Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas mistas, Euribor com novo mínimo, petróleo recupera

Fecho dos mercados: Bolsas mistas, Euribor com novo mínimo, petróleo recupera

A praça portuguesa esteve entre as que mais cederam esta sessão, que no resto da Europa foi marcada por recuperações à conta da subida do preço do petróleo. A taxa mais usada pelo crédito à habitação está em novo mínimo, enquanto os juros da dívida agravam pelo terceiro dia.
Fecho dos mercados: Bolsas mistas, Euribor com novo mínimo, petróleo recupera
Brendan McDermid/Reuters
Paulo Zacarias Gomes 22 de junho de 2017 às 17:28

Os mercados em números

PSI-20 caiu 0,51% para 5.244,98 pontos

Stoxx 600 subiu 0,01% para 388,53 pontos

S&P 500 sobe 0,15% para 2.439,33 pontos

Juros da dívida a dez anos avançaram 3,5 pontos base para 2,956%

Euro cai 0,17% para 1,1150 dólares

Brent recupera 1,63% para 45,55 dólares

Lisboa em contraciclo com Europa

No mercado bolsista esta quinta-feira de sentimento misto para as praças europeias, com Milão e Lisboa a registarem as perdas de maior dimensão num dia em que os principais índices do Velho Continente fecharam com balanço positivo, a beneficiar do avanço do preço do petróleo, que também tem efeito nas cotações em Nova Iorque.

Essa melhoria não se reflectiu na performance bolsista da Galp, que acompanhando as perdas do BCP - que recuperou parte das perdas geradas pela investigação chinesa ao maior investidor do banco, a Fosun - , da EDP, Jerónimo Martins e REN, levaram o PSI-20 à terceira sessão consecutiva de perdas, na maior série negativa em mais de um mês. Do lado dos ganhos estiveram Sonae, CTT e EDP Renováveis.

Juros agravam pela terceira sessão

A taxa de juro pedida pelos investidores para troca de obrigações soberanas portuguesas em mercado secundário voltou a aumentar, pela terceira sessão consecutiva, enquanto o prémio de risco se agravou igualmente. A tendência de subida das 'yields' em Portugal é mais evidente do que noutros pares do sul do euro (agrava em todas as maturidades), afastando-se dos mínimos registados nas últimas sessões, que tinham sido marcadas pela saída de Portugal do procedimento dos défices excessivos em Bruxelas e pela melhoria da perspectiva da agência Fitch para a dívida.

Um dia depois de novos mínimos na emissão de bilhetes do Tesouro pelo IGCP, o risco da dívida - diferencial entre os juros pedidos para troca de dívida portuguesa e as 'yields' da dívida alemã - sobe igualmente, deixando os mínimos de ano e meio registados esta segunda-feira - está nos 268,52 pontos-base. 

Euro pouco alterado

A moeda única europeia continua próxima de mínimos de um mês face ao dólar, numa altura em que se especula que a Reserva Federal norte-americana só leve a cabo mais um aumento da taxa de referência no que resta deste ano, ao mesmo tempo que os analistas apostam na continuidade da retirada de estímulos na Zona Euro - perante melhores resultados da economia e perspectivas de subida da inflação -, tal como no Japão.

"Parece claro que na segunda metade do ano o dólar será a moeda mais fraca das três [dólar, euro e iene]. Com a neutralização de política da Fed, a possibilidade de retirada de estímulos do BCE e do Banco do Japão alinha as políticas monetárias. Isto cria as condições para que o euro e o iene se fortaleçam face ao dólar," disse Junya Tanase, do JPMorgan Chase & Co, à Bloomberg.

Euribor a seis meses com novo mínimo

As taxas Euribor voltaram a renovar recordes mínimos no prazo a seis meses - o mais usado no crédito à habitação em Portugal, em -0,272%, a ceder 0,001%. Também a taxa a três meses recuou na mesma dimensão, para -0,330%. O prazo a nove meses permaneceu inalterado - em -0,201% -, tal como a 12 meses, em -0,161%, mantendo-se no mínimo de sempre.

Petróleo recupera 

A sessão de hoje está a ser de recuperação para os preços do barril de petróleo, que nos últimos dias foram afectados pelo receio de que os cortes da OPEP não sejam suficientes para travar o excesso de matéria-prima a nível internacional. Tanto que, nos últimos dias, o valor se encaminha para aquele que pode vir a ser o pior semestre em 20 anos para o preço do ouro negro.

Esta quarta-feira, naquilo que os analistas citados pela Bloomberg chamam de "pausa para respirar" num mercado que entrou em "bear market" no início da semana, tanto em Londres como em Nova Iorque o preço do barril sobe 1%.

Ouro sobe pelo segundo dia
O metal amarelo beneficia dos sinais de que a inflação possa continuar a ficar aquém dos objectivos da Reserva Federal norte-americana (para o que contribui o arrefecimento dos preços do petróleo, a componente mais volátil da formação de preços). O preço da onça de ouro aprecia pela segunda sessão consecutiva, também a colher vantagem da baixa remuneração actualmente oferecida por activos de renda fixa, como é o caso das obrigações.

Ainda nas matérias-primas, o preço do alqueire de trigo cai 1,2%, apesar de os analistas preverem que o tempo quente e seco na Europa leve a rever "significativamente em baixa" as previsões para as próximas colheitas em França e Espanha.




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comentários mais recentes
GLINTT 22.06.2017

A GLINTT corrigiu 13% nos últimos tempos, motivado por mãos fracas e impacientes, mas não por "VENDAS A DESCOBERTO", tem poucas acções no mercado para essas jogadas, portanto vão uns e vem outros com dinheiro.

GLINTT 22.06.2017

A nossa tecnológica GLINTT vai ser a próxima a duplicar, as campeãs de prejuízos já subiram 120% e a GLINTT que dá lucro e já foi alvo de OPA subiu 20%. Pode ser alvo de outra OPA da Farminveste para a tirar da Bolsa. Mas deviam agora pagar 1€ cada acção. Já valeu 5€ em 2004.

BCP+FOSUN 22.06.2017

TOTALMENTE FALIDOS... em resumo, um falido comprou o outro... soma-se a falta de lucros da banca em geral na Europa, o problema do Novo Banco que está aí a estoirar... vai ser bonito vai... vender enquanto é tempo é a palavra de ordem... eu pelo menos já vendi. Bons negócios.

amanhã, Pharol com sinal + 22.06.2017

Atenção amanhã á Pharol, a OIBR3 e 4 no Bovespa Brasil disparam acima dos +5%!

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