Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas fazem pausa nos ganhos, juros descem, dólar ganha força

Fecho dos mercados: Bolsas fazem pausa nos ganhos, juros descem, dólar ganha força

O índice que mede o desempenho das bolsas europeias desceu ligeiramente, colocando uma pausa na sequência de ganhos. No mercado cambial, o dólar recuperou valor. O petróleo também sobe com as perspectivas de maior procura.
Fecho dos mercados: Bolsas fazem pausa nos ganhos, juros descem, dólar ganha força
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,60% para 5.168,88 pontos

Stoxx 600 desceu 0,02% para 381,34 pontos

S&P 500 cai 0, 04% para 2.495,41 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal desceu 3,3 pontos base para 2,817%

Euro cai 0,63% para 1,1892 dólares

Petróleo avança 1,22% para os 54,93 dólares por barril, em Londres

Bolsas europeias praticamente inalteradas

As bolsas europeias fizeram uma pausa nos ganhos. O Stoxx 600 teve uma descida ligeira de 0,02%, o que interrompeu uma sequência de cinco subidas. As descidas das acções das empresas mineiras e das "utilities" ofuscaram as subidas dos sectores das petrolíferas e de media. A descida dos preços de alguns metais como o cobre deu uma descida de 1,75% ao índice das mineiras. Já a recuperação do preço do petróleo ajudou as cotadas do sector a valorizar 0,51% esta quarta-feira.

Na bolsa portuguesa a sessão também foi de ganhos. O PSI-20 valorizou 0,60%, a quarta sessão de ganhos. A impulsionar estivaram as subidas de 1,81% do BCP, de 0,95% da Jerónimo Martins e de 0,69% da EDP. As acções da eléctrica negoceiam em máximos de dois anos, após as notícias de que o presidente da Gas Natural esteve em contacto com o maior accionista da EDP e com o primeiro-ministro, o que intensifica a especulação sobre uma eventual fusão das duas empresas.

Juros descem em dia de leilão

A taxa genérica das obrigações portuguesas a dez anos teve uma das maiores descidas no dia em que Portugal regressou ao mercado para se financiar em 850 milhões de euros, com juros mais baixos. A "yield" a dez anos baixou 3,3 pontos base para 2,817%. Isso permitiu ao prémio de risco da dívida nacional face aos títulos germânicos, a referência na Zona Euro, baixasse para 241,6 pontos base. Já os juros de Espanha e Itália tiveram comportamentos distintos. A "yield" espanhola caiu 2,2 pontos base para 1,58%. Já a taxa italiana agravou 1,5 pontos base para 2,04%.

Euribor sobe a três meses

As taxas Euribor tiveram comportamentos distintos esta quarta-feira. A taxa a três meses subiu 0,1 pontos base para -0,329%. Já os indexantes a seis e a 12 meses não sofreram alterações, mantendo-se em -0,272% e em -0,169%, respectivamente, segundo dados da agência Lusa. Por seu lado, a Euribor a nove meses desceu 0,1 pontos base para -0,219%, um novo mínimo histórico.

Dólar sobe com foco na inflação

A moeda norte-americana segue a ganhar terreno face às principais divisas negociadas. O índice do dólar composto pela Bloomberg sobe 0,38% para os 1.147,78 pontos, mas esteve já a valorizar 0,47%, numa altura em que os investidores aguardam a publicação do índice de preços no consumidor, nos Estados Unidos, que está agendada para esta quinta-feira. Esta quarta-feira, foi anunciado que, em Agosto, o índice de preços no produtor subiu 0,2% face ao mês anterior, ficando aquém das estimativas que apontavam para um ganho de 0,3%.

Petróleo em alta com previsões de maior procura

Os preços do petróleo seguem a negociar em alta nos mercados internacionais. Em Nova Iorque, o West Texas Inermediate (WTI) sobe 1,64% para os 49,02 dólares por barril. Já em Londres, o Brent avança 1,22% para os 54,93 dólares por barril. A impulsionar este desempenho está o relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) que revelou que prevê o maior crescimento da procura em dois anos. Estima um aumento do consumo de 1,6 milhões de barris por dia. Além disso, mantêm-se os rumores de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) estará a considerar prolongar os cortes de produção acordados além de Março do próximo ano. Por outro lado, o Departamento de Energia dos Estados Unidos revelou que os inventários de crude no país registaram a maior queda de sempre.

Cobre cai pelo segundo dia com aumento das reservas

Os preços do cobre negoceiam em queda pelo segundo dia consecutivo, a reflectir o anúncio de que os inventários aumentaram na principal bolsa de metais do mundo. O metal cede 1,9% para os 6.540 dólares por tonelada métrica. Os analistas consultados pela Bloomberg estão a tornar-se mais cautelosos em relação ao metal que, na semana passada, atingiu máximos de três anos, devido aos sinais de que a procura está a diminuir e que a oferta está a aumentar.




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