Mercados num minuto Fecho dos mercados: Dados nos EUA suportam bolsas e juros sobem antes de Fitch

Fecho dos mercados: Dados nos EUA suportam bolsas e juros sobem antes de Fitch

As bolsas do Velho Continente estiveram a ganhar terreno esta sexta-feira, sustentadas pelos números do emprego reportados esta tarde nos EUA. Já os juros de Portugal regressaram às subidas.
Fecho dos mercados: Dados nos EUA suportam bolsas e juros sobem antes de Fitch
Patrícia Abreu 03 de fevereiro de 2017 às 17:19

Os mercados em números

PSI-20 subiu 2,77% para 4.622,82 pontos

Stoxx 600 ganhou 0,59% para 364,07 pontos

S&P 500 avança 0,63% para 2.295,24 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal subiu 5 pontos base para 4,172%

Euro sobe 0,32% para 1,0793 dólares.

Petróleo ganha 0,76% para 56,99 dólares por barril em Londres


Dados positivos puxam pelas bolsas

As principais praças europeias terminaram a última sessão da semana em alta, numa sessão em que o índice português liderou os ganhos. O índice europeu Stoxx 600 subiu 0,59%, sustentado pela divulgação de dados económicos animadores nos EUA. A criação de postos de trabalho no sector público e privado excedeu as estimativas, atingindo o nível mais elevado dos últimos quatro meses. De acordo com os dados revelados esta sexta-feira, 3 de Fevereiro, pelo Departamento do Trabalho, foram criados 227 mil postos de trabalho em Janeiro, um valor acima das estimativas dos economistas consultados pela Reuters.

Em Lisboa, o PSI-20 valorizou 2,77%, um movimento justificado pelo ajuste efectuado pela Euronext à cotação do índice, para reflectir a exclusão dos direitos de subscrição do aumento de capital do BCP do cálculo do PSI-20. O banco liderado por Nuno Amado subiu 3,90% para 0,1679 euros, tendo atingido uma valorização máxima de 7,05% para 17,3 cêntimos, a cotação mais elevada desde 9 de Janeiro, que foi precisamente o dia em que o banco anunciou ao mercado que iria avançar com um aumento de capital de 1,33 mil milhões de euros. Uma nota positiva ainda para a Mota-Engil. A cotada subiu 5,23% para 1,649 euros, depois de ter sido noticiado que a empresa quer crescer na Tanzânia depois do consórcio detido em 50% pela construtora portuguesa ter ganho um contrato para construir cerca de 400 quilómetros de linha férrea que vai ligar o país ao Burundi e ao Ruanda, com um valor de 1,2 mil milhões de dólares (cerca de 1,02 mil milhões de euros).

Juros de regresso às subidas antes da Fitch

As taxas de juro de Portugal estiveram a agravar-se esta sexta-feira, 3 de Fevereiro. A "yield" a dez anos subiu 5 pontos base para 4,172%, no dia que os investidores esperam uma decisão da Fitch sobre o "rating" português. A horas da agência de notação se pronunciar sobre a dívida portuguesa, o Presidente da República defendeu que a Fitch deixará tudo na mesma à espera das decisões das instituições europeias. Os juros de Portugal estiveram, porém, a acompanhar o movimento de subida dos restantes países da periferia do euro, com as "yields" de Espanha e Itália a subirem mais de quatro pontos. Já as "bunds" alemãs recuaram 1,5 pontos base para 0,412%.

Euribor inalteradas

As taxas Euribor mantiveram-se hoje a três e seis meses e subiram a nove e 12 meses em relação a quinta-feira. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, manteve-se hoje em -0,328%, depois de ter descido até ao mínimo de -0,329% pela primeira vez em 17 de Janeiro. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 6 de Novembro de 2015, também voltou hoje ser fixada em -0,244%, actual mínimo, registado pela primeira vez em 26 de Janeiro. A 12 meses, a Euribor, que desceu para valores abaixo de zero pela primeira vez em 05 de Fevereiro de 2015, foi hoje fixada em -0,101%, mais 0,001 pontos do que na quinta-feira e contra o actual mínimo, de -0,103%, registado pela primeira vez em 1 de Fevereiro.

 

Dólar cai após dados do emprego nos EUA

A moeda americana segue a desvalorizar. O índice do dólar desliza 0,1%, a reagir aos dados do emprego divulgados nos EUA. Apesar da criação de postos de trabalho ter superado as estimativas, a taxa de desemprego no país subiu de 4,7%, em Dezembro, para 4,8% em Janeiro, quando os economistas apontavam para uma estabilização. Estes números deixam pouca pressão para a Reserva Federal dos EUA acelerar o ritmo de subida de juros.

Petróleo sobe pela terceira semana

Os preços do petróleo seguem a ganhar terreno nos mercados internacionais, com a matéria-prima a preparar-se para fechar com a terceira semana de ganhos. O preço do Brent, negociado em Londres, soma 0,76% para 56,99 dólares por barril, enquanto o WTI, em Nova Iorque, ganha 0,69% para 53,91 dólares por barril. No acumulado da semana, o ouro negro valoriza mais de 1%, suportado pelos cortes de produção da OPEP e pelas novas sanções dos EUA ao Irão.

Ouro ganha brilho

O metal precioso segue a negociar em alta, com o metal precioso a valorizar 0,32% para 1.219,80 dólares por onça. A sustentar a evolução positiva do metal está a queda do dólar, mas também a procura por refúgio, face ao renovado ambiente de instabilidade nos mercados, após a tomada de posse de Donald Trump.




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