Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas sobem com queda do euro, petróleo recupera

Fecho dos mercados: Bolsas sobem com queda do euro, petróleo recupera

As principais bolsas europeias terminaram a semana em alta, animadas pela queda do euro que beneficia as empresas exportadoras. A bolsa nacional liderou os ganhos.
Fecho dos mercados: Bolsas sobem com queda do euro, petróleo recupera
Reuters
Raquel Godinho 04 de agosto de 2017 às 17:53

Os mercados em números

PSI-20 subiu 1,43% para 5.253,33 pontos

Stoxx 600 ganhou 0,95% para 382,53 pontos

S&P 500 valoriza 0,15% para 2.476,01 pontos

Juros da dívida a dez anos sobem 0,8 pontos base para 2,867%

Euro cai 1,07% para 1,1742 dólares

Brent valoriza 0,65% para 52,35 dólares

Bolsas europeias em alta com queda do euro

As principais praças do Velho Continente terminaram a última sessão da semana em terreno positivo, animadas pela queda do euro que beneficia as empresas exportadoras. A moeda única perde valor face ao dólar, depois de terem sido divulgados os dados do emprego nos Estados Unidos, que foram melhores do que o esperado. O índice de referência europeu, o Stoxx 600, ganhou 0,95% para 382,53 pontos.

 

A praça de Lisboa destacou-se com o ganho mais expressivo. Somou 1,43% para os 5.253,33 pontos, com 15 cotadas em alta, três em queda e uma inalterada. O BCP e o sector da energia foram os títulos que mais contribuíram para este desempenho. O banco recuperou da queda de 4% que sofreu na quinta-feira e somou 3,27% para os 0,2367 euros. A Galp Energia avançou 1,73% para os 14,075 euros, em dia de ganhos nos preços do petróleo. Já a EDP completou o quinto dia de ganhos. Somou 2,17% para os 3,15 euros, ainda antes de ter sido anunciado ao mercado que apenas conseguiu comprar 5% da EDP Renováveis na oferta pública de aquisição (OPA). A empresa de energias verdes somou 0,46% para os 6,797 euros.

 

Juros sobem mas continuam abaixo dos 3%

Na última sessão da semana, os juros da dívida pública portuguesa registaram desempenhos diferentes nos vários prazos. De um modo geral, nos prazos mais curtos, a tendência foi de queda, enquanto nos prazos mais longos, se verificou uma subida. Na maturidade de referência, a dez anos, a "yield" subiu 0,8 pontos-base para os 2,867%. Na dívida alemã, a subida foi mais expressiva, pelo que o prémio de risco da dívida nacional desceu para 239,95 pontos.

 

Euribor a três meses mantém-se

As Euribor registaram desempenhos diferentes nos diversos prazos. A taxa a três meses, que está em valores negativos desde Abril de 2015, ficou inalterada nos -0,329%, ficando acima do mínimo histórico de -0,332%. Já a Euribor a seis meses, que serve de indexante em mais de metade dos créditos à habitação em Portugal, subiu para -0,271%. A taxa a nove meses também ficou inalterada nos -0,209%, mínimo histórico. A taxa de mais longo prazo, a 12 meses, subiu para -0,151%.

 

Dados do emprego animam dólar

A moeda norte-americana vive uma sessão de ganhos e regista a maior subida desde 26 de Janeiro. Um desempenho que acontece depois de ter sido divulgada uma criação de postos de trabalho e ganhos salariais mais fortes do que o esperado, em Julho. O índice da Bloomberg que mede o desempenho do dólar face às principais moedas sobe 0,70% para 1.162,48 pontos. Ganha valor face às 10 principais moedas negociadas. O euro cede 1,07% para os 1,1742 dólares.   

Petróleo volta aos ganhos com dados nos EUA

Depois de viver a melhor semana deste ano, os preços do petróleo regressaram às quedas esta manhã. Isto acontece numa altura em o aumento da produção nos Estados Unidos e na OPEP aumenta os receios de que as recentes quedas nos inventários sejam apenas temporárias. Na quarta-feira, o governo norte-americano anunciou que os inventários voltaram a cair, mas a produção aumentou para o nível mais elevado desde Julho de 2015. Já a produção da OPEP, no mês passado, atingiu o valor mais elevado deste ano. Contudo, ao início da tarde, foram divulgados os dados do emprego nos Estados Unidos, que revelaram uma criação de postos de trabalho melhor do que o esperado e impulsionaram a recuperação da matéria-prima. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) sobe 0,84% para os 45,43 dólares por barril, enquanto em Londres, o Brent valoriza 0,65% para os 52,35 dólares por barril.

 

Zinco em alta com queda das reservas

Os preços do zinco preparam-se para registar a segunda semana de ganhos, isto depois de ter sido anunciado que os inventários desceram para o nível mais baixo em mais de oito anos. O zinco sobe 1,2% para os 2.824 dólares por tonelada. A sessão está a ser positiva também para outros metais, como é o caso do cobre, que está perto de máximos de dois anos. 




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UM SÓ MILAGRE eu peço a DEUS 04.08.2017



QUE VOLTE A DAR A VIDA AQUELES 64 POBRES INOCENTES que morreram no incêndio de PEDROGÃO e que no seu LUGAR coloque TODOS estes PORCOS NOJENTOS dos SHORTS que numa semana AFUNDARAM o BCP + de 20 % e que os envie para o INFERNO

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