Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas, petróleo e ouro em queda e juros em alta

Fecho dos mercados: Bolsas, petróleo e ouro em queda e juros em alta

As principais praças europeias negociaram em terreno negativo, uma tendência acompanhada pelo PSI-20. Petróleo e ouro também desvalorizaram numa sessão em que o euro perde terreno relativamente ao dólar. Já os juros inverteram e fecharam em alta.
Fecho dos mercados: Bolsas, petróleo e ouro em queda e juros em alta
David Santiago 13 de abril de 2017 às 17:30

Os mercados em números

PSI-20 recuou 0,34% para 4.962,62 pontos

Stoxx 600 perdeu 0,35% para 380,58 pontos

S&P 500 soma 0,10% para 2.347,27 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 0,1 pontos base para 3,856%

Euro desce 0,34% para 1,0628 dólares

Petróleo desce 0,43% para 55,62 dólares por barril, em Londres

 

Bolsas europeias em queda com banca e petrolíferas a pressionar

Esta quinta-feira, 13 de Abril, as principais praças europeias negociaram em terreno negativo numa sessão em que os sectores da banca e das petrolíferas foram os que mais penalizaram. O índice de referência europeu perdeu 0,35% para 380,58 pontos, aliviando face aos ganhos da última sessão em que negociou em máximos de Dezembro de 2015.

 

Também o PSI-20 acompanhou a tendência negativa predominante na generalidade das praças do Velho Continente, com a bolsa lisboeta a recuar 0,34% para 4.962,62 pontos. As perdas registadas pelo BCP (-1,17% para 0,1779 euros) e pela Galp Energia (-0,51% para 14,575 euros) pressionaram.

 

Juros portugueses em alta
Depois de ontem não terem registado variações significativas e de ao longo desta quinta-feira terem negociado em queda, os juros da dívida pública portuguesa inverteram, com a taxa de juro exigida pelos investidores para adquirirem obrigações lusas com maturidade a 10 anos a subir 2,3 pontos base para 3,885%.
 

A tendência foi idêntica nos países da Europa do Sul, com a "yield" das obrigações com prazo a 10 anos de Espanha e de Itália a subir 3,6 e 1,7 pontos base para 1,707% e 2,317%, respectivamente.

 

Euribor com novos mínimos a seis e nove meses

A Euribor a seis meses, que é a mais utlizada em Portugal nos créditos à habitação, desceu para 0,246%, um novo mínimo de sempre num dia em que pela primeira vez desde Novembro de 2015 esteve em terreno negativo. Também a Euribor a nove meses atingiu hoje um novo mínimo de sempre fixando-se em -0,182%.

Já a taxa Euribor a três meses subiu para -0,331% enquanto a 12 meses manteve-se em -0,120%, um valor que é um mínimo de sempre e que foi atingido pela primeira vez em 12 de Abril.

 

Euro desvaloriza face ao dólar pela primeira vez em quatro dias

A moeda única europeia está a perder terreno para o dólar pela primeira vez em quatro sessões, estando o euro a desvalorizar 0,34% para 1,0628 dólares.

 

O índice que mede o desempenho do dólar face às principais congéneres mundiais está a desvalorizar depois de ontem ter registado uma pequena subida, dia em que Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, afirmou que a moeda americana está demasiado forte.

 

Petróleo em queda apesar de proximidade de equilíbrio de mercado do crude

O preço do petróleo está hoje em queda nos mercados internacionais, isto apesar de a Agência Internacional de Energia (AIE) ter considerado que os cortes na produção petrolífera decretados pela OPEP fizeram com que o mercado mundial de crude se tenha aproximado de um nível de equilíbrio.

 

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, utilizado como valor de referência para as importações nacionais, segue a cair 0,43% para 55,62 dólares por barril, tal como o West Texas Intermediate (WTI), transaccionado em Nova Iorque, que está a recuar 0,26% para 52,97 dólares.

 

Ouro em queda após quatro dias a valorizar

O metal precioso está a desvalorizar 0,11% para 1.285,35 dólares por onça num dia em que mesmo assim já voltou a negociar em máximos de 10 de Novembro de 2016. O ouro interrompe assim uma série de quatro dias consecutivos a ganhar valor, uma tendência que se intensificou devido ao reforço da procura por activos considerados de refúgio, o que se ficou a dever à intensificação da tensão relacionada com a instabilidade na Síria e na península coreana.




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comentários mais recentes
ó NUNO aprenda com o TIO amorim 13.04.2017

ó AMADO aprenda com o AMORIM olhe que ele não é ETERNO
Ó SR NUNO AMADO aproveite agora a pascoa e em vez de estar só a contar as notas do seu ordenado PAGUE uns almoçitos ás AGÊNCIAS como faz o sr amorim e eles que ponham o BCP com um price target de 0.99 ACORDE HOMEM não olhe só para SI