Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas, petróleo e euro somam ganhos. Juros renovam mínimos

Fecho dos mercados: Bolsas, petróleo e euro somam ganhos. Juros renovam mínimos

As praças do Velho Continente voltaram a registar uma sessão positiva, apesar das difiduldades na Alemanha para formar-se um governo. Já os juros continuam a renovar mínimos de dois anos.
Fecho dos mercados: Bolsas, petróleo e euro somam ganhos. Juros renovam mínimos
Reuters
Patrícia Abreu 21 de novembro de 2017 às 17:19

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,21% para 5.291,59 pontos
Stoxx 600 avançou 0,44% para 388,10 pontos
S&P 500 soma 0,66% para 2.599,28 pontos
"Yield" a 10 anos de Portugal desceu 3,4 pontos base para 1,917%
Euro soma 0,09% para 1,1743 dólares
Petróleo sobe 0,39% para 62,46 dólares por barril, em Londres

Bolsas prolongam ganhos

Tal como aconteceu no arranque da semana, as principais praças europeias terminaram a sessão em alta. O índice europeu Stoxx 600 avançou 0,44%, num dia de novos recordes nas acções norte-americanas. Apesar de os investidores continuarem focados nas negociações na Alemanha para formar um governo de coligação, o Dax subiu perto de 1%, perante a expectativa que a situação no país não seja suficiente para acelerar uma correcção das bolsas europeias.

Nos EUA, o S&P 500 superou pela primeira vez a marca dos 2.600 pontos, depois do Goldman Sachs ter melhorado as suas previsões para o índice, à espera de estímulos económicos no país.

O português PSI-20 avançou 0,21%, suportado pelos ganhos da Galp Energia. A petrolífera valorizou 0,79% para 15,895 euros. Já a EDP caiu 1,16% para 2,888 euros, depois de o banco de investimento Morgan Stanley ter reduzido a recomendação para a eléctrica. Ainda no sector da energia, a REN subiu 1,57%, numa sessão em que as acções já não transaccionam com os direitos de subscrição de novas acções incorporados.

Juros renovam mínimos

A expectativa que a agência Fitch possa ser a próxima agência de notação financeira, a 15 de Dezembro, a colocar a dívida portuguesa num grau de investimento está a suportar a queda dos juros da República. A dez anos, o juro exigido pelos investidores para trocarem dívida nacional entre si no mercado secundário desceu 3,4 pontos base para 1,917%, tendo tocado durante a sessão nos 1,904%, o que representa o valor mais baixo desde 28 de Abril de 2015 (quando tocou nos 1,839%).

Este comportamento da dívida nacional ocorre numa altura em que se vive um impasse político na Alemanha, a maior economia da área da moeda única. As negociações entre a CDU de Merkel e os liberais do FDP e os Verdes falharam no último domingo e ainda não é claro se vão ser convocadas novas eleições ou se o presidente da Alemanha vai convidar Angela Merkel a formar um governo minoritário.

Euribor inalteradas a três meses

As taxas Euribor mantiveram-se hoje a três meses e subiram a seis, nove e 12 meses em relação a segunda-feira. A Euribor a três meses voltou hoje, pela 15.ª sessão consecutiva, a ser fixada em -0,329%. A Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação, subiu para -0,273%, contra -0,274% na sessão anterior. A nove meses, a Euribor também subiu para -0,218%, mais 0,001 pontos do que na segunda-feira e contra o actual mínimo de sempre, de -0,224%, registado pela primeira vez em 27 de Outubro. No prazo de 12 meses, a taxa subiu para -0,186%, mais 0,001 pontos em relação a segunda-feira.

Euro ganha terreno

A moeda única europeia segue a ganhar valor face ao dólar. O euro soma 0,09% para 1,1743 dólares, na véspera de serem divulgadas as minutas relativas à última reunião de política monetária da Reserva Federal dos EUA. Ainda que o documento deva apontar para uma subida dos juros em Dezembro, a demissão de Janet Yellen está a condicionar o desempenho da nota verde. A ainda presidente da Reserva Federal norte-americana anunciou esta segunda-feira que deixará o banco central em Fevereiro, quando o seu sucessor tomar posse.

Petróleo sobe antes das reservas

Os preços do petróleo estão a recuperar das quedas de ontem. O Brent, negociado em Londres, sobe 0,39% para 62,46 dólares por barril, enquanto o WTI, em Nova Iorque, ganha 0,64% para 56,78 dólares. A suportar as cotações está expectativa que amanhã seja divulgada uma quebra das reservas de crude nos EUA, a poucos dias da reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) com data marcada para o final do mês.

Ouro recupera de maior queda em dois meses

O metal precioso segue a valorizar, depois de ter registado a maior queda em dois meses. O ouro sobe 0,3% para 1.280,28 dólares por onça, a beneficiar com a descida do dólar, um movimento favorável ao investimento na matéria-prima. 




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comentários mais recentes
General Ciresp Há 2 semanas

Oh minha rica filhinha afinal das tres coisas que aqui apontas so a bolsa merece realce:o petroleo subir e mau sobretudo para quem tem de o importar,as tx de juros iguais aos tempos de crise nao merece palmas,acho.E sempre um prazer ver-te no nosso meio.

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