Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas sobem em dia de resultados nos EUA. Petróleo corrige

Fecho dos mercados: Bolsas sobem em dia de resultados nos EUA. Petróleo corrige

As praças do Velho Continente encerraram a última sessão da semana a valorizar. Já nas matérias-primas, o petróleo prepara-se para terminar a primeira semana negativa em mais de um mês.
Fecho dos mercados: Bolsas sobem em dia de resultados nos EUA. Petróleo corrige
Patrícia Abreu 13 de janeiro de 2017 às 17:26

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,5% para 4.615,43 pontos

Stoxx 600 ganhou 0,95% para 365,94 pontos

S&P 500 avança 0,29% para 2.276,99 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal subiu 0,4 pontos base para 3,911%

Euro avança 0,11% para 1,0625 dólares

Petróleo cai 0,95% para 55,48 dólares por barril, em Londres

 

Bolsas com maior subida numa semana

As praças do Velho Continente terminaram a última sessão da semana a valorizar. O europeu Stoxx 600 avançou 0,95%, numa sessão marcada pela recuperação das acções do sector automóvel e da saúde. A determinar o optimismo nas bolsas estiveram ainda os resultados na banca norte-americana. Instituições como o JPMorgan, Bank of America e Wells Fargo divulgaram números que, em termos gerais, superaram as estimativas e contribuíram para os ganhos nas acções.

Em Lisboa, o PSI-20 somou 0,5%, num dia marcado pela subida das acções do BCP. O banco, que nos últimos dias afundou para novos mínimos históricos, a reagir ao anúncio de que vai aumentar capital em mais de 1.300 milhões de euros, fechou a valorizar 5,72% para 0,869 euros. A recuperação das acções surge depois de ontem a CMVM ter aprovado o prospecto do aumento de capital, documento em que o banco liderado por Nuno Amado admite o regresso ao pagamento de dividendos, dentro de dois anos.

Prémio de risco desce

Os juros de Portugal estiveram a agravar-se ligeiramente esta sexta-feira, 13 de Janeiro, com a taxa a dez anos a avançar uns meros 0,4 pontos base, para 3,911%. Apesar desta subida, o prémio de risco face à Alemanha recuou, num dia em que as "bunds" subiram 2,4 pontos base para 0,34%, colocando o "spread" face a Portugal em 357,1 pontos. A "yield" a dez anos termina assim a sessão abaixo de 4%, numa semana que ficou marcada pela primeira emissão sindicada do ano de dívida a dez anos. Na próxima semana, o Tesouro português regressa ao mercado com uma emissão de dívida de curto prazo, onde pretende emitir até 1.500 milhões de euros.

Euribor renovam mínimos pelo 5º dia

As taxas Euribor mantiveram-se a três meses e desceram hoje pelo quinto dia consecutivo para novos mínimos a seis, nove e 12 meses. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, manteve-se hoje em -0,327%, actual mínimo de sempre. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 6 de Novembro de 2015, foi fixada em -0,236%, novo mínimo histórico e menos 0,2 pontos base do que na véspera. 

Euro acima de 1,06 dólares

A moeda da Zona Euro segue a negociar em alta ligeira, a cotar acima da barreira de 1,06 dólares. O euro está a subir há quatro semanas consecutivas, o que corresponde ao maior ciclo de ganhos semanais desde Março de 2014. O euro está a subir 0,11% para 1,0625 dólares, elevando para 1,06% a subida no acumulado da semana. A contribuir para os ganhos dos últimos dias do euro está a ausência de novidades sobre a política económica que será prosseguida pela administração Trump. Isto depois de na quarta-feira, Donald Trump ter dado uma conferência de imprensa onde praticamente não falou sobre política económica, ao contrário do que estava a ser antecipado. 

Petróleo quebra ciclo de quatro semanas de ganhos

Os preços do petróleo seguem a desvalorizar nos mercados internacionais, com o "ouro negro" a preparar-se para fechar com o primeiro balanço semanal negativo em mais de um mês. O Brent, negociado em Londres, cai 0,95% para 55,48 dólares por barril, enquanto o WTI, em Nova Iorque, baixa 1,15% para 52,40 dólares, elevando para 2,63% a queda acumulada nas cinco últimas sessões.

A matéria-prima está, assim, a aliviar após um longa série de subidas, na sequência do acordo para cortar produção, em Novembro passado. Um corte que já começou a ser implementado e que poderá mesmo ser estendido. O ministro da energia saudita, Khalid al-Falih, adiantou que o país reduziu a produção para menos de 10 milhões de barris diários e vai considerar propor um prolongamento dos cortes dentro de seis meses.

Ouro cede terreno

Os preços do ouro seguem a deslizar 0,07% para 1.194,62 dólares por onça, num momento em que permanecem dúvidas sobre a política monetária nos EUA, a poucos dias da tomada de posse de Donald Trump como novo presidente do país. Apesar deste deslize, o metal precioso sobe mais de 6% desde meados de Dezembro, um dia depois da Fed ter subido juros. A determinar esta recuperação está a expectativa de maior inflação, sendo que o ouro funciona como um escudo contra a subida generalizada dos preços.

 


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