Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas europeias, euro e petróleo sobem. Juros portugueses caem

Fecho dos mercados: Bolsas europeias, euro e petróleo sobem. Juros portugueses caem

As bolsas europeias fecharam a subir mais de 1%, num dia em que os resultados apresentados pelas cotadas foram positivos. A subir está também o euro e o petróleo. Já os juros nacionais recuam em dia de regresso aos mercados por parte de Portugal.
Fecho dos mercados: Bolsas europeias, euro e petróleo sobem. Juros portugueses caem
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 subiu 1,03% para 5.420,61 pontos

Stoxx 600 avançou 1,07% para 374,54 pontos

S&P 500 valoriza 0,35% para 2.672,31 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recuou 5,7 pontos base para 2,079%

Euro valoriza 0,45% para 1,2408 dólares

Petróleo sobe 0,54% para 63,06 dólares por barril

 

Resultados de cotadas ajudam bolsas europeias a subir

As bolsas europeias fecharam a sessão a valorizar, a beneficiar de alguns resultados apresentados por cotadas. Destaque para o sector financeiro, no dia em que o banco francês Natixis revelou números do último trimestre melhores do que o esperado. Em alta estiveram ainda as acções do Credit Suisse, que também reportou os números dos últimos três meses do ano passado.

 

As bolsas europeias mantiveram assim a recuperação das fortes quedas registadas nos últimos tempos, provocadas essencialmente pela especulação em torno de um acelerar da subida de juros nos EUA. Especulação essa que se intensificou esta quarta-feira, 14 de Fevereiro, depois de ter sido divulgado que a inflação nos Estados Unidos subiu mais do que era esperado, em Janeiro, confirmando os receios que levaram à turbulência nos mercados, na semana passada.

Entretanto foi publicado um relatório do comércio a retalho nos EUA, que travou o entusiasmo sobre a economia e atenuou os receios dos investidores.

Na bolsa nacional, o PSI-20 subiu mais de 1%, com o BCP a ser estrela, ao ganhar mais de 3%, antes de apresentar os seus resultados de 2017.

 

Juros de Portugal em queda após leilão

Os juros da dívida pública portuguesa desceram em todas as maturidades, depois de o IGCP ter realizado uma emissão de dívida a cinco e dez anos, marcada por uma subida pouco substancial dos custos e uma forte procura.

 

Nos títulos a 10 anos o tesouro português suportou uma taxa de 2,046%, que compara com 1,939% no último leilão realizado em Novembro. Na emissão a cinco anos a "yield" situou-se em 0,577%, o que compara com a taxa de 0,916% registada no último leilão comparável, realizado em Outubro do ano passado.

 

Já no mercado secundário, os juros associados às obrigações portuguesas a dez anos desceram 5,7 pontos para 2,079%, no mercado secundário, num dia que foi de alívio para a generalidade dos países do euro. Em Espanha, a descida foi de 1 ponto para 1,514% e em Itália de 2 pontos para 2,065%. Já na Alemanha os juros subiram 0,7 pontos para 0,757%.

 

Taxas Euribor sobem a 3 meses, mantêm-se a 6 e 9 e descem a 12 meses

As taxas Euribor subiram hoje a três meses, mantiveram-se a seis e nove meses e desceram a 12 meses em relação a terça-feira.               
     

A Euribor a três meses, em valores negativos desde Abril de 2015, subiu hoje para -0,328%. No prazo a seis meses, a taxa mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação manteve-se hoje em -0,276%, enquanto a nove meses voltou a fixar-se em -0,222%.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor, que desceu para valores abaixo de zero pela primeira vez em Fevereiro de 2015, caiu hoje para -0,192%.

 

Euro negoceia acima dos 1,24 dólares

O euro está a subir pelo quarto dia consecutivo, voltando a superar a fasquia de 1,24 dólares, isto no dia em que foi confirmado que a taxa de inflação nos EUA superou as estimativas. Contudo, o sentimento positivo, gerado essencialmente pelos resultados de cotadas na Europa, é o que está a prevalecer.

 

Petróleo valoriza com aumento inferior ao esperado das reservas

O petróleo está a negociar em alta nos mercados internacionais, depois de ter sido noticiado que as reservas de crude norte-americanas subiram menos do que era esperado.

 

Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, ganha, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, sobe.

 

Esta quarta-feira, a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos revelou que as reservas de crude norte-americanas aumentaram em 1,84 milhões de barris na semana passada, um valor abaixo do esperado pelos analistas consultados pela Bloomberg.

 

Ouro volta a brilhar como refúgio

O ouro está a subir mais de 1%, a beneficiar dos dados da inflação nos EUA e das vendas a retalho. A incógnita sobre a política monetária que será levada a cabo pela Reserva Federal (Fed) americana está a voltar os investidores para os activos de refúgio. E, neste caso, o ouro destaca-se.




pub