Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas registam ganhos tímidos e petróleo alivia de máximos

Fecho dos mercados: Bolsas registam ganhos tímidos e petróleo alivia de máximos

As bolsas europeias encerraram com sinal verde, numa sessão em que o cobre atingiu o valor mais alto desde 2014 e o petróleo aliviou de máximos de mais de dois anos e meio.
Fecho dos mercados: Bolsas registam ganhos tímidos e petróleo alivia de máximos
Rita Faria 27 de dezembro de 2017 às 17:13

O mercado em números
Stoxx 600 ganhou 0,07% para 390,54 pontos
PSI-20 recuou 0,08% para 5.379,20 pontos
S&P 500 sobe 0,08% para 2.682,64 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos subiram 0,5 pontos para 1,843%
Euro valoriza 0,34% para 1,1899 dólares
Petróleo em Londres cai 1,01% para 66,34 dólares por barril

Bolsas pouco alteradas fecham no verde

O dia na Europa foi marcado por oscilações, com os principais índices bolsistas a variarem entre ganhos e quedas ligeiras. A ausência de notícias e de investidores – habituais nesta altura do ano – justificam a volatilidade, com a liquidez a ser bastante reduzida, como também é normal nesta época festiva.

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, ganhou 0,07% para 390,54 pontos, com a maioria das praças a encerrar com sinal verde.

As excepções foram Madrid e Lisboa, onde o PSI-20 recuou 0,08% para 5.379,20 pontos, penalizado sobretudo pelo BCP e pela Jerónimo Martins. O banco liderado por Nuno Amado caiu 0,11% para 26,97 cêntimos, enquanto a retalhista cedeu 0,53% para 15,955 euros.  


Juros portugueses pouco alterados mantêm-se abaixo dos de Itália

Os juros da dívida portuguesa negociaram com variações muito ligeiras, acompanhando a tendência que se estendeu à generalidade dos países do euro. A ‘yield’ associada às obrigações a dez anos subiu 0,5 pontos para 1,843%, mantendo-se abaixo dos juros de Itália no mesmo prazo, que subiram 0,8 pontos para 1,920%.

Em Espanha, os juros desceram 0,2 pontos para 1,470%, enquanto na Alemanha caíram 3,6 pontos para 0,385%.  

Euro ganha terreno face ao dólar

A moeda única europeia está a valorizar face ao dólar, negociando próxima do valor mais elevado desde o início do mês de Dezembro. O índice que mede a evolução da moeda norte-americana face às principais congéneres mundiais deverá completar, por seu lado, a terceira sessão consecutiva de quedas, o que poderá estar relacionado com o reajustamento de portefólios no final do ano, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg.  

O euro ganha 0,34% para 1,1899 dólares.

Petróleo alivia de máximos de 2015

O petróleo está a negociar em queda, depois de ter subido mais de 2,5% na sessão de ontem para negociar no valor mais alto em mais de dois anos e meio. A matéria-prima esteve a reagir a uma explosão num oleoduto na Líbia, que levou a produção do país a descer a barreira de 1 milhão de barris. Segundo fontes citadas pela Bloomberg, a reparação deverá demorar uma semana.

Nesta altura, o Brent, transaccionado em Londres, desce 1,01% para 66,34 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, cai 0,68% para 59,56 dólares.


Cobre atinge máximos de mais de três anos

O cobre atingiu esta quarta-feira a cotação mais elevada desde 2014, depois de a China ter ordenado ao seu principal produtor que suspendesse a produção para combater a poluição, dando um novo impulso a um metal que tem sido animado pelo optimismo em torno da procura e pelas interrupções de fornecimento nas minas.

O metal chegou a subir 1,2% para 7.210 dólares por tonelada, na nona sessão de subidas, a mais longa série de valorizações desde 2004. O cobre ganha quase 30% desde o início do ano, um desempenho superado apenas pelo alumínio no mercado londrino de metais (LME). 




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub