Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas mistas, matérias-primas sobem e juros corrigem

Fecho dos mercados: Bolsas mistas, matérias-primas sobem e juros corrigem

As praças europeias encerraram mistas, numa sessão marcada pela divulgação de resultados na região. Já os juros da República estiveram a corrigir, em linha como que aconteceu um pouco por toda a região.
Fecho dos mercados: Bolsas mistas, matérias-primas sobem e juros corrigem
Patrícia Abreu 02 de fevereiro de 2017 às 17:25

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,68% para 4.498,21 pontos

Stoxx 600 cedeu 0,34% para 361,95 pontos

S&P 500 cai 0,15% para 2.276,10 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal desceu 8,7 pontos base para 4,122%

Euro sobe 0,27% para 1,0798 dólares.

Petróleo ganha 0,25% para 56,95 dólares por barril em Londres

Bolsas europeias sem sinal comum

As principais praças europeias terminaram a sessão desta quinta-feira, 2 de Fevereiro, sem tendência definida. O índice europeu Stoxx 600 cedeu 0,34%, pressionado pelos títulos que divulgaram resultados abaixo das expectativas, como o Deutsche Bank. Ainda assim parte das praças do Velho Continente registou uma tendência positiva. O espanhol Ibex-35 liderou as subidas, com uma valorização de 0,81%, enquanto a bolsa de Londres somou 0,47%. Já a bolsa alemã cedeu 0,27%. A determinar a negociação esteve mais uma vez a divulgação de resultados na região, mas também as decisões de política monetária.

Depois de ontem a Fed ter decidido manter as suas taxas de juro inalteradas, sem deixar qualquer indicação sobre a próxima mexida na sua taxa directora, o Banco de Inglaterra reviu em alta as suas estimativas para a economia britânica. Agora, espera que a economia cresça em torno de 2%, bem acima do dos 1,4% que previa em Novembro, com mais inflação e menos desemprego. Ainda assim, manteve a taxa de juro em mínimos históricos.

Em Lisboa, o PSI-20 ganhou 0,68% para 4.498,21 pontos, com 13 cotadas em alta, quatro em queda e uma inalterada, sendo esta a primeira sessão em quatro dias em que o principal índice bolsista nacional conseguiu avançar. O sector da energia foi o que mais contribuiu para os ganhos. A EDP terminou o dia a subir 1,24% para 2,703 euros, enquanto a EDP Renováveis apreciou 0,30% para 5,947 euros. A Galp Energia ganhou 0,74% para 13,60 euros.

Juros seguem correcção na Europa

A taxa de juro exigida pelos investidores para comprar dívida portuguesa esteve a recuar. A "yield" a dez anos de Portugal caiu 8,7 pontos base para 4,122%, numa sessão marcada por um movimento de queda generalizada dos juros na Europa. Entre os países da periferia do euro, a taxa italiana a dez anos baixou 7,9 pontos para 2,234%, enquanto a espanhola recuou 3,8 pontos para 1,641%. Já as "bunds" alemãs caíram 4,1 pontos para 0,427%.

Euribor estáveis a três e seis meses

As taxas Euribor mantiveram-se hoje a três e seis meses, desceram a nove e subiram a 12 meses em relação a quarta-feira. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, manteve-se hoje em -0,328%, depois de ter descido até ao mínimo de -0,329% pela primeira vez em 17 de Janeiro. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 6 de Novembro de 2015, também voltou ser fixada em -0,244%, actual mínimo, registado pela primeira vez em 26 de Janeiro. A 12 meses, a taxa foi fixada em -0,102%, mais 0,001 pontos do que na quarta-feira e contra o actual mínimo, de -0,103%, registado pela primeira vez em 1 de Fevereiro.

Dólar corrige após Fed

A divisa norte-americana segue a perder valor face às principais moedas mundiais, penalizada pela incerteza em torno da governação de Donald Trump e depois do banco central norte-americano ter mantido os juros inalterados e ter dado poucas pistas sobre o "timing" da próxima subida. O índice do dólar segue a desvalorizar 0,4%. A Reserva Federal reiterou apenas que "o Comité espera que as condições económicas evoluam de uma forma que garanta apenas subidas graduais da taxa de fundos federais; a taxa de fundos federais irá, provavelmente, continuar por algum tempo abaixo dos níveis que são esperados prevalecer no longo prazo". E relembra que "o actual trajecto da taxa de fundos federais dependerá do ‘outlook’ económico".

Petróleo em máximos de um mês com cortes da OPEP

Os preços do petróleo seguem a negociar próximos de máximos de um mês, num momento em que os países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e a Rússia continuam a cumprir o acordo de redução de produção. O WTI, negociado em Nova Iorque, segue praticamente estabilizado em 53,87 dólares por barril, enquanto o Brent, em Londres, sobe 0,25% para 56,94 dólares. Segundo os dados da Bloomberg, a produção da OPEP desceu 840 mil barris por dia, enquanto a Rússia reduziu a produção em 117 mil barris diários.

Encerramento de minas suporta subida do níquel

Os preços do níquel seguem a negociar em máximos de três meses, a reagirem ao anúncio do encerramento de minas nas Filipinas, o maior produtor da matéria-prima. O níquel segue a valorizar 2,4% para 10.500 dólares por tonelada, depois do país ter anunciado que serão encerradas 23 minas, representativas de cerca de metade da produção filipina do metal. 


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João Azevedo 02.02.2017

Porra! O PSI 20 tem perdido muito, mas hoje ganho!

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