Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas mistas em dia de forte correcção dos juros de Portugal

Fecho dos mercados: Bolsas mistas em dia de forte correcção dos juros de Portugal

As bolsas europeias terminaram a sessão sem tendência definida, num dia marcado pela forte queda dos juros de Portugal. Nas matérias-primas, a sessão está a ser de valorizações.
Fecho dos mercados: Bolsas mistas em dia de forte correcção dos juros de Portugal
Bloomberg
Patrícia Abreu 08 de fevereiro de 2017 às 17:27

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,07% para 4.560,11 pontos

Stoxx 600 ganhou 0,33% para 363,94 pontos

S&P 500 cede 0,08% para 2.291,19 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal desce 12,5 pontos base para 4,115%

Euro soma 0,17% para 1,0701 dólares.

Petróleo sobe 0,85% para 55,52 dólares por barril em Londres

Banca trava ganhos na Europa

As principais bolsas europeias terminaram mistas na sessão desta quarta-feira, 8 de Fevereiro. O índice europeu Stoxx 600 avançou 0,33%, apesar de ter chegado a valorizar mais de 0,6% durante a sessão. A travar os ganhos nas bolsas europeias estiveram os títulos da banca, com o sector a cair 0,77%. Numa nota divulgada pela Bloomberg, o HSBC mostra-se pouco optimista para o investimento em acções na Europa, devido ao calendário eleitoral na região, que já está a criar instabilidade nos mercados. O banco britânico vê apenas espaço para ganhos modestos nas acções.

Ainda hoje, o presidente executivo da BlackRock considerou que a actividade empresarial está a registar um período de abrandamento devido à incerteza em torno das políticas da administração norte-americana, que ameaçam criar efeitos opostos. "Vejo uma série de sombras negras. (…) Os mercados estão, provavelmente, a precipitar-se," afirmou na cimeira Yahoo! Finance All Markets Larry Fink, CEO da Blackrock, citado pelas agências de notícias.

No mercado nacional, o PSI-20 cedeu 0,07%, um comportamento determinado pelas quedas das acções da banca. O BCP prolongou as quedas da sessão anterior, ao afundar 7,01% para 14,6 cêntimos, na véspera de serem admitidas à negociação os novos títulos do aumento do capital. Já o BPI, que esta tarde conheceu os resultados da OPA lançada pelo CaixaBank, tombou 6,58% para 1,05 euros.

Juros em forte queda em dia de leilão

As taxas de juro exigidas pelos investidores para comprarem títulos de dívida portuguesa no mercado secundário estão a corrigir esta quarta. A taxa a dez anos caiu 12,5 pontos base para 4,115%, isto no dia em que Portugal foi ao mercado vender dívida de longo prazo com taxas mais elevadas, tendo emitido 1.180 milhões de euros em Obrigações do Tesouro (OT) a cinco e sete anos. Na linha de OT a cinco anos, o juro da operação situou-se em 2,753%, acima dos 2,112% verificados na última operação comparável, realizada em Novembro. Já nos títulos a sete anos, o juro foi de 3,668%, acima dos 2,817% registados em Setembro.

Entre os restantes países europeus, a tendência também foi de queda, com as yields de países como Itália ou Espanha a aliviarem depois de um início de semana marcado por fortes agravamentos. A taxa alemã também recuou, mas menos. As "bunds" contraíram 5,4 pontos base para 0,296%, reduzindo o "spread" face a Portugal para 381,9 pontos.

A carregar o vídeo ...

Euribor estáveis pelo quinto dia

As taxas Euribor mantiveram-se hoje a três e 12 meses, subiram a seis meses e caíram a nove meses em relação a terça-feira. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, manteve-se hoje pela sexta sessão consecutiva em -0,328%, depois de ter descido até ao mínimo de -0,329% pela primeira vez em 17 de Janeiro. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 06 de Novembro de 2015, foi hoje fixada em -0,242%, mais 0,002 pontos do que na véspera e contra o actual mínimo, de -0,0244%, registado pela primeira vez em 26 de Janeiro. A 12 meses, a Euribor, que desceu para valores abaixo de zero pela primeira vez em 05 de Fevereiro de 2016, foi hoje fixada pela quarta sessão consecutiva em -0,101%, contra o actual mínimo, de -0,103%, registado pela primeira vez em 01 de Fevereiro.

Euro acima de 1,07 dólares

A moeda única europeia segue a ganhar terreno face ao dólar. O euro soma 0,17% para 1,0701 dólares, depois do presidente do BCE, Mario Draghi, ter garantido esta semana que está disposto a estender o seu programa de compra de activos caso seja necessário. Além disso, esta correcção do dólar ocorre num momento em que a administração de Donald Trump se mostra preocupada com a valorização da nota verde e o impacto que pode ter na economia norte-americana.

Queda das reservas puxa pelo petróleo

Os preços do petróleo seguem a valorizar nos mercados internacionais, sustentados pela queda inesperada das reservas de gasolina nos EUA. O Brent, negociado em Londres, sobe 0,85% para 55,52 dólares por barril, enquanto o WTI, em Nova Iorque, ganha 0,73% para 52,55 dólares por barril. Estas subidas são justificadas pelos dados das reservas divulgados nos EUA, que mostraram que os inventários de gasolina recuaram 869 mil barris, com a procura por gasolina a registar a maior subida num ano.

Ouro em máximos de três meses

O metal precioso continua a ganhar brilho. Os preços do ouro sobem 0,5% para 1.239,94 dólares por onça, elevando para 8% a valorização acumulada em 2017, com os investidores a procurarem refúgio no metal em momentos de maior nervosismo. As decisões polémicas de Donald Trump e o aproximar de importantes eleições na Europa têm vindo a aumentar a tensão nos mercados.




A sua opinião4
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Excelente 08.02.2017

A emissão a 7 anos fez baixar a taxa a 10 anos simplesmente brilhante

Anónimo 08.02.2017

Pudera... Com 6,4% dos 100 euros que investiste compras um prédio e o resto vai para o Banco, a render...

helmarques 08.02.2017

Mas isto é propaganda do governo? "Juros em forte queda em dia de leilão"...a taxa a 10 anos encontra-se em 4,115%, para o porta-voz do governo, ouvi e vi na tv, foi bom, igual ao lixo da agência rating, subiram as taxas das OT 5 e 7 anos, mas pelos vistos estas não interessam nada, foi simplesmente para enganar otários, sobem estas e baixam as de 10 anos, até os comemos de cebolada. Os parolos dos estrangeiros até se passam, quem é o maior, quem é?

Anónimo 08.02.2017

Precisamos urgentemente de uma agência de RATING para fazer subir o juro da nossa dívida... os 6,4% de juros líquidos que recebi na semana passada das OTs é pouco para as minhas despesas... Isto assim não vai lá...

pub