Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas sem tendência definida, com matérias-primas a valorizar

Fecho dos mercados: Bolsas sem tendência definida, com matérias-primas a valorizar

As praças europeias terminaram mistas, em mais uma sessão marcada pela fraca liquidez. Já nas matérias-primas o dia foi de subidas, com o petróleo a negociar em máximos de 17 meses.
Fecho dos mercados: Bolsas sem tendência definida, com matérias-primas a valorizar
Bloomberg
Patrícia Abreu 28 de dezembro de 2016 às 17:40

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,25% para 4.652,01 pontos

Stoxx 600 ganhou 0,29% para 361,53 pontos

S&P 500 desce 0,35% para 2.260,92 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal caiu 4,3 pontos base para 3,771%

Euro desvaloriza 0,71% para 1,0383 dólares

Petróleo avança 0,41% para 54,12 dólares por barril, em Londres

Mineiras seguram ganhos na Europa

As bolsas europeias terminaram mistas, em mais uma sessão marcada pela fraca liquidez, devido à ausência de muitos investidores nesta época do ano. O índice europeu Stoxx 600 avançou 0,29%, com o volume de acções negociadas 45% inferior à média diária no último mês, segundo a Bloomberg. A determinar os ganhos do índice esteve o sector mineiro, a registar a maior valorização em três semanas suportado pela evolução positiva dos metais.

Em Lisboa, o dia foi negativo. O PSI-20 cedeu 0,25%, arrastado pela forte desvalorização das acções do BCP. O banco liderado por Nuno Amado afundou 2,37% para 1,04 euros, depois de ter tocado em 1,036 euros, um novo mínimo histórico - já ajustado das alterações na cotação provocadas pela fusão de títulos que teve lugar em Outubro. As quedas ocorrem num momento de grande pressão no sector financeiro europeu, com o italiano Monte dei Paschi no centro das preocupações. Uma nota negativa ainda para as acções da EDP Renováveis, que desceu 0,64% para 5,893 euros.

Portugal segue alívio dos juros na Europa

Os juros da República Portuguesa estiveram a corrigir em praticamente todos os prazos, com as "yields" nacionais a acompanharem o alívio registado na Europa. A taxa de referência a dez anos caiu 4,3 pontos base para 3,771%, numa sessão em que os juros de Espanha e Itália também estiveram a baixar, isto numa semana em que o programa de compra de activos está inactivo. Já o diferencial face à Alemanha recuou para 357,57 pontos.

Euribor renova mínimos históricos

As taxas Euribor desceram hoje a três, seis e 12 meses, mas mantiveram-se a nove meses em relação a terça-feira. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, desceu para -0,319%, menos 0,001 pontos em relação a terça-feira, batendo um novo mínimo. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 06 de Novembro de 2015, foi fixada em -0,221%, menos 0,002 pontos face a terça-feira, para um mínimo de sempre registado pela primeira vez em 22 de Novembro.  

Euro abaixo de 1,04 dólares

A moeda europeia continua a perder terreno face ao dólar. O euro cai 0,71% para 1,0383 dólares, apesar de ter sido divulgada esta quarta-feira, 28 de Dezembro, uma quebra da venda de casas usadas nos EUA, quando os economistas previam um aumento. A divisa europeia continua, porém, longe dos mínimos de Janeiro de 2003, nos 1,0352 dólares, fixados no passado dia 20 de Dezembro.

Petróleo em máximos de 17 meses

Os preços do petróleo seguem a negociar no valor mais elevado de Julho do ano passado, com os investidores a mostrarem-se confiantes num maior equilíbrio entre a oferta e a procura no mercado petrolífero, a partir de Janeiro. O Brent do Mar do Norte, negociado no mercado de Londres, ganha 0,46% para 56,35 dólares por barril, enquanto o WTI, em Nova Iorque, sobe 0,41% para 54,12 dólares por barril. A impulsionar as cotações está a expectativa que a implementação do corte de produção acordada pelos países-membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e por 11 outros exportadores conduza a um reequilíbrio no mercado em 2017.

China suporta cobre

Os preços do cobre seguem a recuperar de mínimos de cinco semanas, depois de ter sido divulgada uma melhoria da economia chinesa, indicadores que suportam o optimismo em torno da procura pela matéria-prima. O metal industrial ganha 0,8% para 5.511,50 dólares por tonelada, na reabertura da negociação no mercado de Londres, após uma paragem de dois dias devido ao Natal. 




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