Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas sobem, em dia de recordes nos EUA. Petróleo recupera

Fecho dos mercados: Bolsas sobem, em dia de recordes nos EUA. Petróleo recupera

As bolsas do Velho Continente estiveram a valorizar, mantendo o comportamento positivo da véspera, numa sessão em que os investidores aguardam a apresentação do novo iPhone nos EUA.
Fecho dos mercados: Bolsas sobem, em dia de recordes nos EUA. Petróleo recupera
Reuters
Patrícia Abreu 12 de setembro de 2017 às 17:27

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,61% para 5.138,27 pontos

Stoxx 600 ganhou 0,52% para 381,42 pontos

S&P 500 avança 0, 17% para 2.492,29 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal subiu 3,2 pontos base para 2,850%

Euro avança 0,09% para 1,1964 dólares

Petróleo ganha 0,63% para 54,18 dólares por barril, em Londres

Bolsas prolongam ganhos

As praças europeias terminaram o dia a valorizar, com os índices do Velho Continente a prolongarem o comportamento positivo registado esta semana. O índice europeu Stoxx 600 avançou 0,52%, numa sessão marcada por novos recordes nos EUA, com os investidores a aguardarem as novidades do novo iPhone da Apple. A suportar a negociação nas praças europeias estiveram as acções do sector das matérias-primas, animadas pela subida dos preços das "commodities", mas também o sector financeiro.

O S&P 500 avança 0,17% para 2.492,29 pontos, a negociar em níveis inéditos, a beneficiar da euforia em torno do evento da Apple, mas também perante os menores receios em torno do furacão Irma, à medida que este perde força.

Em Lisboa, o PSI-20 terminou a subir pela terceira sessão consecutiva. O índice accionista avançou 0,61%, numa sessão marcada pelas valorizações do BCP e da Mota-Engil. Depois de ter corrigido mais de 4% na última sessão, o banco liderado por Nuno Amado disparou 4,01% para 0,21 euros. Já a construtora registou uma valorização de 5,93% para 2,679 euros, no dia em que a empresa confirmou contratos de 320 milhões na área dos resíduos da Costa do Marfim.

Juros sobem na véspera de leilão

As taxas de juro exigidas pelos investidores para comprar títulos de dívida portuguesa estiveram a agravar-se esta terça-feira, 12 de Setembro. A "yield" a dez anos de Portugal subiu 3,2 pontos base para 2,850%, na véspera do Tesouro regressar ao mercado com uma emissão de dívida de longo prazo. O IGCP vai realizar esta quarta-feira um novo leilão de dívida para tentar captar até 1.000 milhões de euros, com a emissão de títulos com uma maturidade a 10 anos.

Apesar desta subida, o prémio de risco face à dívida alemã baixou. As "bunds" alemãs avançaram 6,5 pontos base para 0,401%, reduzindo o diferencial face à dívida nacional para 244,9%.

Euribor fixa novos mínimos a 12 meses

As taxas Euribor subiram a três e seis meses e desceram para novos mínimos de sempre a nove e 12 meses em relação a segunda-feira. A Euribor a três meses subiu para -0,330%, mais 0,001 pontos do que na segunda-feira e contra o actual mínimo de sempre, de -0,332%. A seis meses, a taxa Euribor também subiu, para -0,272%, mais 0,002 pontos do que na segunda-feira e contra o actual mínimo de sempre, de 0,275%. No prazo de 12 meses, o indexante foi fixado em -0,169%, menos 0,001 pontos do que na sessão anterior e um novo mínimo de sempre.

Euro trava quedas

Depois de ter arrancado a semana a desvalorizar, a divisa europeia conseguiu interromper as descidas. O euro avança 0,09% para 1,1964 dólares, mantendo-se, contudo, abaixo da fasquia de 1,20 dólares. A divisa europeia intensificou na última semana os ganhos, depois do presidente do BCE ter indicado que poderá estar preparado para tomar decisões sobre a sua politica de estímulos no encontro de Outubro.

A expectativa dos economistas é que a autoridade monetária anuncie uma redução da compra de activos mensal dos actuais 60 mil milhões de euros para 40 mil milhões, a partir do início de 2018.

Especulação de extensão de cortes impulsiona petróleo

Os preços do petróleo seguem a valorizar nos mercados internacionais, com a matéria-prima a ser sustentada pela especulação de que os países-membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) estarão a considerar estender o actual acordo de corte de produção, em vigor até ao final do ano, por mais três meses, segundo fontes citadas pela Bloomberg. Esta notícia surge num momento em que a produção por parte das refinarias norte-americanas começa a regressar, aos poucos, à normalidade, após o país ter sido atingido pelo furacão Harley.

O barril de Brent, negociado no mercado de Londres, segue a valorizar 0,63% para 54,18 dólares por barril, enquanto o WTI, em Nova Iorque, soma 0,15% para 48,14 dólares. Caso seja confirmada a extensão do acordo, este terá duração até ao final de Março de 2018.

Ouro em queda

O metal precioso segue a desvalorizar pelo segundo dia, penalizado pelo maior apetite pelo risco e pela recuperação do dólar esta semana. O ouro cede 0,3% para 1.332 dólares por onça, depois de na véspera já ter descido mais de 1%, com os investidores a reforçarem a aposta em activos de maior risco, como as acções.




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