Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas recuperam de mínimos e petróleo mantém ganhos

Fecho dos mercados: Bolsas recuperam de mínimos e petróleo mantém ganhos

As principais bolsas europeias começaram a semana em alta, a recuperar de mínimos de dois meses. O petróleo prolonga o melhor desempenho do ano.
Fecho dos mercados: Bolsas recuperam de mínimos e petróleo mantém ganhos
Reuters
Raquel Godinho 03 de julho de 2017 às 17:40

Os mercados em números

PSI-20 somou 0,53% para 5.180,43 pontos

Stoxx 600 ganhou 1,06% para 383,41 pontos

S&P 500 ganha 0,30% para 2.430,70 pontos

Juros da dívida a dez anos cedem 1,8 pontos base para 3,009%

Euro recua 0,54% para 1,1364 dólares

Brent valoriza 1,33% para os 49,43 dólares por barril

 

Bolsas europeias em alta animadas pelo sector da energia

As principais praças do Velho Continente começaram a semana com o "pé direito". Animadas pelo desempenho das acções dos sectores da energia e da banca, as bolsas europeias recuperam de mínimos de dois meses. O Stoxx 600, índice de referência da Europa, soma 1,06% para os 383,41 pontos.

 

A bolsa nacional acompanhou este desempenho e somou 0,53% para os 5.180,43 pontos, com 16 cotadas em alta, seis em queda e uma inalterada. Tal como aconteceu na Europa, a banca e a energia estiveram em destaque. O Banco Comercial Português (BCP) somou 2,04% para os 0,2405 euros, enquanto a Galp Energia avançou 1,81% para os 13,495 euros, em dia de ganhos para os preços do petróleo. As unidades de participação do Montepio avançaram 1,24% para os 0,488 euros, depois de ter sido anunciado no final da semana que as negociações entre a Santa Casa e a Caixa Económica arrancaram.

 

Juros recuam pela segunda sessão

Os investidores voltaram a exigir juros mais baixos para apostar na dívida pública portuguesa. A descida da "yield" verificou-se na generalidade dos prazos, com as maturidades mais curtas a serem as excepções. No prazo de referência, a dez anos, a taxa de juro caiu 1,8 pontos-base para os 3,009%. Já no caso da dívida alemã, a taxa de juro a dez anos somou 1,0 pontos base para os 0,476%, o que colocou o prémio de risco da dívida portuguesa em 253,29 pontos.

 

Euribor voltam a ficar inalteradas

As taxas Euribor voltaram a ficar inalteradas nos principais prazos, mas desceram a nove a 12 meses. A Euribor a três meses, que está em valores negativos desde Abril de 2015, manteve-se inalterada nos -0,331%, pouco acima do mínimo histórico de -0,332%. Já a taxa a seis meses, que serve de indexante em mais de metade dos créditos à habitação em Portugal, ficou estável nos -0,271%. A Euribor a nove meses desceu para os -0,198%, enquanto a taxa de mais longo prazo, a Euribor a 12 meses, caiu para -0,157%.

 

Euro cai pelo segundo dia

A moeda única europeia voltou a perder valor face ao dólar, pela segunda sessão consecutiva. O euro cede 0,54% para os 1,1364 dólares. Isto depois de ter valorizado de forma expressiva na semana passada, à boleia das declarações de Mario Draghi. O presidente do Banco Central Europeu (BCE) afirmou que os factores que estão a pressionar a inflação são "temporários", o que levou o mercado a temer que a retirada dos estímulos estivesse para breve. Esta segunda-feira, o dólar está a valorizar face às principais moedas negociadas, depois de ter sido anunciado que o sector da indústria teve um crescimento mais forte do que o estimado.

 

Petróleo prolonga melhor série do ano

Os preços do petróleo seguem a valorizar pela oitava sessão consecutiva, mantendo-se na série mais positiva do ano. A animar a matéria-prima estão os dados que apontam para um abrandamento da perfuração nos Estados Unidos. De acordo com a Bloomberg, o número de poços activos caiu pela primeira vez em 24 semanas. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) soma 1,59% para os 46,77 dólares por barril. Já em Londres, o Brent do Mar do Norte aprecia 1,33% para os 49,43 dólares por barril.

 

Ouro em mínimos de sete semanas

O metal precioso está a desvalorizar e segue a negociar perto dos valores mais baixos em sete semanas. A penalizar o ouro está o bom sentimento dos investidores em relação às acções mundiais, que negoceiam perto de máximos históricos. Um comportamento que diminui a procura por activos de refúgio, como é o caso do ouro. O metal fechou o mês de Junho com uma queda superior a 2%, o primeiro desempenho mensal negativo deste ano. O ouro segue a perder 1,52% para os 1.222,70 dólares por onça.




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