Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas mistas em dia de quedas elevadas no petróleo

Fecho dos mercados: Bolsas mistas em dia de quedas elevadas no petróleo

As praças europeias encerraram com sentidos opostos, num dia marcado pela decisão da OPEP em estender os cortes de produção por mais nove meses. A matéria-prima afunda mais de 3%.
Fecho dos mercados: Bolsas mistas em dia de quedas elevadas no petróleo
Patrícia Abreu 25 de maio de 2017 às 17:25

Os mercados em números

PSI-20 valorizou 0,59% para 5.244,80 pontos

Stoxx600 cedeu 0,06% para 392,14 pontos

S&P 500 avança 0,38% para 2.413,48 pontos

Juros da dívida a dez anos caíram 3,7 pontos para 3,193%

Euro avança 0,2% para 1,1220 dólares

Brent desce 3,47% para 52,09 dólares por barril

Bolsas mistas em dia de máximos nos EUA

As bolsas europeias voltaram a registar uma sessão sem tendência definida, com as praças do Velho Continente a encerrarem mistas. O índice europeu Stoxx 600 cedeu 0,06%, numa sessão em que as bolsas americanas seguem a negociar em recordes, suportadas pela expectativa que a Reserva Federal dos EUA possa esperar por novos dados antes de subir juros. As minutas relativas à última reunião, divulgadas esta quarta-feira, referem que a maior economia mundial vai recuperar andamento no segundo trimestre, o que leva a maioria dos membros da instituição liderada por Janet Yellen a apontar como "apropriado" decretar uma nova subida dos juros já em Junho. 

No entanto, a autoridade monetária deixou claro que irá aguardar por novos dados económicos para avaliar a oportunidade de um novo aumento dos juros no próximo mês. E é esta indicação que está a suportar o maior optimismo dos investidores.

Em Lisboa, o PSI-20 subiu 0,59%, sustentado pelos ganhos do BCP. O banco, que esta semana realizou uma emissão de obrigações hipotecárias, está a valorizar pela terceira sessão. Ganhou 3,28% para 0,2302 euros. Uma nota positiva ainda para o grupo EDP. A eléctrica somou 0,63% para 3,189 euros, enquanto a EDPR avançou 0,30% para 6,972 euros.

Juros corrigem

Os juros da República Portuguesa estiveram a corrigir esta quinta-feira, 25 de Maio, a acompanhar o movimento de queda dos juros na Europa. A taxa de referência baixou 3,7 pontos para 3,193%, no dia em que a Moody’s emitiu uma nota para Portugal, onde realça que a evolução da situação orçamental e a recente decisão da Comissão Europeia, que recomendou a saída do procedimento dos défices excessivos, terão "impacto positivo" na notação financeira de Portugal. Ainda assim, a agência não chega a indicar a possibilidade de subir ou tirar o "rating" de lixo, ao salientar que, pela frente permanecem vários desafios, desde logo continuar, já neste ano, a reduzir o endividamento público em linha com o exigido pelas regras europeias.

Euribor a três meses estabiliza

As taxas Euribor desceram hoje a seis e nove meses e mantiveram-se a três e 12 meses em relação a quarta-feira. A taxa Euribor a seis meses desceu, ao ser fixada em -0,251%, menos 0,001 pontos do que na sessão anterior e actual mínimo de sempre, registado pela primeira vez em 19 de Abril. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, manteve-se hoje em -0,329%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,332%, registado pela primeira vez em 10 de Abril. No prazo de 12 meses, a taxa Euribor voltou a ser fixada em -0,129%, actual mínimo de sempre.

Euro seguro em máximos de Novembro

A moeda europeia segue praticamente estável face ao dólar, ao avançar 0,2% para 1,1220 dólares, mantendo-se, contudo, em máximos do início de Novembro. A determinar esta evolução estão as mensagens contraditórias deixadas pelas minutas da Fed. Ainda que considere "apropriada" uma subida de juros em breve, a Fed argumentou que "seria prudente" assegurar que há evidências da transição da economia norte-americana.

Petróleo afunda após decisão sem surpresas da OPEP

Tal como era esperado, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) aprovou uma extensão dos cortes de produção até Março de 2018. Mas os investidores ficaram desapontados pelo cartel não fazer mais do que já estava incorporado no mercado e castigaram as cotações. O Brent, negociado em Londres, cai 3,47% para 52,09 dólares por barril, enquanto o WTI desvaloriza 3,66% para 49,48 dólares. O acordo inicial, alcançado em Novembro do ano passado, previa uma redução na produção conjunta de 1,2 milhões de barris por dia. Contudo, 11 países juntaram-se ao acordo em Dezembro, elevando para 1,8 milhões os cortes conjuntos.

Ouro sobe pela primeira vez em três sessões

O metal precioso segue a valoriza pela primeira vez em três dias, com alguns investidores a procurarem refúgio no ouro, face às dúvidas em relação à capacidade do presidente norte-americano implementar as medidas do seu plano económico. O ouro avança 0,3% para 1.259,80 dólares por onça.




A sua opinião3
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Conselheiro de Trump 25.05.2017

No dia 22 do proximo mes comecam os dias a mingar,e com ele minga a economia,por conseguinte a tirada dos petroleiros vai ser pouco sentida.Com a economia arrefecer ela vai exigir menos necessidade de petroleo.

Menoli 25.05.2017

Mas que raio de comentário sobre o bota abaixo bcp!!!!!!

AMANHÃ VAI HAVER BOTA ABAIXO BCP 25.05.2017


AQR Capital Management, LLC
SÃO ESTES NOSSOS GRANDES AMIGOS QUE AMANHÃ NOS VÃO AJUDAR A DERRUBAR o MILENIUM BCP + DE 6 % PARA BAIXO EHEHEHEHEHEHJ E nos PRÓXIMOS DIAS VAMOS CONTINUAR A ENCHER O BOLSO COM A MAGISTRAL QUEDA DO BCP

pub
pub
pub
pub