Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas europeias em alta depois da Fed, juros voltam a subir

Fecho dos mercados: Bolsas europeias em alta depois da Fed, juros voltam a subir

As bolsas europeias registaram uma sessão positiva, um dia depois da reunião da Reserva Federal, que anunciou que vai começar a reduzir o seu balanço no próximo mês e mantém os planos para mais uma subida dos juros este ano.
Fecho dos mercados: Bolsas europeias em alta depois da Fed, juros voltam a subir
Raquel Godinho 21 de setembro de 2017 às 17:28

Os mercados em números

PSI-20 somou 0,19% para 5.305,98 pontos

Stoxx 600 avançou 0,24% para 382,88 pontos

S&P 500 recua 0,17% para 2.503,97 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal subiu 4,4 pontos base para 2,427%

Euro ganha 0,44% para os 1,1945 dólares

WTI perde 0,10% para 50,64 dólares por barril

 

Banca anima bolsas europeias

As bolsas europeias voltaram a fechar em alta, um dia depois da reunião da Reserva Federal dos Estados Unidos que decidiu começar a reduzir o balanço no próximo mês e manteve a intenção de mais uma subida de juros este ano. O Stoxx 600, índice de referência para a Europa, subiu 0,24% para os 382,88 pontos, animado pelo desempenho do sector financeiro que está a caminho de máximos de cinco semanas.

 

A bolsa de Lisboa acompanhou esta tendência positiva. O PSI-20, que esta quarta-feira interrompeu um ciclo de cinco dias de ganhos, valorizou 0,19% para os 5.305,98 pontos. O mercado nacional foi impulsionado pelo desempenho positivo das acções do Banco Comercial Português (BCP) e da Galp Energia. O banco valorizou 1,32% para os 0,231 euros, enquanto a petrolífera ganhou 0,59% para os 14,535 euros. Mas o principal destaque pela positiva foi a Pharol, que apreciou 5,81% para os 0,346 euros, depois de ser divulgado pela brasileira Exame o interesse da China Mobile na brasileira Oi.

 

Juros interrompem ciclo de quedas

Os juros exigidos pelos investidores para deter dívida portuguesa voltaram a subir na generalidade dos prazos, interrompendo um ciclo de seis dias de quedas. Na maturidade de referência, a 10 anos, a taxa de juro subiu 4,4 pontos-base para os 2,427%. Trata-se da maior subida desde 8 de Setembro. Nos últimos dias, os juros têm estado a renovar mínimos de Dezembro de 2015, depois da decisão da Standard & Poor's, que surpreendeu o mercado, de retirar o "rating" do país de um patamar considerado de "lixo". Na Alemanha, a tendência também foi de subida mas menos expressiva, o que levou o prémio de risco a aumentar para 197,36 pontos.

 

Euribor descem nos principais prazos

As taxas Euribor voltaram a registar desempenhos diferentes nos diferentes prazos. Nas principais maturidades, a tendência foi de descida. A Euribor a três meses, que está em valores negativos desde Abril de 2015, caiu para -0,330%, ligeiramente acima do mínimo histórico de -0,332%. Já a taxa a seis meses, que serve de indexante em mais de metade dos créditos à habitação em Portugal, recuou para -0,272%. A Euribor a nove meses manteve-se pela quarta sessão consecutiva nos -0,219%, enquanto a taxa de mais longo prazo, a Euribor a 12 meses, manteve-se pelo sexto dia nos -0,171%, o valor mais baixo de sempre.      

 

Euro sobe à espera do discurso de Draghi

A moeda europeia segue a ganhar terreno face ao dólar, invertendo as quedas que registou esta quarta-feira depois de a Reserva Federal dos Estados Unidos ter sinalizado mais uma subida de juros este ano e ter anunciado que vai começar a reduzir o seu balanço a partir do próximo mês. Ganhos que acontecem numa altura em que os investidores aguardam pelo discurso de Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu (BCE), ao final desta quinta-feira. Os investidores aguardam por pistas quanto ao programa de compra de activos do banco central antes da próxima reunião, agendada para Outubro. O euro segue a valorizar 0,44% para 1,1945 dólares.

Sinais mistos da OPEP deixam petróleo sem rumo

Os preços do petróleo registam desempenhos diferentes nos principais mercados de referência. Uma evolução que se verifica num dia em que os responsáveis da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) deram sinais mistos quanto à extensão dos cortes de produção. Em causa estão as declarações dos responsáveis do Kuwait e da Argélia. Não é certo se a discussão dos cortes além de Março estará em cima da mesa na reunião que decorre esta sexta-feira, em Viena. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) cede 0,10% para os 50,64 dólares por barril. Já em Londres, o Brent aprecia 0,04% para os 56,31 dólares por barril.

 

Ouro toca em mínimos de um mês

O metal precioso segue a desvalorizar, depois de ter tocado no valor mais baixo do último mês. A penalizar a evolução do metal estão os sinais dados pela Reserva Federal de que vai continuar a subir os juros nos Estados Unidos, o que poderá acontecer ainda este ano. Esta quarta-feira, o metal caiu abaixo dos 1.300 dólares por onça pela primeira vez desde Agosto, depois das declarações de Janet Yellen. O ouro perde 0,67% para os 1.292,39 dólares por onça, isto depois de ter tocado nos 1.288,20 dólares por onça, o valor mais baixo do último mês. 




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