Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas sobem antes da Fed. Juros e petróleo disparam

Fecho dos mercados: Bolsas sobem antes da Fed. Juros e petróleo disparam

As bolsas europeias regressaram aos ganhos, num dia marcado pela divulgação de indicadores positivos no euro e pelo regresso da Grécia ao mercado. O euro superou os 1,17 dólares e os juros dispararam.
Fecho dos mercados: Bolsas sobem antes da Fed. Juros e petróleo disparam
Patrícia Abreu 25 de julho de 2017 às 17:20

Os mercados em números

PSI-20 avançou 0,38% para 5.283,75 pontos

Stoxx 600 subiu 0,41% para 380,77 pontos

S&P 500 valoriza 0,42% para 2.480,23 pontos

Juros da dívida a dez anos subiram 7,7 pontos base para 2,981%

Euro sobe 0,09% para 1,1653 dólares

Brent ganha 2,7% para 49,91 dólares por barril

Dados económicos suportam bolsas

As praças do Velho Continente regressaram aos ganhos, depois de um arranque de semana negativo. O índice europeu Stoxx 600 avançou 0,41%, com os índices espanhol e britânico a liderarem as subidas, com valorizações próximas de 1%. Entre os sectores que mais contribuíram para os ganhos estão as matérias-primas e a banca, num dia em que, de um lado, os preços das "commodities" seguem a valorizar e, do outro, as perspectivas do Citigroup para o negócio estão a suportar subidas entre os bancos.

A determinar o sentimento positivo esteve a divulgação de indicadores positivos na Europa, bem como resultados acima das expectativas. Esta manhã, o instituto Ifo concluiu que o mês de Julho renova o máximo histórico na confiança dos empresários da maior economia europeia. A avaliação que as empresas fazem da sua situação actual está no nível mais elevado desde a reunificação das Alemanha.  

A sustentar os ganhos está ainda a expectativa que a Reserva Federal dos EUA, que iniciou esta terça-feira uma reunião de dois dias, adie para Setembro novos pormenores sobre a redução do seu balanço, bem como novas mexidas nos juros.

Em Lisboa, o índice PSI-20 cresceu 0,38%, animado pela Galp Energia e pelo BCP. A petrolífera ganhou 1,01% para 13,45 euros. Já o banco subiu 0,92% para 0,2535 euros, a acompanhar os ganhos do sector europeu. Do lado das quedas uma nota para a Impresa. A empresa de media afundou 13,7% para 0,315 euros, já depois de na véspera ter tombado mais de 6,5%, a reagir às preocupações suscitadas pela decisão de cancelar uma emissão de dívida.

Juros disparam em dia de leilão grego

Numa sessão marcada pelo regresso da Grécia aos mercados, os juros da dívida soberana europeia estiveram a agravar-se, invertendo da tendência de alívio registada durante a manhã. A taxa de referência a dez anos de Portugal disparou 7,7 pontos base para 2,981%, enquanto a "yield" italiana e espanhola agravaram-se ainda mais, com subidas próximas de oito pontos base. A Alemanha não escapou às subidas, com a taxa implícita das "bunds" a subir 5,8 pontos base para 0,566%.

Estas subidas ocorrem no dia em que a Grécia regressou aos mercados de financiamento de médio e longo prazo após uma ausência de três anos, numa operação que visava emitir 3.000 milhões de euros a cinco anos. Durante a manhã, o mercado apontava para uma taxa de 4,75%.

Euribor estáveis a 3 e 12 meses

As taxas Euribor mantiveram-se hoje a três e 12 meses, desceram a seis meses e subiram a nove meses em relação a segunda-feira. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, manteve-se em -0,329. A seis meses, a taxa Euribor desceu hoje para -0,272%, menos 0,001 pontos do que na segunda-feira e contra -0,274%, actual mínimo de sempre. A nove meses, a Euribor subiu para -0,207%. No prazo de 12 meses, a taxa Euribor foi fixada em -0,153%, um mínimo histórico.

Euro acima de 1,17 dólares

A moeda única europeia cotou esta terça-feira ao nível mais elevado em quase dois anos, superando pela primeira vez desde 2015 os 1,17 dólares. O euro seguia a avançar 0,09% para 1,1653 dólares, mas chegou a valer 1,1712 euros, após uma apreciação de 0,6%, num máximo desde 24 de Agosto de 2015 - quase dois anos. A favorecer a moeda única, estão notícias desta terça-feira que dão conta da "euforia" dos empresários alemães, cujos níveis de confiança - segundo o ifo - tocaram máximos históricos em Julho, bem como a ida ao mercado da Grécia para a primeira emissão de dívida de médio e longo prazo dos últimos três anos - uma operação em que terá conseguido baixar o custo de financiamento em relação ao inicialmente previsto, levantando 3.000 milhões de euros.

Petróleo dispara quase 3%

As declarações de responsáveis da Arábia Saudita estão a suportar uma forte recuperação das cotações do petróleo. A matéria-prima segue a subir 2,7% para 49,91 dólares por barril, no mercado londrino, enquanto em Nova Iorque ganha 2,89% para 47,68 dólares, depois do maior produtor de petróleo do mundo ter prometido reduzir as suas exportações. O ministro da Energia da Arábia Saudita anunciou um tecto para as exportações de crude de 6,6 milhões de barris por dia, o que está a aliviar os receios em torno do excedente no mercado.

Segundo o ministro saudita, porém, o seu país não vai agir sozinho na tarefa de reequilibrar o mercado desta matéria-prima, e outros produtores devem melhor o seu nível de implementação dos cortes acordados no final do ano passado.

Cobre em máximos de dois anos

Os preços do cobre seguem a negociar no valor mais elevado em mais de dois anos, animados pela queda do dólar e pelas expectativas de um aumento da procura por parte da China, o maior consumidor mundial do metal industrial. O cobre já chegou a valorizar mais e 3,4%, seguindo a ganhar 3,2% para 6.218 dólares por tonelada métrica, o valor mais elevado desde Maio de 2015.




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na última hora BCP de 0.2550 a 0 .2530 25.07.2017



é SEMPRE SEMPRE SEMPRE sempre sempre nem com o MILENIUM POLACO a ter 100 MILHÕES de EUROS A MAIS nos LUCROS é sempre no fim ROUBAM SEMPRE 1 ou 2 % ao BCP quinta feira + LUCROS TRIPLICADOS e nem nos 0.30 ainda ESTÁ

BPI 105 MILHÕES DE PREJUIZOS BCP + 300 MI 25.07.2017


O BPI mais de 105 milhões de prejuizoos o bcp com 300 milhões de lucros fora o MILENIUM POLACO e o BCP está a a 0.25 e o BPI a 1.55 isto só mesmo na nossa bolsa AS EMPRESAS com PREJUIZOS e FALIDAS é que estão bem cotadas

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