Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas no vermelho à espera de Itália. Petróleo dispara

Fecho dos mercados: Bolsas no vermelho à espera de Itália. Petróleo dispara

As bolsas do Velho Continente negociaram no vermelho pela primeira vez em três dias, à medida que aumenta o nervosismo dos investidores em torno do referendo italiano. Já o petróleo soma e segue.
Fecho dos mercados: Bolsas no vermelho à espera de Itália. Petróleo dispara
Reuters
Patrícia Abreu 01 de Dezembro de 2016 às 17:25

Os mercados em números

PSI-20 caiu 0,42% para 4.436,25 pontos

Stoxx 600 valorizou 0,33% para 340,86 pontos

S&P 500 avança 0,17% 2.208,51 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 5,5 pontos base, para 3,765%

Euro sobe 0,43% para 1,0634 dólares

Petróleo dispara 4,31% para 51,57 dólares por barril, em Londres


Bolsas europeias de regresso às descidas

As principais praças europeias fecharam a desvalorizar, naquela que é a primeira queda em três dias, à medida que se aproxima a data do referendo italiano. O índice europeu Stoxx 600 cedeu 0,33%, numa sessão em que as exportadoras foram as principais responsáveis pela queda na região, enquanto as acções da energia estiveram a valorizar, suportadas pela subida dos preços do petróleo.

A bolsa portuguesa terminou a sessão a negociar no vermelho, a acompanhar as quedas entre as principais praças europeias. O PSI-20 fechou a desvalorizar 0,42%. A Jerónimo Martins foi a empresa que mais pressionou a negociação. A retalhista desceu mais de 2,5% para 14,51 euros, enquanto a sua concorrente Sonae SGPS baixou perto de 2% para 0,78 euros. Uma nota negativa ainda para o grupo EDP. A eléctrica desceu 1% para 2,69 euros, enquanto a EDPR recuou mais de 1% para 5,93 euros.

Juros seguem subida na Europa

Os juros das obrigações portuguesas estiveram a agravar-se esta quinta-feira, 1 de Dezembro. A taxa de referência a dez anos subiu 5,5 pontos base, para 3,765%, num dia de subida das "yields" no continente europeu, com os investidores a exigirem custos mais elevados para investir em títulos de dívida na região, perante os receios de que a vitória do não no referendo constitucional italiano crie uma nova crise na região. Já as alemãs "bunds" subiram 9,4 pontos base para 0,369%, reduzindo o "spread" face à dívida portuguesa para 339,5 pontos.

Dijsselbloem puxa pela libra

A moeda britânica segue a valorizar 0,5% para 1,2572 dólares, sendo que nesta sessão já tocou em máximos de 6 de Outubro, a beneficiar das declarações do presidente do Eurogrupo. Jeroen Dijsselbloem assumiu que "podemos desenhar novos acordos para permitir que o Reino Unido entre no mercado único e permitir que o comércio continue". As palavras de Dijsselbloem estão a impulsionar a libra. O presidente do Eurogrupo, salientou ainda, em entrevista ao Times of Malta e citado pela Bloomberg, que Boris Johnson, ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, "devia dizer aos britânicos" que eles vão perder crescimento económico e postos de trabalho, o que vai ter reflexos na sua riqueza em resultado do Brexit.

Euribor sobem a três meses

As taxas Euribor subiram hoje a três e 12 meses e ficaram inalteradas nos seis e nove meses, face a quarta-feira. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, subiu hoje para -0,313%, menos negativa que os -0,314% registados na quarta-feira, actual mínimo histórico, registado pela primeira vez em 24 de Novembro. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 6 de Novembro de 2015, manteve-se nos -0,219%, sendo que o seu mínimo histórico é de -0,220%, registado a 22 de Novembro último.

 

Petróleo dispara 4%

Os preços do petróleo continuam a prolongar a escalada da última sessão. O Brent, negociado em Londres, segue a disparar 4,63% para 54,24 dólares por barril, enquanto o WTI, em Nova Iorque, ganha 4,31% para 51,57 dólares por barril, com as cotações a reagirem ao acordo alcançado ontem pela OPEP para reduzir produção. O cartel aceitou cortar a produção em 1,2 milhões de barris por dia a partir de Janeiro de 2017. A OPEP, que pesa um terço da produção mundial, é responsável pela produção de 33,8 milhões de barris por dia, que será reduzida para 32,5 milhões.

Ouro em mínimos de 10 meses

O metal precioso está a negociar no valor mais baixo dos últimos dez meses, num momento em que o mercado dá como quase certa uma subida de juros nos EUA este mês e os indicadores económicos continuam a apontar para a robustez da economia no país. O ouro cai 0,7% para 1.165,60 dólares por onça, tendo já tocado durante a sessão em mínimos de Fevereiro, nos 1.162,20 dólares.




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comentários mais recentes
RFPB Há 5 dias

A mota engil este ano praticamente anda num canal, entre 1,50€ e 1,80€.

O petróleo sobe, o dólar sobe....

Onde está o mercado da mota engil?

Anónimo Há 5 dias

Sera isto solidariedade,ou cobardia.portugal esta abracos por causa da caixa geral depenados,e tremelica com o que se passa nos outros pais.IMPRESSIONANTE:arranjam-se sempre desculpas para o mal estar da bolsa,parece mesmo um vidrinho de nao se lhe poder embarrar.Port que se preocupe com ele proprio

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