Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas sobem antes das minutas. Euro, petróleo e juros descem

Fecho dos mercados: Bolsas sobem antes das minutas. Euro, petróleo e juros descem

As praças europeias terminaram a valorizar, com os investidores a aguardarem novas indicações sobre a política monetária nos EUA. Já o euro baixou a barreira dos 1,17 dólares após notícias de que Draghi não falará sobre estímulos.
Fecho dos mercados: Bolsas sobem antes das minutas. Euro, petróleo e juros descem
Patrícia Abreu 16 de agosto de 2017 às 17:22

Os mercados em números

PSI-20 avançou 0,31% para 5.259,68 pontos

Stoxx 600 subiu 0,69% para 379,09 pontos

S&P 500 sobe 0,34% para 2.472,91 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal desceu 0,8 pontos base para 2,832%

Euro cai 0,28% para 1,1702 dólares

Petróleo desce 0,53% para 47,30 dólares por barril, em Nova Iorque

Bons indicadores dão força às bolsas

As principais praças europeias terminaram o dia a valorizar, sustentadas pela divulgação de bons indicadores na região e pela descida do euro, num dia em que os investidores aguardam as minutas relativas à última reunião da Reserva Federal dos EUA. O índice europeu Stoxx 600 avançou 0,69%, com as empresas do sector das matérias-primas a destacarem-se com as subidas mais pronunciadas, sustentadas pela valorização dos preços dos metais. O zinco segue a negociar no valor mais elevado numa década, animado pela maior procura por parte da China.

A animar a negociação esteve a divulgação de uma revisão do crescimento da Zona Euro no segundo trimestre. O produto interno bruto (PIB) da Zona Euro cresceu 2,2% no segundo trimestre do ano, quando comparado com igual período do ano passado, revelou esta quarta-feira, 16 de Agosto, o Eurostat, revendo assim em alta os dados preliminares divulgados no dia 1 de Agosto e que apontavam para uma expansão de 2,1%.

Esta recuperação ocorre no dia em que serão conhecidas as minutas do encontro do banco central dos EUA de Julho, esperando-se novas indicações sobre uma nova subida das taxas de juro no país, bem como quantas mexidas são expectáveis em 2017. As probabilidades do mercado atribuem mais de 50% de hipóteses de, pelo menos, mais uma subida de juros até ao final do ano.

Em Lisboa, o PSI-20 valorizou 0,31%, com a Jerónimo Martins em destaque. A retalhista subiu 1,44% para 16,90 euros, sendo a principal responsável pela subida do índice. Já na energia, a Galp somou 0,47% para 13,95 euros, enquanto EDP e EDP renováveis encerraram com ganhos próximos de 0,5%. Do lado das quedas, os CTT perderam 0,94% para 5,385 euros, apesar do JPMorgan terem emitido uma nota onde melhoraram a recomendação para as acções da empresa de correios de "underweight" para "neutral".

Juros aliviam em dia de leilão

Num dia em que o Tesouro se financiou em 1.000 milhões de euros, num duplo leilão de dívida de curto prazo, os juros do país estiveram a aliviar. A taxa de referência a dez anos caiu 0,8 pontos base para 2,832%, reduzindo ainda o prémio de risco face à Alemanha, num dia em que as bunds registaram uma subida de 1,2 pontos base para 0,445%. O "spread" face à dívida alemã recuou para 238,66 pontos.

Este alívio ocorre no dia em que Portugal colocou títulos de dívida com juros mais negativos. A dívida a 11 meses foi colocada com uma taxa de juro -0,291%, uma taxa ainda mais negativa do que ocorrera no leilão anterior. Já na linha para reembolso em Novembro, a taxa de juro média implícita dos bilhetes do Tesouro foi de -0,348%, ainda mais baixa do que a de -0,337% da operação de Julho.

Euribor estáveis em todos os prazos

As taxas Euribor permaneceram estabilizadas em todos os prazos. A Euribor a três meses manteve-se hoje em -0,329%, acima do actual mínimo de sempre, de -0,332%, registado pela primeira vez em 10 de Abril. Trata-se da quinta sessão consecutiva em que a Euribor neste prazo se mantém. No prazo dos seis meses, a taxa Euribor ficou inalterada nos -0,271%. No prazo de 12 meses, a taxa manteve-se em -0,157%, mas acima do actual mínimo de sempre, de -0,163%.

Euro perde terreno

A moeda única europeia segue a desvalorizar face ao dólar, abaixo dos 1,17 dólares, a reagir à notícia que o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, não irá dar indicações sobre a retirada de estímulos na Zona Euro em Jackson Hole. O euro desce 0,28% para 1,1702 dólares, tendo já estado a negociar abaixo de 1,17 dólares, em mínimos de 28 de Julho relativamente ao dólar, estando assim a recuar pelo terceiro dia contra a divisa americana.

A agência Reuters noticiou que Draghi não fará qualquer referência à política monetária do BCE nem ao programa de compra de activos em vigor, o que atira por terra quaisquer especulações acerca da possibilidade de o italiano poder dar pistas sobre como irá o banco central normalizar as políticas monetárias no âmbito da Zona Euro.

Petróleo no vermelho

Os preços do petróleo seguem a perder valor nos mercados internacionais, apesar das reservas de crude nos EUA terem registado a maior queda em quase um ano. O WTI, negociado em Nova Iorque, perde 0,53% para 47,30 dólares por barril, enquanto o Brent, em Londres, cede 0,06% para 50,77 dólares. Segundo os dados conhecidos esta quarta-feira, os inventários de crude caíram pela sétima semana consecutiva, baixando 8,95 milhões de barris na última semana, para 466,5 milhões, o valor mais baixo desde Janeiro de 2016.

Ouro cai pelo terceiro dia

O metal precioso segue a desvalorizar pela Terceira sessão consecutiva. O ouro desce 0,2% para 1.277,40 dólares por onça, depois de ter negociado em máximos de dois meses no início da semana com o escalar da tensão entre os EUA e a Coreia do Norte. O desanuviar desta situação de conflito, associado à valorização do dólar estão a determinar a correcção do metal dourado, com os investidores a regressarem aos activos de maior risco, à espera da divulgação das minutas da Fed.




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