Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas sem tendência à espera de Trump, juros corrigem e petróleo cai

Fecho dos mercados: Bolsas sem tendência à espera de Trump, juros corrigem e petróleo cai

As praças europeias encerraram mistas, com os investidores a aguardarem o discurso de Donald Trump, na tomada de posse esta sexta-feira. Já os juros de Portugal estiveram a corrigir pela sexta sessão.
Fecho dos mercados: Bolsas sem tendência à espera de Trump, juros corrigem e petróleo cai
Patrícia Abreu 18 de janeiro de 2017 às 17:19

Os mercados em números:

PSI-20 ganhou 0,18% para 4.605,99 pontos

Stoxx 600 avançou 0,18% para 363,07 pontos

S&P 500 sobe 0,08% para 2.269,79 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal caiu 0,7 pontos base para 3,837%

Euro cai 0,29% para 1,0682 dólares

Petróleo desce 0,59% para 55,14 dólares por barril, em Londres

Bolsas mistas de olho em Trump e nos resultados

As principais praças europeias encerraram em sentidos opostos esta quarta-feira, 18 de Janeiro. O índice europeu Stoxx 600 avançou 0,18%, num dia em que as praças madrilena e parisiense perderam valor, enquanto Lisboa, Londres e Frankfurt fecharam a negociar no verde. Estas oscilações surgem num momento em que os investidores aguardam a tomada de posse de Donald Trump como novo presidente dos EUA, no final desta semana.

A centrar atenções estão ainda os resultados nos EUA. O Goldman Sachs revelou  que obteve lucros de 2,35 mil milhões de dólares, o equivalente a 5,08 dólares por acção, no quarto trimestre de 2016 face ao período homólogo. Já o Citigroup registou um lucro de 3,57 mil milhões de dólares, ou 1,14 dólares por acção, o que representa um aumento de 7,1% face ao mesmo período do ano anterior. Ambos os resultados superaram as estimativas dos analistas.

Em Lisboa, o PSI-20 somou 0,18%, numa sessão impulsionada pelos ganhos da Sonae, da Jerónimo Martins e da Galp Energia. A retalhista da família Azevedo valorizou 2,15% para 0,855 euros, depois de ter sido incluída na lista de acções favoritas na Península Ibérica do Haitong. Já a Jerónimo Martins apreciou 0,51% para 15,84 euros. Nota positiva ainda para a Galp, que somou 0,49% para 14,22 euros, apesar da queda do petróleo.

Juros descem pela sexta sessão

Os juros da dívida portuguesa a 10 anos estão hoje de novo em queda no mercado secundário, o que acontece pela sexta sessão consecutiva. Desde Agosto do ano passado que não acontecia um período de descidas consecutivas tão longo. As descidas não são acentuadas, mas contribuem para aliviar dos máximos de Fevereiro acima dos 4% que foram atingidos no início deste ano. Esta quarta-feira a "yield" das obrigações soberanas a 10 anos desce 0,7 pontos base para 3,837%. 

O alívio nos juros de Portugal tem mais significado pois acontece numa sessão de agravamento nas "yields" de outros periféricos e também na Alemanha. A "yield" das obrigações espanholas sobe 5 pontos base para 1,44% e das italianas aumenta 3 pontos base para 1,94%. A "yield" das bunds a 10 anos avança 3,4 pontos base para 0,355%, pelo que o prémio de risco da dívida portuguesa está a recuar para 348,2 pontos base. Esta queda surge num dia em que Portugal foi ao mercado para emitir dívida de curto prazo, tendo conseguido as taxas mais baixas de sempre, com "yields" negativas nos títulos a 6 e 12 meses.

Euribor em mínimos pelo 8º dia

As taxas Euribor mantiveram-se hoje pela oitava sessão consecutiva em mínimos históricos, tendo descido a seis, nove e 12 meses e mantido a três meses. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, manteve-se em -0,329%, actual mínimo, registado pela primeira vez na terça-feira. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 6 de Novembro de 2015, foi fixada em -0,240%, oitavo mínimo histórico consecutivo e menos 0,001 pontos percentuais do que na terça-feira.

Euro no vermelho na véspera do BCE

A moeda única da Zona Euro segue a perder valor, na véspera da reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE). O euro segue a desvalorizar 0,29% para 1,0682 dólares, numa semana em que todas as atenções estão focadas na tomada de posse de Donald Trump. Antes disso, esta quinta-feira, 19 de Janeiro, o BCE faz a sua primeira reunião depois de ter decidido estender no mês passado o seu programa de compras até ao final de 2017. Os investidores esperam ouvir as declarações de Mario Draghi para perceber se a recuperação da inflação na região pode ter impacto nas políticas da instituição, este ano.

Expectativa de maior produção nos EUA pressiona petróleo

Os preços do petróleo seguem a desvalorizar nos mercados internacionais. O WTI, negociado em Nova Iorque, baixa 0,63% para 52,15 dólares por barril, enquanto o Brent, em Londres, cai 0,59% para 55,14 dólares por barril. Estas descidas ocorrem no dia em que um relatório divulgada pela Agência Internacional de Energia (AIE) ter apontado para um aumento "significativo" da produção de crude nos EUA. Esta expectativa de maior oferta nos EUA surge num momento em que a produção da OPEP caiu em Dezembro pela primeira vez em sete meses.

A produção de petróleo dos membros do cartel diminuiu em 220.900 barris por dia, em Dezembro, para um total de 33,08 milhões. A contribuir para a descida de produção estiveram os cortes implementados pela Arábia Saudita e Nigéria, segundo um relatório divulgado esta quarta-feira, 18 de Janeiro, e citado pela Bloomberg.

Ouro perde brilho com dólar mais forte

Os preços do ouro estão a perder brilho esta quarta-feira. O metal precioso desliza 0,26% para 1.213,94 dólares por onça, com a matéria-prima a desvalorizar pela primeira vez em oito dias. A pressionar a cotação do ouro está a recuperação do dólar, interrompendo assim uma série de ganhos do metal. Desde o início do ano, o ouro sobe 5,6%, a beneficiar da incerteza em torno de Trump e do Brexit.


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