Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas sem rumo, euro e petróleo no vermelho

Fecho dos mercados: Bolsas sem rumo, euro e petróleo no vermelho

As principais bolsas europeias terminaram a primeira sessão da semana sem uma tendência definida. O euro está a recuar de máximos e o petróleo está também no vermelho.
Fecho dos mercados: Bolsas sem rumo, euro e petróleo no vermelho
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,40% para 5.262,22 pontos

Stoxx 600 recuou 0,46% para 384,87 pontos

S&P 500 cede 0,05% para 2.601,01 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal desce 2,3 pontos base para 1,916%

Euro perde 0,18% para 1,1911 dólares

Petróleo desvaloriza 1,83% para 57,87 dólares por barril, em Nova Iorque

Bolsas europeias no vermelho

As principais praças do Velho Continente transaccionaram em queda, com o índice de referência Stoxx 600 a recuar pelo segundo dia consecutivo. O índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias caiu 0,46% para 384,87 pontos.

 

A bolsa lisboeta acompanhou a tendência ao perder 0,40% para 5.262,22 pontos, pressionado em especial pelas quedas do BCP e da Pharol. O banco liderado por Nuno Amado resvalou 1,40% para 0,2458 euros e a Pharol perdeu 12,18% para 0,31 euros.

 

A pressionar as bolsas europeias esteve a possibilidade de crise política na Irlanda, numa altura em que é noticiada a possibilidade de demissão do actual governo irlandês. Se as normas que irão regular a fronteira entre as duas Irlandas com o concretizar do Brexit já eram um motivo de preocupação, a perspectiva de novas eleições na República da Irlanda está a adensar o receio dos investidores.

Juros em queda

Os juros da dívida pública nacional estão em queda no mercado secundário. A dez anos, as "yields" recuam 2,3 pontos base para 1,916%. A descida dos juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida nacional entre si estará a ser impulsionada pela diminuição da incerteza política na Alemanha, a principal economia do euro.


Depois de no domingo a CDU, partido de Angela Merkel, ter aprovado uma nova "grande coligação" com os social-democratas do SPD, a chanceler alemã deu esta segunda-feira uma conferência de imprensa e deixou uma garantia: "Estamos prontos para começar conversações com o SPD".


Antoine Bouvet, estratega da Mizuho disse à Reuters que "há optimismo sobre a formação de uma grande coligação na Alemanha". Os juros da Alemanha estão a perdem 1,8 pontos base no mercado secundário para 0,342%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 157,7 pontos.


Euro perde terreno

A moeda da Zona Euro está a recuar face ao dólar depois de esta segunda-feira ter estado já nos 1,1961 dólares, animado pela redução da incerteza política na Alemanha. Por esta altura, o euro desce 0,18% para 1,1911 dólares. A divisa norte-americana pode estar a ser impulsionada pelas palavras de Donald Trump sobre a reforma fiscal.

O presidente dos Estados Unidos voltou a usar o Twitter. Desta vez, para dizer que o desenvolvimento da reforma fiscal vai "muito bem". Este tem sido um tema que, de certa forma, tem gerado alguma inquietude entre os investidores devido à ausência de detalhes.


Euribor mantêm-se a 3, 6 e 12 meses

As taxas Euribor mantiveram-se hoje a três, seis e 12 meses e subiram a nove meses em relação a sexta-feira.  A Euribor a três meses voltou hoje, pela 19.ª sessão consecutiva, a ser fixada em -0,329%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,332%, registado pela primeira vez em 10 de Abril.                       


A taxa Euribor a seis meses manteve-se hoje em -0,272%, o mesmo valor de sexta-feira. A nove meses, a Euribor subiu hoje para -0,217%, mais 0,002 pontos do que na sexta-feira. No prazo de 12 meses, a taxa Euribor voltou a ser fixada em -0,186%, contra -0,192%.


Petróleo em derrapa

Os preços do petróleo estão a descer nos mercados internacionais, com o crude a ser penalizado pela expansão das operações das empresas norte-americanas. Ainda a marcar a negociação do petróleo estão as negociações entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e a Rússia para alargar até ao final do próximo ano a vigência do acordo para reduzir a produção de petróleo.

Em meados deste ano, a OPEP e os seus aliados aceitaram prolongar os cortes na produção da matéria-prima. Uma medida que vai durar até ao final de Março do próximo ano. Agora, essa redução da produção pode alargar-se por mais nove meses, ou seja até ao fim do ano, se as partes chegarem a acordo.


Por esta altura, o West Texas Intermediate desvaloriza 1,83% para 57,87 dólares por barril. O Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, cede 0,85% para 63,32 dólares.


Ouro brilha

O preço do ouro para entrega imediata está a subir nos mercados internacionais, numa altura em que os investidores aguardam pela votação dos Republicanos sobre a reforma fiscal nos EUA. Além disso, o mercado aguarda para conhecer os dados do PIB, números que vão ser revelados na próxima quarta-feira. O ouro ganha 0,60% para 1.296,09 dólares por onça.




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