Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas europeias sobem, juros agravam-se, euro afasta-se de mínimos

Fecho dos mercados: Bolsas europeias sobem, juros agravam-se, euro afasta-se de mínimos

As bolsas europeias subiram esta sexta-feira, beneficiando da valorização dos preços do petróleo. Já os juros agravaram-se em praticamente todos os prazos, acompanhando outros periféricos.
Fecho dos mercados: Bolsas europeias sobem, juros agravam-se, euro afasta-se de mínimos
Reuters
Diogo Cavaleiro 16 de Dezembro de 2016 às 17:31

Os mercados em números

PSI-20 soma 0,66% para 4.628,05 pontos

Stoxx 600 avança 0,34% para 360,02 pontos

S&P 500 inalterado em 2.261,92 pontos

"Yield" 10 anos de Portugal ganha 2,8 pontos base para 3,8%

Euro valoriza 0,47% para 1,0463 dólares

Brent dispara 2,33% para 55,28 dólares por barril

 

Bolsas animadas pela Europa

 

As bolsas europeias sustentaram, no fecho de sessão, o ganho verificado desde o início do dia. Lisboa acompanhou o comportamento das congéneres, sendo que Atenas foi a praça que mais valorizou (3,7%).

 

O índice Stoxx Europe 600 terminou o dia com um ganho de 0,34% para 360,02 pontos, com o verde a marcar o dia nas bolsas de Paris, Madrid e Frankfurt. Em Lisboa, o ganho superior a 5% do BCP justificou parte da valorização de 0,66% do PSI-20.

 

Esta foi a segunda sessão seguida de valorizações na Europa, impulsionada pelas empresas petrolíferas, que ganham com a subida dos preços da matéria-prima. Em Lisboa, foi a primeira subida em três sessões.

 

Juro português soma em todos os prazos

 

Portugal marcou hoje uma subida das taxas de juro associadas à dívida pública no mercado secundário. As valorizações dos títulos foram extensíveis em praticamente todas as maturidades, sobretudo de longo prazo.

 

A taxa de juro a dez anos, o prazo de referência, fixou-se em 3,802%, registando uma subida de 2,8 pontos base.

 

No resto da Europa, os países conhecidos como periféricos, como Espanha e Itália, verificaram agravamentos dos juros pedidos pelos investidores para negociar títulos de dívida, agravando a distância face à Alemanha, que marcou uma desvalorização das "yields" a si solicitadas.

 

Euribor menos negativas

 

A Euribor ficou menos negativa esta sexta-feira. A três meses, a taxa foi elevada em 0,002 pontos para 0,314%, segundo foi definido no painel de bancos, de acordo com a Lusa.

 

Já no prazo a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação, a taxa subiu 0,001 pontos base para 0,216%.

 

Euro afasta-se de mínimo de 2003

 

O euro está hoje a subir depois de três dias de desvalorização face ao dólar. A moeda única europeia segue a ganhar 0,41% para valer 1,0456 dólares. 

 

Com este desempenho, o euro afasta-se dos mínimos de inícios de 2003 que tinha registado na quinta-feira face à divisa americana.  O dólar esteve a subir esta semana devido à decisão de política monetária nos Estados Unidos, já que a Reserva Federal decidiu aumentar o custo do dinheiro em 25 pontos base para taxas de juro no intervalo entre 0,5% e 0,75%.

 

Petróleo soma terreno

 

A avançar esta sexta-feira esteve igualmente o petróleo. Os preços da matéria-prima estão a ganhar mais de 2% nos mercados internacionais. 

 

Em Londres, o Brent do Mar do Norte soma 2,33% para 55,28 dólares por barril. Já em Nova Iorque, o West Texas Intermediate negoceia nos 52,01 dólares por barril ao avançar 2,18%.

 

A valorização dos preços da matéria-prima, a primeira em três dias, ocorre numa sessão em que o dólar deu por terminado o avanço da última semana e está a perder terreno face às principais divisas, como o euro.

 

Além disso, o Goldman Sachs afirmou que a oferta deverá voltar à normalidade no Verão do próximo ano, pelo que a subida dos preços deve-se a essas expectativas de encontro entre a produção e a procura.

 

Ouro sobe com queda do dólar

 

O ouro está a ganhar terreno na última sessão da semana. A valorização do metal precioso é de 0,84% para valer 1.137,93 dólares por onça.

 

A subida dos preços do ouro acontece na sequência da desvalorização do dólar americano. Como é cotado na moeda americana, quando esta desliza, há tendência para se tornar mais atractiva, já que fica mais barata. 



(Notícia actualizada às 17:42 com mais informações; corrigida às 18:37 para rectificar valor da taxa Euribor a três meses)




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