pela forte queda da bolsa chinesa e pelo feriado nos EUA, devido ao Dia de Acção de Graças. O índice europeu avançou apenas 0,02%, suportado pela divulgação de indicadores económicos animadores na região. A actividade das empresas da Zona Euro subiu em Novembro para o nível mais alto em mais de seis anos e meio, com as contratações a atingirem o ritmo mais rápido desde 2000, segundo dados da Markit Economic.

Ainda esta quinta-feira foi divulgado que as exportações e o investimento impulsionaram a economia alemã no terceiro trimestre deste ano. No terceiro trimestre, o PIB da Alemanha avançou 0,8% - em linha com a primeira leitura divulgada no dia 14 deste mês – colocando a economia a caminho do maior crescimento anual em seis anos.   

Em Lisboa, o PSI-20 avançou 0,09%, suportado pelos ganhos da Jerónimo Martins e da energia. A retalhista ganhou 0,97% para 16,12 euros. Já na energia, a EDP subiu 0,55% para 2,927 euros, enquanto a Galp somou 0,16% para 15,92 euros. O BCP terminou estável em 0,249 euros, no dia em que a Bloomberg avança que o banco está no mercado para captar 300 milhões de euros, numa operação que será feita através da emissão de obrigações a 10 anos, passíveis de serem reembolsadas no final de cinco anos.

Juros mantêm-se abaixo de 2%

A taxa de juro exigida pelos investidores para deter dívida portuguesa esteve a subir esta quinta-feira, ainda que a "yield" a dez anos continue a transaccionar abaixo de 2%. A taxa de referência avançou 2 pontos base para 1,925%, com os juros a continuarem a negociar em valores de Abril de 2015. O prémio de risco face à Alemanha também se agravou. O "spread" aumentou para 157,78 pontos.

Euribor sobe a seis meses

As taxas Euribor mantiveram-se hoje a três, nove e 12 meses e subiram a seis meses em relação a quarta-feira. A Euribor a três meses voltou, pela 17.ª sessão consecutiva, a ser fixada em -0,329%. A taxa a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação, subiu para -0,271%, mais 0,001 pontos e contra -0,276%, actual mínimo de sempre. A nove meses, a Euribor manteve-se hoje pela terceira sessão consecutiva em -0,218%. No prazo a 12 meses, a Euribor também voltou, pela terceira sessão consecutiva, a ser fixada em -0,186%, contra -0,192%, actual mínimo de sempre.  

Euro sobe apesar de minutas

As minutas reveladas na última sessão pela Reserva Federal dos EUA mostram que a entidade poderá avançar com uma subida de juros em Dezembro, tal como é esperado pelo mercado, afastando mais as taxas de juro na Europa e nos EUA. Apesar desta divergência, o euro segue a ganhar valor face à nota verde. A moeda única sobe 0,21% para 1,1847 dólares, animada pelos bons indicadores na região. As minutas mostraram que os responsáveis pela política monetária da Fed apontaram como provável uma subida dos juros de referência no curto prazo, tal como se antecipava – cumprindo assim o "calendário" de três aumentos este ano.

Petróleo perto de máximos de dois anos nos EUA

Os preços do crude, negociado no mercado de Nova Iorque, seguem a negociar próximos de máximos de dois anos, suportado pela expectativa que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) estenda na próxima semana os cortes de produção além de Março de 2018. O WTI, negociado em Nova Iorque, soma 0,45% para 58,28 dólares por barril, enquanto o Brent, em Londres, está praticamente estável em 63,29 dólares.

A suportar está também o facto das reservas de crude continuarem a baixar. Segundo dados divulgados nos EUA esta quarta-feira, os inventários de petróleo recuaram 1,86 milhões de barris, na semana passada.

Ouro em queda ligeira

Os preços do ouro seguem a deslizar, penalizado pela expectativa de uma subida de juros nos EUA, em Dezembro. O metal precioso cede 0,05% para 1.291,52 dólares por onça, depois das minutas da Fed terem mostrado que, na última reunião, "muitos participantes consideraram que é quase certo que no curto prazo haverá uma nova subida da taxa dos fundos federais caso o panorama para o médio prazo se mantenha essencialmente inalterado".




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