Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas pouco alteradas antes de BCE. Petróleo afunda

Fecho dos mercados: Bolsas pouco alteradas antes de BCE. Petróleo afunda

As bolsas encerraram em queda ligeira, na véspera de quinta-feira quente, com eleições no Reino Unido e reunião do BCE.
Fecho dos mercados: Bolsas pouco alteradas antes de BCE. Petróleo afunda
Reuters
Patrícia Abreu 07 de junho de 2017 às 17:23

Os mercados em números

PSI-20 desvalorizou 0,56% para 5.289,56 pontos

Stoxx 600 cedeu 0,06% para 389,18 pontos

S&P 500 avança 0,08% para 2.431,17 pontos

Juros da dívida a dez anos sobem 1,2 pontos base para 3,097%

Euro cai 0,26% para 1,1247 dólares

Brent desce 3,51% para 48,36 dólares por barril

Bolsas travam ganhos

As principais praças europeias inverteram a tendência positiva que marcou grande parte da sessão, pressionadas pela descida das acções do sector da energia. O índice europeu Stoxx 600 cedeu 0,06%, numa sessão em que os índices da região fecharam mistos. Ainda assim a maioria das praças europeias encerrou com quedas ligeiras, à excepção de Londres. O Footsie baixou 0,62%, a descida mais expressiva na região, na véspera das eleições britânicas.

Além do evento eleitoral britânico, os investidores estão também à espera da reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE). Mario Draghi deverá ser cuidadoso no seu discurso, evitando demasiada euforia no mercado.

Em Lisboa, o PSI-20 cedeu 0,56% pressionado pela queda do BCP. O banco liderado por Nuno Amado caiu 2,78% para 0,227 euros, no dia em que foi comunicado que o Santander comprou com efeitos imediatos o Banco Popular, passando a integrar os activos detidos pelo banco também em Portugal. Esta aquisição deixa o Santander numa posição de liderança no mercado nacional face ao BCP, considerando o valor concedido em crédito. Mas em depósitos o banco português mantém-se à frente. A impedir quedas mais expressivas em Lisboa esteve a Jerónimo Martins. A retalhista valorizou 1,61% para 18,01 euros, no dia em que o Negócios noticia que o grupo vai investir num novo centro de distribuição, com 250 postos de trabalho, na Polónia, principal mercado.

Juros sobem

A taxa exigida pelos investidores para comprar dívida pública portuguesa agravou-se esta quarta-feira, 7 de Junho, a acompanhar o movimento de subida na Europa. O juro a dez anos subiu 1,2 pontos base para 3,097%, no dia em que foram conhecidas novas previsões animadoras para a economia nacional. As previsões económicas da OCDE para 2017 apontam para um crescimento de 2,1% em 2017 e uma desaceleração em 2018. A instituição prevê também que o Governo seja capaz de cumprir a meta de défice deste ano.

Já o ministro das Finanças mostrou-se mais optimista em relação ao desempenho da economia portuguesa. Centeno vê como mais provável que o cenário macro-económico por si desenhado para o PS em 2015 possa ser uma realidade, com o PIB mais perto de 3,1% este ano.

Euribor estável antes de reunião do BCE

A Euribor a três meses permaneceu inalterada em -0,329%, um dia antes de mais uma reunião de política monetária do BCE. A autoridade monetária deverá manter a taxa dos depósitos nos níveis actuais, em -0,40%. Esta trata-se da 11ª sessão que esta taxa, que serve de indexante a um grande número de créditos à habitação em Portugal e a vários produtos de poupança, se manteve estável neste valor.

Euro desce na véspera do BCE

A moeda única europeia segue a desvalorizar na véspera do encontro do BCE. O euro cai 0,26% para 1,1247 dólares, perante a especulação que a instituição liderada por Mario Draghi está a preparar-se para cortar o seu "outlook" para a inflação na região devido aos preços da energia mais baixos, segundo fontes oficiais citadas pela Bloomberg. É ainda esperado que o banco central manteve a taxa de juro inalterada em 0%.

Petróleo afunda após aumento das reservas

Os preços do petróleo seguem a afundar mais de 4% nos mercados internacionais, a reagirem à divulgação de um aumento inesperado das reservas de crude nos EUA. O Brent, negociado em Londres, cai 3,51% para 48,36 dólares por barril, enquanto o WTI, transaccionado em Nova Iorque, tomba 4,25% para 46,14 dólares, depois do departamento da energia norte-americano ter reportado um aumento das reservas de petróleo diário de 3,3 milhões de barris, na semana terminada a 26 de Maio. Já os inventários de gasolina no país aumentaram 4 milhões de barris no mesmo período.

Este aumento das reservas vem contrariar a tendência de recuperação da produção por parte das petrolíferas norte-americanas, num momento em que a OPEP continua determinada em baixar a oferta no mercado para suportar preços mais elevados.

Ouro próximo de 1.300 dólares

Os preços do ouro continuam a aproximar-se da barreira dos 1.300 dólares por onça, com os investidores a procurarem protecção antes das eleições no Reino Unido, um evento onde a primeira-ministra Theresa May pode perder a maioria parlamentar. O ouro segue a ceder 0,10% para 1.293,14 dólares. Sobe mais de 12% desde o início do ano.


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comentários mais recentes
RGS Há 2 semanas

O PSI-20 que acompanhando as outras bolsas europeias até esteve em alta mas encerrou a perder e porquê?
Os tubarões do BCP, EDP e PHAROL desceram.
Estamos no tempo das sardinhas e por isso subiram e bem a Impresa, a Glint, a V.A.A., a Martifer, etc.
Já é tempo das sardinhas mostraram quanto valem e nesta altura do ano todos gostam delas.......

GLINTT Há 2 semanas

A nossa tecnológica GLINTT vai ser a próxima a duplicar, as campeãs de prejuízos já subiram 90% e a GLINTT que dá lucro e já foi alvo de OPA subiu 25%. Pode ser alvo de outra OPA da Farminveste para a tirar da Bolsa. Mas deviam agora pagar 1€ cada acção. Já valeu 5€ em 2004. Hoje mais 15%.

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