Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas fraquejam, juros sobem e petróleo recupera

Fecho dos mercados: Bolsas fraquejam, juros sobem e petróleo recupera

Numa sessão marcada pela fraca liquidez as bolsas europeias desvalorizaram pela segunda sessão. O PSI-20 não escapou à tendência negativa. Já as taxas das obrigações europeias e a moeda única valorizaram.
Fecho dos mercados: Bolsas fraquejam, juros sobem e petróleo recupera
Bloomberg
Rui Barroso 22 de Dezembro de 2016 às 17:26

Os mercados em números

PSI-20 desvalorizou 0,72% para 4.612,72 pontos

Stoxx 600 desceu 0,21% para 359,82 pontos

S&P 500 cede 0,38% para 2.256,48 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal subiu 3,3 pontos base para 3,803%

Euro valoriza 0,24% para 1,0449 dólares

Petróleo avança 0,99% para 55 dólares por barril, em Londres

Bolsas descem em sessão de baixa liquidez

As bolsas europeias desvalorizaram numa sessão marcada pela fraca liquidez. O valor negociado esteve 40% abaixo da média dos últimos 30 dias, segundo a Bloomberg. O Stoxx 600 perdeu 0,21%, com apenas cinco dos 19 sectores que o compõem a encerrarem o dia no verde (turismo e lazer, petrolíferas, retalho, farmacêuticas e químicas).

Já os sectores mineiro e tecnológico tiveram as maiores descidas, com os respectivos índices a cederem 1,06% e 0,86%. Foi a segunda descida consecutiva do índice, com os investidores a jogarem à defesa à medida que se aproxima o final do ano. Nos EUA, a sessão também é de quedas. O S&P 500 cede 0,38%.

O PSI-20 também não escapou a esta tendência, com uma descida de 0,72%. Apenas a Pharol (2,48%), a Corticeira Amorim (1,31%), a Sonae (0,69%) e a Jerónimo Martins (0,14%) encerraram a valorizar. O BCP voltou a protagonizar uma das maiores descidas no PSI-20, ao perder 2,69%. Nos, Altri, Mota-Engil e EDP também perderam mais de 1%. Mas a maior descida do dia pertenceu à Sonae Capital, que desvalorizou 4,33%.

Taxas de juro sobem

As taxas de juro da dívida soberana tiveram subidas generalizadas e Portugal não escapou à tendência, no dia em que o presidente do Bundesbank defendeu que o BCE não deveria demorar demasiado tempo em começar a subir a taxa de juro. A "yield" da dívida nacional a dez anos subiu 3,3 pontos base para 3,803%, a segunda subida consecutiva. Também os juros da dívida italiana agravaram, neste caso 2,9 pontos base para 1,852%. Em Espanha o guião foi semelhante, com uma subida de 3,4 pontos base para 1,401%.

 

A "yield" alemã também não escapou a esta tendência, com a taxa a dez anos aumentar 1,3 pontos base para 0,26%. Como a subida foi de menor dimensão que a dos juros portugueses, o prémio de risco da dívida nacional agravou-se para 354 pontos base.

Euribor desce a três meses

As taxas Euribor tiveram comportamentos distintos esta quinta-feira. O indexante a três meses baixou 0,1 pontos base para -0,316%, perto do mínimo histórico de -0,318%, segundo dados da agência Lusa. Já os indexantes a seis e a 12 meses não sofreram alterações. A Euribor a seis meses voltou a ser fixada em 0,216%, enquanto a taxa a 12 meses manteve-se em -0,082%, segundo a Lusa.

Dólar com novos recordes

A nota verde continua a fortalecer. O índice da Bloomberg que mede a força do dólar contra as outras grandes dez divisas mundiais sobe 0,20% para 1.273,60 pontos. Isto depois de o crescimento da economia americana no terceiro trimestre ter sido revisto em alta de 3,2% para 3,5%. Apesar desse ganho, face ao euro o dólar perde terreno. A moeda única avança 0,24% para 1,0449 dólares, depois de Jens Weidmann, o presidente do Bundesbank, ter defendido que o BCE não deveria esperar demasiado tempo para iniciar a subida das taxas de juro.

Iraque puxa pelo petróleo

Os preços do petróleo sobem, após o Iraque ter dado detalhes de como vai implementar o corte de produção entre os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e outros países. O Iraque referiu que está a acompanhar as empresas presentes no país para que o acordo seja implementado. Essa informação ajudou o Brent a valorizar 0,99% para 55 dólares e o WTI, negociado em Nova Iorque, a subir 0,82% para 52,92 dólares. Recuperam parte das perdas sofridas esta quarta-feira, após ter sido revelado que as reservas petrolíferas nos EUA voltaram a aumentar.

Brasil dá travo amargo aos preços do café

Entre as matérias-primas, o café apresenta uma das maiores descidas da sessão. O preço desce 1,97% para 141,7 cêntimos de dólar por libra-peso. A pressionar esteve a revisão em alta das autoridades brasileiras das estimativas para a produção este ano. As condições climatéricas favoráveis levarão a uma produção recorde, segundo as autoridades brasileiras. 




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