Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas europeias em alta, dólar ganha terreno e petróleo sobe

Fecho dos mercados: Bolsas europeias em alta, dólar ganha terreno e petróleo sobe

A maioria das bolsas europeias fechou a sessão em alta, mantendo-se próximas de máximos de dois anos. A praça portuguesa contrariou. No cambial, o dólar sobe. E também o petróleo vive uma sessão de ganhos.
Fecho dos mercados: Bolsas europeias em alta, dólar ganha terreno e petróleo sobe
Raquel Godinho 03 de novembro de 2017 às 17:34

Os mercados em números

PSI-20 desceu 1,44% para 5.368,64 pontos

Stoxx 600 avançou 0,28% para 396,06 pontos

S&P 500 sobe 0,26% para 2.586,45 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recuou 2,9 pontos base para 2,068%

Euro recua 0,44% para 1,1607 dólares

Petróleo sobe 1,11% para 61,28 dólares por barril, em Londres

 

Bolsas europeias perto de máximos de dois anos

As acções europeias terminaram a última sessão da semana em alta, mantendo-se próximas de máximos de dois anos. Com este desempenho, completaram duas semanas positivas, na sequência da apresentação de resultados de várias cotadas. O sector com o melhor desempenho foi o das fabricantes automóveis. Pelo contrário, os bancos desceram depois da apresentação de contas do Société Générale. O índice de referência para a Europa, o Stoxx 600, somou 0,28% para os 396,06 pontos.


A bolsa nacional contrariou este desempenho e perdeu 1,44% para os 5.368,64 pontos, a maior queda desde o passado mês de Julho. O sector da energia foi o principal responsável por este desempenho. A EDP cedeu 4,58% para os 2,956 euros, tendo atingido máximos de Julho, depois de ter revisto em baixa as estimativas de resultados para o conjunto do ano. Já a EDP Renováveis desvalorizou 3,62% para os 6,90 euros. E a Galp Energia caiu 1% para os 15,90 euros. Nota negativa ainda para os CTT que cederam 5,84% para os 3,561 euros e continuam a ser penalizados pela apresentação de resultados e pelo corte do dividendo.


Juros em queda antes da DBRS

Os investidores exigiram, esta sexta-feira, juros mais baixos para apostar na dívida pública portuguesa. No prazo de referência, a 10 anos, a "yield" desceu 2,9 pontos base para os 2,068%. Também os juros da dívida alemã desceram, o que reduziu o prémio de risco nacional para 170,48 pontos. Este desempenho ocorre antes de ser conhecida a decisão da DBRS. A agência de notação financeira poderá pronunciar-se, esta sexta-feira, sobre o "rating" nacional. Além disso, o Tesouro nacional volta aos mercados na próxima semana. Está agendado um leilão de dívida a nove anos e meio, com o qual o Tesouro pretende angariar entre 1.000 e 1.250 milhões de euros.


Euribor a 12 meses em mínimos históricos

As taxas Euribor registaram desempenhos diferentes nos distintos prazos. A taxa a três meses, que está em valores negativos desde Abril de 2015, manteve-se nos -0,329%, pela terceira sessão consecutiva. Já a taxa a seis meses, que é indexante em mais de metade dos créditos à habitação em Portugal, também ficou inalterada nos -0,276%, o que acontece pela quinta sessão consecutiva. A Euribor a nove meses subiu para -0,219%, enquanto a taxa a 12 meses cedeu para -0,191%, o valor mais baixo de sempre.


Dólar em máximos da semana

A moeda norte-americana está a negociar em alta face às principais moedas negociadas. E prepara-se para completar a terceira semana de ganhos depois de terem sido conhecidos indicadores económicos que animaram os investidores. Foi anunciado que a taxa de desemprego nos Estados Unidos desceu de 4,2%, em Setembro, para 4,1%, em Outubro, enquanto a criação de postos de trabalho se fixou em 261 mil, a maior subida desde Julho do ano passado. O índice do dólar soma 0,35% para os 1.184,05 pontos.


Petróleo a caminho da quarta semana de ganhos

Os preços do petróleo seguem a negociar em alta em ambos os mercados de referência. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) soma 0,90% para os 55,03 dólares por barril, aproximando-se de máximos de 28 meses, enquanto o Brent do Mar do Norte, em Londres, valoriza 1,11% para os 61,28 dólares por barril. O petróleo está, assim, a caminho da quarta semana de ganhos. A impulsionar este desempenho continua a expectativa de um prolongar dos cortes de produção acordados pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).


Ouro perde brilho com subida do dólar

O metal precioso segue a desvalorizar. Cai 0,64% para os 1.267,98 dólares por barril. Um desempenho negativo que ocorre numa sessão de ganhos para o dólar. A publicação de indicadores económicos favoráveis nos Estados Unidos animou a moeda norte-americana e aumentou as estimativas de uma subida dos juros por parte da Reserva Federal no próximo mês, o que travou a procura pelo dólar.




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub