Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas sobem à espera de reformas nos EUA. Petróleo em queda

Fecho dos mercados: Bolsas sobem à espera de reformas nos EUA. Petróleo em queda

A maioria das bolsas europeias encerrou a valorizar, apesar do alerta em relação às elevadas avaliações nos mercados. Já o petróleo cai mais de 1% antes da reunião da OPEP.
Fecho dos mercados: Bolsas sobem à espera de reformas nos EUA. Petróleo em queda

Os mercados em números

PSI-20 subiu 1,42% para 5.351,77 pontos

Stoxx 600 avançou 0,26% para 388,04 pontos

S&P500 cede 0,24% para 2.620,80 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 0,8 pontos base para 1,931%

Euro sobe 0,12% para 1,1854 dólares

Petróleo desvaloriza 1,04% para 62,95 dólares por barril, em Londres

Bolsas somam ganhos

As praças do Velho Continente terminaram a sessão a valorizar, num dia de novos recordes nos EUA. O europeu Stoxx 600 avançou 0,28%, com os investidores na expectativa em relação à aprovação, no Congresso, das reformas fiscais prometidas pela administração liderada pelo presidente Donald Trump. Esta segunda-feira, o Comité Orçamental do Senado aprovou a versão de reforma fiscal proposta pelos senadores do Partido Republicano, abrindo caminho à votação do documento pela câmara alta do Congresso dos Estados Unidos. Tudo aponta para que o Senado vote a reforma fiscal na próxima quinta-feira, contudo há ainda senadores republicanos que mostram reticências em relação ao documento, em especial devido ao reforço do défice orçamental decorrente da previsão de menor receita arrecadada devido ao corte de impostos. 

Apesar das subidas, a sessão fica ainda marcada pela divulgação de uma nota de investimento do Goldman Sachs, onde o gigante de Wall Street alerta para o elevado nível das avaliações. À medida que os bancos centrais estão a retirar os seus programas de compra de activos, elevando o prémio que os investidores exigem para deter obrigações de prazos mais longos, os retornos "vão ser mais baixos em todos os activos" no médio prazo, argumentam os analistas do Goldman Sachs.

Em Lisboa, o PSI-20 valorizou 1,42%, suportado pela subida expressiva das acções do BCP. O banco acelerou 5,33% para 25,5 cêntimos, no dia em que o banco emitiu dívida 300 milhões de euros em dívida subordinada a 10 anos. A impulsionar a bolsa lisboeta esteve ainda a Jerónimo Martins. A retalhista somou 1,37% para 16,685 euros.

Juros sobem, mas prémio de risco desce

As taxas de juro exigidas pelos investidores para comprar dívida portuguesa esteve a aumentar esta quarta-feira. A "yield" a dez anos subiu 0,8 pontos base para 1,931%, a acompanhar a tendência de subida que impera um pouco por toda a Europa. Já a taxa associada às alemãs "bunds" a dez anos agravou-se 4,7 pontos para 0,386%, reduzindo o diferencial face à dívida nacional para 154,5 pontos.

Euribor estáveis a três e seis meses

As taxas Euribor mantiveram-se hoje a três e seis meses e desceram a nove e 12 meses em relação a terça-feira. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, voltou hoje, pela 21ª sessão consecutiva, a ser fixada em -0,329%. A Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação, manteve-se em -0,274%, o mesmo valor de terça-feira e contra -0,276%, actual mínimo de sempre, registado pela primeira vez em 30 de Outubro. A nove meses, a Euribor desceu para -0,221%. No prazo de 12 meses, a taxa caiu para -0,187%.

Euro sobe com dúvidas nos Estados Unidos

Numa altura em que os investidores revelam algumas dúvidas quanto às consequências da sucessão na Reserva Federal e quanto à reforma fiscal, o dólar segue a descer face ao euro. Além disso, foi esta quarta-feira anunciado na Alemanha, a maior economia da Zona Euro, que a inflação acelerou 1,8% face ao período homólogo, superando as estimativas de uma expansão de 1,7%. O euro soma 0,14% para os 1,1857 dólares.

Petróleo na expectativa da reunião da OPEP

Os preços do petróleo seguem a negociar em queda, em ambos os mercados de referência, um dia antes da reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), com alguns produtores importantes como a Rússia. A expectativa do mercado é de que sejam prolongados os cortes de produção acordados no ano passado. Estes cortes terminam em Março de 2018. Esta sessão os preços oscilaram entre ganhos e perdas, mas seguem agora a descer. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) cede 1% para os 57,41 dólares por barril. Já em Londres, o Brent recua 0,72% para os 63,15 dólares por barril.

Cobre perto de máximos de três anos

Os preços do cobre têm estado a corrigir dos máximos de três anos que atingiram recentemente. Negoceiam nos 6.782 dólares por tonelada métrica, esta quarta-feira. Mas os analistas acreditam que a correcção é temporária e que os preços deverão atingir os 8.000 dólares por tonelada métrica em 2018, pois o crescimento da procura global deverá superar a oferta, segundo o fundador da Maike Group, um dos principais "traders" da China.




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