Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas voltam ao vermelho, petróleo afunda pelo quinto dia

Fecho dos mercados: Bolsas voltam ao vermelho, petróleo afunda pelo quinto dia

As bolsas europeias voltaram às quedas, depois de mais um banco central ter alertado para a subida da inflação. Os juros subiram e o petróleo desceu pelo quinto dia, para mínimos de Dezembro em Londres.
Fecho dos mercados: Bolsas voltam ao vermelho, petróleo afunda pelo quinto dia
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 desceu 1,16% para 5.377,99 pontos

Stoxx 600 perdeu 1,60% para 374,04 pontos

S&P 500 desvaloriza 1,18% para 2.650,15 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos subiram 1,7 pontos base para 2,031%

Euro recua 0,20% para 1,2239 dólares

Petróleo em Londres desvaloriza 1,16% para 64,75 dólares 

 

Bolsas regressam às quedas após BoE alertar para subida dos juros

As principais praças do Velho Continente voltaram às quedas na sessão desta quinta-feira, 8 de Fevereiro, isto depois de na quarta-feira a generalidade das praças europeias terem transaccionado em alta interrompendo uma série de sete dias seguidos no vermelho.

 

Uma vez mais a justificar as desvalorizações na Europa esteve a convicção de que os actuais elevados níveis de volatilidade vieram para ficar. Esta incerteza decorre do regresso dos bancos centrais a políticas monetárias agressivas, com a perspectiva de aumentos dos juros.

 

Isso mesmo foi hoje corroborado pelo Banco de Inglaterra (BoE, na sigla inglesa), que ao anunciar a manutenção da taxa de juro no Reino Unido, alertou que o custo do dinheiro irá crescer mais rapidamente e de forma mais acentuada do que o banco central inglês previa há somente três meses. 

 

O índice de referência europeu Stoxx 600 recuou 1,60% para 374,04 pontos, seguido pelo luso PSI-20 que perdeu 1,16% para 5.377,99 pontos. Em Lisboa, o BCP voltou a destacar-se como uma das cotadas mais decisivas para determinar a direcção do PSI-20, com o banco liderado por Nuno Amado a perder 2,03% para 0,2988 euros.

Libra dispara com alerta do Banco de Inglaterra de subida dos juros

A moeda britânica está a ganhar terreno, impulsionada pelo alerta do Banco de Inglaterra sobre a subida dos juros no país. Apesar de ter mantido a taxa directora em 0,5%, esta quinta-feira, a autoridade monetária avisou que os juros deverão subir mais cedo e de forma mais pronunciada do que o previsto em Novembro.

 

Após o anúncio do Banco de Inglaterra, a libra subiu um máximo de 1,34% para 1,4067 dólares, seguindo agora a valorizar 0,22% para 1,3912 dólares.

 

Já a moeda norte-americana está a recuperar pela quinta sessão consecutiva, depois de ter fixado um mínimo de três anos na semana passada.

  

Juros sobem na Europa

Os juros das obrigações soberanas subiram por toda a Europa, depois de o governador do Banco de Inglaterra, Mark Carney, ter antecipado que a inflação deverá superar os 3% no curto prazo, e que os juros deverão subir mais cedo do que era esperado.

 

O alerta da autoridade monetária do Reino Unido constitui mais uma evidência de que o crescimento dos preços vai acelerar nos próximos meses, levando os bancos centrais a ajustar a sua política monetária mais cedo do que o previsto. Os receios em torno deste cenário, nos Estados Unidos, têm contribuído para a turbulência nos mercados accionistas, que levou as bolsas norte-americanas a viver, no início da semana, a sua pior sessão desde 2011.  

 

Em Portugal, depois do alívio registado ontem na sequência do acordo na Alemanha, a ‘yield’ associada às obrigações a dez anos subiu 1,7 pontos para 2,031%. Em Espanha, o agravamento foi de 3,6 pontos para 1,450% e em Itália de 4,4 pontos para 1,993%. Na Alemanha, os juros subiram 1,7 pontos para 0,762%.  

 

Petróleo cai pela quinta sessão

O petróleo está a cair pela quinta sessão consecutiva, seguindo em mínimos de 22 de Dezembro em Londres. A matéria-prima continua a ser penalizada pelo aumento das reservas de crude nos Estado Unidos e pela subida da produção norte-americana para um recorde de 10,25 milhões de barris por dia.  

 

A produção dos Estados Unidos já ultrapassou a da Arábia Saudita, o maior produtor da OPEP, e o Citigroup antecipa que irá ultrapassar os 11 milhões de barris por dia a meio deste ano, vários meses antes do previsto pelo governo norte-americano.

 

Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desce 1,62% para 60,79 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, desvaloriza 1,16% para 64,75 dólares.

 

Taxas Euribor sobem a 9 meses e mantêm-se a 3, 6 e 12 meses

A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, manteve-se hoje em -0,329% pela quinta sessão consecutiva.

 

A taxa taxa a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em Novembro de 2015, também se manteve hoje, em -0,278%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,279%.  

 

A nove meses, a Euribor subiu para -0,221%, mais 0,001 pontos do que na quarta-feira, enquanto a doze meses voltou a fixar-se em -0,191% pela décima primeira sessão consecutiva.

 

Ouro toca mínimos de um mês

O metal amarelo está a perder brilho pela terceira sessão consecutiva, contrariando a evolução do dólar norte-americano, numa altura em que os investidores continuam cautelosos, devido às dúvidas sobre a evolução da política monetária dos principais bancos centrais.

 

O ouro desce 0,14% para 1.316,51 dólares, depois de ter chegado a negociar nos 1.307,17 dólares, o valor mais baixo desde 4 de Janeiro. Já a prata valoriza 0,19% para 16,4030 dólares.




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