Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas sobem, mas pouco. Juros e petróleo descem

Fecho dos mercados: Bolsas sobem, mas pouco. Juros e petróleo descem

Num dia de fracas oscilações, o índice europeu encerrou a sessão em alta ligeira. Já os preços do petróleo descem 1,5%, penalizados pelo novo relatório da AIE.
Fecho dos mercados: Bolsas sobem, mas pouco. Juros e petróleo descem
Bloomberg
Patrícia Abreu 12 de outubro de 2017 às 17:27

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,33% para 5.457,15 pontos

Stoxx 600 avançou 0,03% para 390,28 pontos

S&P 500 cede 0,01% para 2.554,90 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recuou 1,8 pontos-base para 2,321%

Euro desce 0,11% para 1,1846 dólares

Petróleo cai 1,49% para 56,09 dólares, em Londres

Bolsas em alta ligeira após minutas da Fed

As principais praças europeias encerraram a sessão de quinta-feira, 12 de Outubro, em alta ligeira, depois das minutas da Reserva Federal dos EUA terem mostrado que os membros do Comité estão divididos em relação a uma nova subida de juros este ano. O índice europeu Stoxx 600 avançou 0,03%, numa sessão de variações ligeiras entre os índices, com os investidores a continuarem atentos à evolução da situação na Catalunha.

Já as minutas da Fed revelaram que o banco central estava pronto para agravar a taxa de juro pela terceira vez este ano em Dezembro, mas o tema gerou divisões entre os responsáveis do banco central. Muitos deles "expressaram preocupações que o baixo nível da inflação este ano possa reflectir não só factores transitórios, mas também a influência de desenvolvimentos que podem ser mais persistentes", revelam as minutas da reunião de 19 e 20 de Setembro.

A bolsa de Lisboa voltou a valorizar. O índice PSI-20 avançou 0,33%, numa sessão marcada pela forte subida das papeleiras e pela escalada da Pharol. A ex-PT SGPS disparou 13,88% para 0,476 euros, tendo chegado já a negociar em máximos de Junho de 2015, à espera do novo plano de recuperação judicial da Oi. A Semapa e a Altri subiram mais de 3%, enquanto a Navigator somou 1,63% para 4,372 euros.

Juros em mínimos de 2015

Os juros da dívida portuguesa a dez anos estão no valor mais baixo desde o final de 2015, depois de o Tesouro ter garantido financiamento de longo prazo a um preço mais baixo do que nas emissões anteriores, no primeiro teste no mercado desde que a agência financeira S&P tirou Portugal do nível de "lixo".

A "yield" a dez anos baixou 1,8 pontos-base para 2,321%, a acompanhar o movimento de correcção noutros países europeus. A taxa italiana a 10 anos caiu mais de quatro pontos base, enquanto as "bunds" caíram perto de dois pontos. Portugal colocou esta quarta-feira 1.250 milhões de euros em obrigações a cinco e dez anos, com juros mais baixos.

Euribor não mexem

As taxas Euribor mantiveram-se hoje a três, seis e 12 meses e desceram a nove meses em relação a quarta-feira. A Euribor a três meses permaneceu inalterada pela sétima sessão consecutiva em -0,329%. A taxa Euribor a seis meses também se manteve, ao ser fixada em -0,274%. A nove meses, a Euribor foi fixada de novo em -0,222%, menos 0,001 pontos e actual mínimo de sempre, registado pela primeira vez em 9 de Outubro. No prazo de 12 meses, a taxa Euribor ficou em -0,181%.

Dólar quebra ciclo de quedas

A moeda norte-americana esteve a valorizar pela primeira vez em cinco dias, com o índice do dólar, que mede o comportamento da divisa face a um cabaz de dez moedas, a valorizar. Face ao euro, o dólar sobe 0,11% para 1,1846 dólares, perante a expectativa de mais uma subida de juros nos EUA, até ao final deste ano. Depois da divulgação das minutas da Fed, os investidores aguardam agora a divulgação de importantes indicadores económicos esta semana, nomeadamente os números da inflação.

AIE penaliza petróleo

Os preços do petróleo seguem a desvalorizar nos mercados internacionais. O WTI, negociado em Nova Iorque, cai 1,6% para 50,48 dólares, enquanto o Brent desce 1,49% para 56,09 dólares. Um relatório divulgado esta quinta-feira pela Agência Internacional de Energia (AIE) prevê que mesmo que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) prolongue os cortes na produção de petróleo, os inventários de crude não deverão diminuir mais no próximo ano.

A agência adianta que, em 2017, as reservas vão cair pela primeira vez em quatro anos – a um ritmo de 300 mil barris por dia - graças ao aumento da procura e aos cortes na produção promovidos pela OPEP e pela Rússia. No entanto, mesmo que o grupo de produtores encabeçado pela Arábia Saudita prolongue os cortes em 2018, o aumento da oferta proveniente dos Estados Unidos e de outros produtores fora da OPEP deverá impedir a queda continuada dos inventários.

Ouro recupera brilho

Depois de uma sessão negativa, os preços do ouro voltaram a negociar em máximos de duas semanas. O metal precioso avança 0,4% para 1.293,90 dólares, depois de ter tocado no valor mais elevado desde 26 de Setembro, a beneficiar na divisão entre os membros da Fed em relação a um novo aumento dos juros.




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