Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas vivem melhor semana desde Setembro, juros renovam mínimos e bitcoin afunda

Fecho dos mercados: Bolsas vivem melhor semana desde Setembro, juros renovam mínimos e bitcoin afunda

As bolsas europeias terminaram a semana a valorizar, enquanto os juros da dívida portuguesa continuam a renovar novos mínimos.
Fecho dos mercados: Bolsas vivem melhor semana desde Setembro, juros renovam mínimos e bitcoin afunda
Patrícia Abreu 08 de dezembro de 2017 às 17:19

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,58% para 5.360,26 pontos
Stoxx 600 cresceu 0,73% para 389,25 pontos
S&P 500 soma 0,43% para 2.648,33 pontos
"Yield" a 10 anos de Portugal cede 6,4 pontos base para 1,806%
Euro desce 0,09% para 1,1762 dólares
Petróleo ganha 1,67% para 63,24 dólares por barril

Bolsas somam ganhos

Os progressos nas negociações entre a União Europeia e o Reino Unido para o Brexit e a divulgação de indicadores positivos nos EUA estiveram a animar a negociação nas praças do Velho Continente. O índice Stoxx 600 avançou 0,73%, elevando para 1,38% a valorização acumulada nas últimas cinco sessões, naquela que é a melhor semana desde Setembro. A liderar os ganhos na Europa esteve o sector da banca, a somar ganhos pelo segundo dia consecutivo.

Nos EUA, a sessão está a ser igualmente de subidas. As bolsas norte-americanas estão a ser suportadas pelos números do emprego. O número de postos de trabalho aumentou em 228.000 no mês passado nos EUA, contra 200.000 anteriormente. Já o rendimento médio à hora registou uma subida de 0,2% (depois de ter diminuído 0,1% em Outubro). A taxa de desemprego, por seu lado, manteve-se inalterada em 4,1%, em linha com a estimativa média dos analistas inquiridos pela Reuters.

Em Lisboa, ao contrário do que aconteceu na generalidade dos mercados accionistas europeus, o PSI-20 terminou a sessão com sinal vermelho. O índice de referência caiu 0,58%, penalizado pela queda do BCP, da Jerónimo Martins e do grupo EDP. O banco liderado por Nuno Amado cedeu 0,72% para 0,2603 euros. Já a dona do Pingo Doce caiu 1,54% para 16,315 euros, enquanto as duas empresas do universo EDP terminaram com descidas próximas de 1%.

Juros a 10 anos abaixo de 1,8%

As taxas de juro implícitas na dívida portuguesa estiveram a descer na generalidade dos prazos. A taxa a 10 anos quebrou uma nova barreira. A taxa associada à dívida a 10 anos, que é a referência, tocou esta sexta-feira nos 1,786%, quebrando assim a barreira dos 1,8% pela primeira vez desde Abril de 2015. A "yield" a dez anos encerrou a ceder 6,4 pontos base para 1,806%. Já a taxa a cinco anos desceu 2,6 pontos base para 0,428%, o que representa o valor mais baixo de sempre.

As taxas de juro de Portugal continuam assim em queda, numa altura em que se prevê que a Fitch retire o "rating" do país de "lixo". Esta decisão será conhecida na próxima sexta-feira, 15 de Dezembro, com os analistas a apontarem para que se efective a saída do "rating" do país de um patamar considerado de investimento especulativo.

Trump leva dólar para melhor semana do ano

A moeda norte-americana prepara-se para encerrar a semana com a melhor série de cinco dias do ano. O índice do dólar, que mede o comportamento da divisa face a um cabaz de dez moedas mundiais, avança 0,2%, elevando para 1,2% a subida registada esta semana. Trata-se da maior valorização mensal desde meados de Dezembro de 2016. Face ao euro, o dólar segue a valorizar 0,09% para 1,1762 dólares.

A nota verde tem estado a ser suportada pela expectativa que o programa económico de Donald Trump comece a concretizar-se e que a Reserva Federal dos EUA suba juros na próxima semana.

Petróleo recupera

Os preços do petróleo seguem a valorizar pelo segundo dia consecutivo, com a matéria-prima a recuperar da forte queda registada a meio da semana. O WTI, negociado em Nova Iorque, avança 1,15% para 57,34 dólares por barril, enquanto o Brent, em Londres, soma 1,67% para 63,24 dólares. Apesar da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ter estendido o seu acordo de cortes de produção no final de Novembro, os investidores receiam que as petrolíferas norte-americanas continuem a aumentar a sua produção.

Bitcoin corrige 20% em dez horas

Depois de ter superado a fasquia dos 17 mil pontos, a bitcoin iniciou uma descida a pique. A bitcoin chegou a subir 6,08% para 17.027,39 dólares por unidade, esta manhã, mas entretanto já baixou a barreira dos 15 mil pontos. Segundo a Reuters, a criptomoeda perdeu cerca de um quinto do seu valor em dez horas, isto depois de ter disparado mais de 40% nas 48 horas anteriores. A bitcoin seguia a negociar em torno de 14.400 dólares.




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