Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas no vermelho arrastadas pelo petróleo. Juros em alta

Fecho dos mercados: Bolsas no vermelho arrastadas pelo petróleo. Juros em alta

As bolsas europeias terminaram o dia em queda, numa altura em que a cotação do petróleo continua a cair nos mercados internacionais. Os juros sobem depois do leilão de bilhetes do Tesouro.
Fecho dos mercados: Bolsas no vermelho arrastadas pelo petróleo. Juros em alta
Bloomberg
Ana Laranjeiro 21 de junho de 2017 às 17:21

Os mercados em números

PSI-20 recuou 0,49% para 5.271,90 pontos

Stoxx 600 desceu 0,18% para 388,50 pontos

S&P 500 sobe 0,04% para 2.438,08 pontos

Juros da dívida a dez anos subiram 4,7 pontos base para 2,921%

Euro soma 0,09% para 1,1144 dólares

Brent desvaloriza 0,59% para 45,75 dólares

Bolsas no vermelho, arrastadas pelo petróleo

As principais bolsas europeias terminaram o dia no vermelho, arrastadas pela queda da cotação do petróleo, fruto dos receios dos investidores quanto ao excesso de oferta mundial, numa altura em que vários países exportadores estão a aumentar o ritmo de extracção - com especial relevo para a Líbia – arriscando minar os esforços da OPEP para reduzir a produção.

A marcar a negociação nas bolsas europeias está o facto de estarem, novamente, a surgir apostas que tanto a inflação como as taxas de juro vão continuar baixas por mais tempo do que anteriormente previsto, de acordo com a Reuters.


A liderar as quedas no Velho Continente esteve o grego FTSE/ASE, que recuou 0,61%, seguido pelo PSI-20, que perdeu 0,49%, penalizado pelo BCP e o sector do retalho. O banco liderado por Nuno Amado recuou 1,25% para 0,237 euros. Também em queda fechou a Jerónimo Martins, que perdeu 0,59% para 17,765 euros, e a Sonae, que resvalou 0,84% para 0,943 euros.


Juros sobem após leilão

Os juros da dívida portuguesa estão a subir no mercado secundário, mantendo-se a dez anos abaixo dos 3%. Um comportamento que tem lugar depois Portugal ter ido ao mercado com um leilão de bilhetes do Tesouro, tendo conseguido financiar-se a taxas negativas, que foram as mais baixas de sempre. Uma tendência que se tem assistido nos leilões realizados nos últimos meses.


Nos títulos a 3 meses, com maturidade em Setembro deste ano, o ICGP colocou 250 milhões de euros, com uma taxa de -0,337%. Uma redução substancial face ao juro de -0,266% da emissão similar realizada em Abril.


Nos títulos a 11 meses, com maturidade em Maio do próximo ano, o instituto que gere a dívida portuguesa colocou mil milhões de euros. A taxa ficou em -0,264%, bem inferior aos -0,135% registados no leilão de Abril.


A dez anos, as "yields" nacionais a dez anos subiram 4,7 pontos base para 2,921%. A dívida alemã a uma década avançou 0,3 pontos base para 0,265%.


Libra sobe graças ao Banco de Inglaterra

Andy Haldane, economista-chefe do Banco de Inglaterra considera que estão a crescer os riscos resultantes de abandonar uma política monetária muito restritiva e, defendeu de acordo com a Bloomberg, que teria votado por uma subida dos juros este mês.

Estes comentários estão a suportar o comportamento da libra, que ganha terreno face ao euro e ao dólar. Por esta altura, a moeda britânica ganha 0,17% para 1,1362 euros. E 0,25% para 1,2661 dólares.


Euribor mantém-se a 3 e 6 meses

As taxas Euribor mantiveram-se hoje a três e seis meses e desceram a nove e 12 meses em relação a terça-feira. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, manteve-se hoje em -0,329%. A seis meses, a taxa Euribor, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação, também se manteve hoje inalterada, em -0,271%.


No prazo de 12 meses, a taxa Euribor recuou hoje para -0,161%, um novo mínimo de sempre e menos 0,002 pontos do que na terça-feira. A nove meses, a Euribor também desceu, ao ser fixada em -0,201%, menos 0,001 pontos do que na terça-feira.


Petróleo desvaloriza

Os preços do petróleo estão a cair nos mercados internacionais, estando a matéria-prima a ser penalizada pelos receios dos investidores quanto ao excesso de oferta que existe no mercado. Isto numa altura em que há produtores que estão a aumentar a sua produção, o que pode por em risco os esforços da OPEP para travar o excedente de oferta.


O West Texas Intermediate desce 0,37% para 43,35 dólares por barril. E o Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, perde 0,59% para 45,75 dólares por barril.


Ouro recupera

A cotação do ouro, para entrega imediata, está a subir 0,13% para 1.244,57 dólares por onça, recuperando assim de uma sequência de cinco dias em queda.




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comentários mais recentes
Jorge Silva Há 4 semanas

Sobre as vendas ao fecho. Te vou contar uma coisa que nunca mais vou publicar aqui. Os mercados só sobem graças as mãos fortes. Dias 19 e 20, % do sector na posse deles: Stoxx 600 Bancos: 81,82-59,09. Dow jones Banks: 72,41-46,55. Estão a reduzir...porque? Petróleo= falta de inflação. Abraço.

Jorge Silva Há 4 semanas

E já agora, o Vítor Constâncio, ou foi nesta semana ou na semana passada, disse: "Mesmo no cenário mais otimista, os bancos Europeus nos próximos 4-5 anos, vão ter as margens operacionais bastante reduzidas". (Mais palavra, menos palavra significa: Poucos lucros ou nenhuns...depende do banco).

Jorge Silva Há 4 semanas

É triste constatar que existem pessoas que investem nos mercados e não percebem o mínimo dos mínimos disto. Estes fazem parte do grupo de 90% que perde dinheiro :-( Entende ao menos isto: Petróleo desce = não existe inflação = BCE não sobe os juros = não sobe a margem de lucro dos bancos.

GLINTT Há 4 semanas

A GLINTT corrigiu 10% nos últimos tempos, motivado por mãos fracas e impacientes, mas não por "VENDAS A DESCOBERTO", tem poucas acções no mercado para essas jogadas, portanto vão uns e vem outros com dinheiro.
Hoje ninguém vendeu. Vemos as dos prejuízos duplicadas.

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