Mercados num minuto Fecho dos mercados: China penaliza acções, dívida e dólar. Petróleo toca máximos de mais de três anos

Fecho dos mercados: China penaliza acções, dívida e dólar. Petróleo toca máximos de mais de três anos

As bolsas europeias recuaram de máximos de 2015, penalizadas pela notícia de que a China deverá reduzir as compras de dívida dos EUA. Essa informação penalizou o dólar e agravou também os juros da dívida.
Fecho dos mercados: China penaliza acções, dívida e dólar. Petróleo toca máximos de mais de três anos
Reuters
Rita Faria 10 de janeiro de 2018 às 17:15

Os mercados em números

PSI-20 ganhou 0,07% para 5.657,95 pontos

Stoxx 600 desvalorizou 0,38% para 398,41 pontos

S&P500 recua 0,19% para 2.746,20 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos  

Euro ganha 0,22% para 1,1963 dólares

Petróleo em Londres valoriza 0,35% para 69,06 dólares o barril

Bolsas europeias em queda pela primeira vez em seis sessões

As bolsas europeias perderam terreno esta quarta-feira, 10 de Janeiro, depois de cinco sessões consecutivas de ganhos, que levaram o índice de referência para máximos de Agosto de 2015.

 

A penalizar as acções esteve a notícia de que a China está a considerar reduzir as suas compras de obrigações do Tesouro dos Estados Unidos, o que penalizou o dólar, impulsionou os juros da dívida, e pressionou as acções, não só em Wall Street como também na Europa.

 

Além de a decisão penalizar directamente a dívida norte-americana, está a ser interpretada como um sinal mais amplo de que os bancos centrais poderão reduzir os seus programas de estímulo mais cedo, depois de também o Banco do Japão ter abrandado o ritmo de compra de obrigações de longo prazo.  

 

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, desceu 0,38% para 398,41 pontos, enquanto, nos Estados Unidos, os três principais índices descem menos de 0,5%, depois de seis sessões consecutivas de ganhos.

 

Contrariando a tendência, o PSI-20 ganhou 0,07% para 5.657,95 pontos, impulsionado pela Galp e pela EDP Renováveis. A petrolífera subiu 1,58% para 16,095 euros e a EDP Renováveis ganhou 0,43% para 7,00 euros.

 

Portugal escapa à subida dos juros na Europa

Os juros da dívida da generalidade dos países europeus subiram esta quarta-feira, acompanhando o agravamento das ‘yields’ das obrigações do Tesouro dos Estados Unidos, depois da indicação de que a China deverá reduzir as suas compras de dívida norte-americana.

 

Na Alemanha, os juros a dez anos avançaram 7,7 pontos para 0,543%, enquanto em Espanha subiram 3,5 pontos para 1,551%.

 

Portugal escapou à tendência, com a ‘yield’ das obrigações a dez anos a descer 2,2 pontos para 1,842%, no dia em que o IGCP colocou 4 mil milhões de euros numa emissão de dívida sindicada a 10 anos (maturidade em Outubro de 2028), com um preço final ligeiramente acima de 2,1%, beneficiando de uma forte procura por parte dos investidores.


Euribor sobe a 12 meses, desce a nove, e mantém-se a três e seis meses

A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, voltou a fixar-se hoje em -0,329% pela 16.ª sessão consecutiva. Também a taxa a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação, ficou inalterada nos -0,271%, o que acontece pela 13.ª sessão consecutiva.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor, que desceu para valores abaixo de zero pela primeira vez em 5 de Fevereiro de 2015, subiu hoje para -0,186%, quando no dia anterior se fixou em -0,187%.

Com variação está hoje também a taxa Euribor a nove meses, que se fixou nos -0,220%, face aos -0,219% de terça-feira.

 

China penaliza dólar americano

A notícia de que a dívida norte-americana está a perder atractividade para Pequim penalizou a divisa dos Estados Unidos face às principais congéneres mundiais. O índice que mede a evolução do dólar face a um conjunto de moedas está a descer 0,32%, depois de três sessões consecutivas de ganhos.

 

Em sentido contrário, a moeda única europeia está a recuperar de três sessões de perdas, com uma subida de 0,22% para 1,1963 dólares.

 

Petróleo em Nova Iorque toca em máximos de mais de três anos

O petróleo tocou hoje no valor mais elevado em mais de três anos, em Nova Iorque, mesmo depois de ter sido divulgado que as reservas de crude desceram menos do que o esperado.

 

De acordo com os dados da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos, os inventários de crude diminuíram em 4,95 milhões de barris, abaixo da descida de 11,2 milhões de barris reportada na terça-feira pelo Instituto do Petróleo Americano.

 

Os dados não travaram a forte subida dos preços do petróleo que, em Londres, renovaram máximos de Maio de 2015.

 

Nesta altura, o Brent ganha 0,35% para 69,06 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) valoriza 0,75% para 63,43 dólares.

 

Ouro contraria evolução do dólar

O ouro está a ganhar terreno, contrariando a evolução do dólar norte-americano, que segue pressionado pela recomendação das autoridades chinesas sobre as obrigações do Tesouro dos Estados Unidos.

 

O metal amarelo ganha 0,38% para 1.317,81 dólares, depois de ter chegado a negociar nos 1.327,77 dólares, o valor mais alto desde meados de Setembro. A prata, por seu lado, ganha 0,19% para 17,0040 dólares. 




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