Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas sobem, juros agravam pela terceira sessão, euro inalterado

Fecho dos mercados: Bolsas sobem, juros agravam pela terceira sessão, euro inalterado

Na véspera dos discursos de Janet Yellen e de Mario Draghi na conferência de Jackson Hole, o euro ficou praticamente inalterado. Já os juros da dívida portuguesa subiram pela terceira sessão.
Fecho dos mercados: Bolsas sobem, juros agravam pela terceira sessão, euro inalterado
Reuters
Rui Barroso 24 de agosto de 2017 às 17:26

Os mercados em números

PSI-20 ganhou 0,45% para 5.196,28 pontos

Stoxx 600 subiu 0,16% para 374,51 pontos

S&P 500 desce 0,18% para 2.439,74 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal subiu cinco pontos base para 2,867%

Euro com queda ligeira de 0,03% para 1,1804 dólares

Petróleo sobe 1,41% para 51,83 dólares, em Londres

Bolsas europeias ganham antes de Jackson Hole

As bolsas europeias valorizaram na véspera dos discursos de Mario Draghi e de Janet Yellen na conferência de Jackson Hole. O índice europeu Stoxx 600 avançou 0,17%. Foi perdendo força no final da sessão, há que durante o dia chegou a valorizar 0,59%. As maiores subidas do dia foram protagonizadas pelas cotadas de bens de consumo, pelas mineiras e pelas "utilities". Os índices destes sectores tiveram subidas de entre 0,55% e 0,84%. E compensaram as descidas de 0,61% das tecnológicas e de cerca de 0,30% das cotadas de retalho e das petrolíferas.

Nos EUA, o S&P 500 segue a desvalorizar 0,18%. Já o PSI-20 viveu um dia positivo, superando mesmo os ganhos do índice europeu. A impulsionar a bolsa nacional estiveram sobretudo a EDP e o BCP. A eléctrica avançou 1,37% para 3,246 euros. E o banco interrompeu uma sequência de sete quedas, ao valorizar 1,63% para 0,23 euros. Fora do PSI-20, destaque negativo para a Impresa. As acções chegaram a perder 10% devido ao anúncio de que pretende vender revistas. Encerraram a sessão a cair 4,95% para 0,307 euros.

Juros sobem pela terceira sessão

As taxas das obrigações soberanas da Zona Euro sobem, após os comentários do presidente do Bundesbank sobre os próximos passos de política monetária. Jens Weidmann disse esta quarta-feira numa entrevista ao Boersen-Zeitung, citada pela Reuters, que o programa alargado de compras de activos devia terminar de forma rápida no decurso do próximo ano. Isto nas vésperas do discurso de Mario Draghi, em Jackson Hole, em que o mercado aguarda por potenciais pistas sobre a retirada dos estímulos.

A "yield" portuguesa a dez anos sobe cinco pontos base para 2,867%, o terceiro dia de agravamento. A taxa espanhola aumentou 2,6 pontos base para 2,112%. E o prémio de risco da dívida portuguesa face à alemã, a referência na Zona Euro, sobe para 249 pontos base. A taxa germânica a dez anos ficou praticamente inalterada em 0,376%.

Euribor sobe a seis meses

As Euribor permaneceram estáveis. A excepção foi o indexante a seis meses que subiu 0,1 pontos base para -0,272%. De resto não houve alterações. A taxa a três meses permaneceu em -0,332%. O indexante a nove meses voltou a ser fixado em -0,212%. E a Euribor a 12 meses continua em -0,159%, segundo dados da Lusa.

Euro inalterado face ao dólar

No mercado cambial os investidores aparentam não ter querido assumir grandes posições antes dos discursos de Janet Yellen e de Mario Draghi, agendados para esta sexta-feira. Os analistas não antecipam grandes pistas dos responsáveis da Fed e do BCE em relação aos próximos passos de política monetária. Mas, no passado, a conferência de Jackson Hole já serviu para anúncios importantes de política monetária, o que cria expectativa no mercado. O euro segue com uma queda ligeira de 0,03% para 1,1804 dólares.

Produção nos EUA acelera e trava petróleo

Os preços do petróleo negoceiam em baixa. A pressionar estão os dados que mostram um aumento da produção nos EUA, que subiu para o valor mais elevado desde Julho de 2015, segundo a Administração de Informação de Energia. Esse factor teve mais peso que os dados das reservas nos EUA, divulgados esta quarta-feira. Desceram pela oitava semana seguida. O Brent segue a desvalorizar 1,41% para 51,83 dólares. Já o West Texas Intermediate cede 2,33% para 47,28 dólares.

Ouro perde brilho antes de Jackson Hole

O ouro desce com o mercado à espera das mensagens que tanto Janet Yellen como Mario Draghi poderão deixar na conferência de Jackson Hole. O preço do metal amarelo desce 0,25% para 1.287,79 dólares, com o mercado a antecipar que a presidente da Reserva Federal dos EUA possa adoptar um discurso a apontar para uma maior restrição monetária. Geralmente, o ouro acaba por sair penalizado quando crescem as expectativas do mercado sobre políticas monetárias menos suaves.




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