Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas voltam aos ganhos, juros aliviam e petróleo cai para mínimos de Dezembro

Fecho dos mercados: Bolsas voltam aos ganhos, juros aliviam e petróleo cai para mínimos de Dezembro

Depois das fortes perdas registadas nas últimas sessões, as bolsas europeias regressaram aos ganhos, num dia em que os juros da dívida beneficiaram do acordo na Alemanha e o petróleo caiu para mínimos de Dezembro, em Londres.
Fecho dos mercados: Bolsas voltam aos ganhos, juros aliviam e petróleo cai para mínimos de Dezembro
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 subiu 2,16% para 5.441,08 pontos

Stoxx 600 ganhou 1,97% para 380,13 pontos

S&P 500 valoriza 0,86% para 2.718,37 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos desceram 4,6 pontos base para 2,014%

Euro recua 0,78% para 1,2281 dólares

Petróleo em Londres desvaloriza 1,39% para 65,93 dólares 

Europa volta aos fortes ganhos
As bolsas europeias fecharam com fortes ganhos, naquela que foi a melhor sessão desde Abril do ano passado. O Stoxx600, que agrega as 600 maiores cotadas europeias, fechou a apreciar 1,97%, num dia de recuperação nos mercados bolsistas mundiais, depois de fortes quedas registadas na última semana. Os investidores aliviaram a pressão sobre as bolsas e o verde voltou a imperar nos mercados. Este é também o cenário dos EUA, que ontem subiram mais de 2% e hoje estão a ganhar mais de 0,5%.

 

Na bolsa nacional a sessão também foi positiva. O PSI-20 subiu mais de 2%, na melhor sessão dos últimos 10 meses. E os ganhos entra as cotadas foram generalizados e acentuados. Das 18 cotadas que compõem o PSI-20, 14 subiram. E entre estas, 10 valorizaram mais de 2%.

 

Dólar em alta pela quarta sessão

Depois de ter fixado um mínimo de três anos na semana passada, a moeda norte-americana está a recuperar pela quarta sessão consecutiva, um período em que esteve a beneficiar da turbulência no mercado de acções.

 

Nesta altura, o índice que mede a evolução da divisa dos Estados Unidos face às principais congéneres mundiais está a subir 0,68% para máximos de 23 de Janeiro.

 

Juros dos periféricos aliviam com acordo na Alemanha

Os juros da dívida da generalidade dos países do euro desceram esta quarta-feira, beneficiando do acordo alcançado entre o bloco conservador e o SPD, na Alemanha, para formar governo.

 

Portugal liderou as descidas, com a yield das obrigações a dez anos a descer 4,6 pontos para 2,014%. Em Espanha, os juros caíram 1,1 pontos para 1,415% e em Itália 3,9 pontos para 1,950%. Na Alemanha, pelo contrário, a yield a dez anos subiu 5,2 pontos para 0,745%.

 

Brent cai para mínimos de Dezembro

O petróleo está a negociar em queda nos mercados internacionais pela quarta sessão consecutiva, penalizado pelos dados divulgados esta tarde pela Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos. Este organismo revelou que as reservas de crude norte-americanas aumentaram em 1,9 milhões de barris na semana passada e que a produção dos Estados Unidos cresceu para 10,25 milhões de barris por dia.

 

Estes dados aumentam os receios de que o crescimento da produção norte-americana acabe por anular os esforços da OPEP no sentido de controlar o excedente desta matéria-prima, levando à descida das cotações.

 

Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI), cai 2,00% para 62,12 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, desce 1,39% para 65,93 dólares, o valor mais baixo desde 26 de Dezembro.

 

Taxas Euribor sobem a 6 meses e mantêm-se a 3, 9 e 12 meses

A Euribor a três meses manteve-se hoje em -0,329% pela quarta sessão consecutiva e contra o actual mínimo de sempre, de -0,332%.

 

A taxa a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em Novembro de 2015, subiu hoje para -0,278%, mais 0,001 pontos do que na sessão anterior. Também a nove meses, a Euribor se manteve em -0,222%.

 

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor, que desceu para valores abaixo de zero pela primeira vez em 5 de Fevereiro de 2015, voltou hoje pela décima sessão consecutiva a ser fixada em -0,191%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,194%.  

 

Ouro cai pela segunda sessão

O metal amarelo está a perder valor pela segunda sessão consecutiva, num dia que está a ser marcado pela recuperação das acções, depois das fortes perdas registadas nos últimos dias. Regressando o apetite pelo risco, o ouro segue pressionado, com uma descida de 0,43% para 1.318,52 dólares. Já a prata cai 1,34% para 16,4215 dólares.




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