Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas, petróleo e dólar em queda. Euribor atinge mínimo  

Fecho dos mercados: Bolsas, petróleo e dólar em queda. Euribor atinge mínimo  

As bolsas perderam valor pela terceira sessão, o petróleo está a ser penalizado pelo aumento das reservas e os juros da dívida evoluíram em alta.
Fecho dos mercados: Bolsas, petróleo e dólar em queda. Euribor atinge mínimo   
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,34% para 5.672,80 pontos

Stoxx 600 perdeu 0,17% para 395,46 pontos

S&P 500 sobe 0,22% para 2.828,63 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos subiram 1 ponto base para 1,96%

Euro valoriza 0,32% para 1,2443 dólares

Petróleo cai 0,29% para 68,82 dólares por barril, em Londres

 

Bolsas europeias caem pelo terceiro dia

A maior parte das principais praças bolsistas da Europa fecharam a sessão desta quarta-feira, 31 de Janeiro, a transaccionar em terreno negativo, com o índice de referência europeu a perder 0,17% para 395,46 pontos, pressionado em especial pelo sector do retalho. Ainda assim, o Stoxx 600 fecha Janeiro com uma valorização de 1,61%, o segundo mês seguido a acumular ganhos depois de em Dezembro ter somado 0,64%.

 

O lisboeta PSI-20 acompanhou a tendência, tendo caído também pelo terceiro dia consecutivo, com a Jerónimo Martins (1,29% para 17,155 euros) e a Galp Energia (-1,6% para 15,37 euros) a penalizarem. A bolsa grega contrariou a tendência predominante com uma subida de quase 1%.

A condicionar a negociação esteve a divulgação de que, afinal, a taxa de inflação na Zona Euro recuou menos do que era estimado pelos analistas, principalmente depois de ontem der sido reportado que os preços no consumidor na Alemanha abrandaram mais do que era esperado. 

 

Euro com melhor mês em dois anos

A moeda norte-americana volta a negociar em terreno negativo contra as principais divisas mundiais, estando segundo os operadores a ser penalizada pelo discurso do Estado da União de Donald Trump, que não ofereceu novas pistas sobre a política a seguir pela administração da maior economia do mundo.

 

O euro valoriza 0,32% para 1,2443 dólares, perto de máximos de Dezembro de 2015, depois do Eurostat ter revelado que a inflação na Zona Euro desceu menos que o esperado. Os investidores estão agora de olhos postos da reunião da Reserva Federal, a última que será liderada por Janet Yellen. A decisão será conhecida às 19:00 de hoje, sendo que não são esperadas quaisquer alterações na política monetária do banco central.  

 

A subida de hoje da moeda única elevou a valorização de Janeiro para 3,7%, pelo que Janeiro será o melhor mês para o euro em quase dois anos.

Inflação coloca juros em alta ligeira

As obrigações soberanas do euro prosseguiram hoje a tendência de queda, com a subida das "yields" a reflectirem o facto de a inflação na Zona Euro ter descido menos do que o esperado. O juro das "bunds" a 10 anos avança 1,4 pontos base para 0,697%, enquanto a "yield" das Obrigações do Tesouro com a mesma maturidade avança 1 ponto base para 1,96%. O "spread" da dívida portuguesa ficou assim estável em 126 pontos base.   

 

Euribor a 6 meses atinge mínimo

As taxas Euribor desceram hoje a seis meses para um novo mínimo de sempre e mantiveram-se a três, nove e 12 meses em relação a terça-feira. Apesar de se esperar que o BCE normalize a sua política monetária nos próximos tempos, a taxa Euribor a seis meses desceu hoje para -0,279%, menos 0,1 pontos base e novo mínimo de sempre. A Euribor a três meses foi fixada pela quarta sessão consecutiva em -0,328%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,332%.

 

Aumento das reservas coloca petróleo em queda

Os stocks de crude nos Estados Unidos aumentaram em 6,78 milhões de barris na semana passada, o que representa a subida mais acentuada em 10 meses e que ficou largamente acima do que os analistas estavam à espera. Além deste sinal de fraqueza do lado da procura, a produção de petróleo nos Estados Unidos atingiu um novo recorde, anunciou o Departamento de Energia dos Estados Unidos.

 

O WTI em Nova Iorque desce 0,29% para 64,31 dólares e em Londres o Brent sofre uma queda de igual dimensão para 68,82 dólares. Já ontem a matéria-prima tinha evoluído em terreno negativo, devido às estimativas que apontavam por este aumento das reservas, que acabou por ser muito superior ao esperado.




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