Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas voltam aos ganhos e prémio de risco recua

Fecho dos mercados: Bolsas voltam aos ganhos e prémio de risco recua

As bolsas europeias terminaram o dia com sinal positivo, numa sessão dominada pela divulgação de resultados na região. Já o euro esteve a desvalorizar a menos de uma semana do BCE e o prémio de risco de Portugal caiu.
Fecho dos mercados: Bolsas voltam aos ganhos e prémio de risco recua

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,15% para 5.451,91 pontos

Stoxx 600 subiu 0,26% para 390,13 pontos

S&P 500 sobe 0,32% para 2.570,31 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal desce 0,1 pontos base para 2,308%

Euro desce 0,7% para 1,1770 dólares

Petróleo avança 0,45% para 57,49 dólares em Londres

Índice europeu de regresso aos ganhos

As acções europeias regressaram esta sexta-feira aos ganhos, depois de terem registado na véspera a maior queda diária desde Agosto. O índice europeu Stoxx 600 avançou 0,26%, num dia de novos máximos históricos nos EUA, perante a expectativa de um plano de corte de impostos no país. Na Europa, todas as praças terminaram o dia em alta, à excepção da bolsa portuguesa.

A marcar a negociação esteve a divulgação de resultados na região. Enquanto a Ericsson e a Volvo reagiram positivamente aos resultados acima das expectativas, a Software afundou 5%, após as receitas terem saído aquém das previsões.

Em Lisboa, a sessão foi negativa. O índice PSI-20 deslizou 0,15%, a desvalorizar pela segunda sessão. A pressionar esteve o grupo EDP e a Jerónimo Martins. A eléctrica cedeu 0,36% para 3,009 euros, enquanto a EDP renováveis perdeu 1,10% para 7,003 euros. Já a retalhista, que apresenta contas para a semana, deslizou 0,99% para 15,515 euros.

Prémio de risco recua

Os juros da República Portuguesa terminaram o dia praticamente inalterados em 2,308%. Ainda assim, a sessão ficou marcada pela queda do prémio de risco, com o "spread" face à dívida alemã a recuar para 185,52 pontos, depois das "bunds" alemãs terem subido 5,7 pontos base para 0,452%, a menos de uma semana de serem conhecidas as novas orientações do BCE para a política monetária na região.

Ainda esta sexta-feira, a agência de notação Moody’s considerou que a proposta de Orçamento do Estado para 2018 pode dificultar a consolidação nos próximos anos, dados os compromissos de despesa para vários anos que estão incluídos no documento. "A postura de flexibilização do orçamento pode criar desafios à consolidação orçamental nos próximos anos. Por exemplo, compromissos de gastos plurianuais em simultâneo com reduções de impostos vão acrescentar rigidez a futuros orçamentos. No médio a longo prazo, isto poderá acrescentar pressão nas contas públicas, em particular se o crescimento for menor que o esperado," refere a nota divulgada esta sexta-feira.

Euribor estáveis em quase todos os prazos

As taxas Euribor mantiveram-se hoje a três, a seis e a 12 meses e subiram a nove meses na comparação com quinta-feira. A Euribor a três meses manteve-se pela décima terceira sessão consecutiva em -0,329. A taxa a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação, também se manteve, ao ser fixada pela décima sessão consecutiva em -0,274%. A nove meses, a Euribor foi fixada em -0,220%, acima do valor de quinta-feira (0,221%). No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também se manteve em -0,183%, actual mínimo de sempre.

Dólar regista maior subida desde o final de Setembro

A moeda norte-americana segue a valorizar face às principais divisas negociadas e regista mesmo a maior subida desde o final de Setembro. Um desempenho que acontece depois de os senadores norte-americanos terem desbloqueado um dos primeiros passos para que a reforma fiscal proposta pela administração Trump, que visa baixar impostos, possa vir a ser aprovada. Além disso, mantém-se a especulação em relação a quem será o próximo presidente da Reserva Federal. O índice do dólar composto pela Bloomberg, e que mede o seu desempenho face às principais moedas negociadas, sobe 0,48% para os 93,711 pontos.


Petróleo recupera e volta aos ganhos

Os preços do petróleo seguem a negociar em alta nos mercados internacionais. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) soma 0,25% para os 51,42 dólares por barril, enquanto o Brent do Mar do Norte, em Londres, aprecia 0,44% para 57,48 dólares por barril. A matéria-prima está, assim, a recuperar das quedas registadas no início da tarde quando foi penalizada pelas notícias de que o Iraque estaria a tentar retomar os fluxos dos campos petrolíferos numa região que foi palco de violência. Mas os rumores que apontam para o prolongar dos cortes de produção acordados pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) acabaram por justificar a recuperação.


Ouro a caminho da quinta queda semanal

O metal precioso está a desvalorizar. Cede 0,84% para os 1.279,28 dólares por onça. Com este desempenho, o metal prepara-se para registar a quinta semana em queda num total de seis. A justificar este desempenho está a subida, moeda na qual as matérias-primas são denominadas, depois de o Senado norte-americano ter aprovado a resolução orçamental para 2018, um dos primeiros passos para que a reforma fiscal proposta pela administração Trump possa vir a ser aprovada.




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comentários mais recentes
Jose Há 4 semanas

Era bom mas acredito que passe dos 0.27

AMANHÃ UPA UPA UPA : BCP = 0.30 Há 4 semanas

ANDAM A REINAR COM O MILENIUM BCP
MAS 2 feira já não brincam porque hoje ás 21h00 a DBRS vai voltar a subir os RATINGS de PORTUGAL e do MILENIUM BCP e também para a semana o BCE vai subir os juros e não mais irão parar de subir

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