Mercados num minuto Fecho dos mercados: Deutsche Bank perde quase 4% e bolsas abandonam máximos de 15 meses

Fecho dos mercados: Deutsche Bank perde quase 4% e bolsas abandonam máximos de 15 meses

As bolsas europeias interromperam o ciclo de subidas, com as acções do Deutsche Bank a pressionar o mercado. No mercado de dívida, a taxa das obrigações portuguesas baixou na sessão que se seguiu à análise da S&P.
Fecho dos mercados: Deutsche Bank perde quase 4% e bolsas abandonam máximos de 15 meses
Reuters
Rui Barroso 20 de março de 2017 às 17:34

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,38% para 4.631,48 pontos

Stoxx 600 desceu 0,17% para 377,68 pontos

S&P 500 desvaloriza 0,05% para 2.377,09 pontos

"Yield 10 anos de Portugal recua 4,9 pontos base para 4,237%

Euro avança 0,05% para 1,0743 dólares

Petróleo desce 0,14% para 51,69 dólares por barril

Bolsas europeias aliviam de máximos de 15 meses

O Stoxx 600 desceu 0,17%, aliviando dos máximos de 15 meses registados na passada sexta-feira e interrompendo uma sequência de três subidas. A impedir ganhos do índice estiveram as cotadas do sector petrolífero e da banca, com os respectivos índices a perderem 1,11% e 0,58%. Na banca, o Deutsche Bank voltou a ser um foco de pressão. As acções caíram 3,72% para o valor mais baixo do ano, após o banco ter anunciado as condições do aumento de capital e as perspectivas para a actividade. Nos EUA, o S&P 500 negoceia praticamente inalterado. Desce 0,05% para 2.377,09 pontos.

Já o PSI-20 contrariou a sessão fraca na Europa. O índice nacional valorizou 0,38%. Apesar das descidas de 0,70% da Galp e de 0,43% do BCP, o PSI-20 foi ajudado pelos ganhos de 15 das 19 cotadas. A Sonae Capital e a Ibersol, que está de regresso ao PSI-20, avançaram mais de 4%. A Mota-Engil, a Jerónimo Martins e os CTT valorizaram mais de 1%.

Taxa a dez anos desce pela segunda sessão

A taxa das obrigações portuguesas a dez anos baixou 4,9 pontos base para 4,237% na sessão que se seguiu à decisão da S&P. A agência manteve na passada sexta-feira o "rating" a um nível de sair de "lixo" com perspectiva estável e, apesar de ter reconhecido alguns passos para se resolverem os problemas no sector bancário, disse que mais medidas nesse sentido seriam bem-vindas. O prémio de risco face à Alemanha desceu para 379,7 pontos base. A taxa alemã a dez anos subiu 0,5 pontos base para 0,44%. Além da taxa portuguesa, o dia também foi de descida para a "yield" espanhola. Baixou 3,4 pontos base para 1,847%. Já a taxa italiana subiu 0,6 pontos base para 2,363%.

Euribor estáveis

As taxas Euribor tiveram um comportamento estável esta segunda-feira. A taxa a três meses mantém-se em -0,329%, segundo dados da Lusa. O indexante a seis meses também não sofreu alterações, voltando a ser fixado em -0,241%. A Euribor a 12 meses seguiu a mesma tendência, ficando inalterada em 0,109%.

Dólar com pior sequência desde Novembro

O índice que mede a força da nota verde contra as outras dez principais divisas mundiais perde 0,07% para 1.226,64 pontos. É a quarta descida seguida, a pior sequência desde Novembro. Desde a reunião da Reserva Federal dos EUA que o dólar não sobe. Apesar de a entidade liderada por Janet Yellen ter anunciado uma subida dos juros, expressou uma perspectiva menos restritiva para a política orçamental do que o antecipado por alguns investidores. O euro aproveita a quebra do dólar e sobe 0,05% para 1,0743 dólares esta segunda-feira.

Mais actividade nos EUA dá descidas ao petróleo

Os preços do petróleo recuperam de algumas das perdas do início da sessão. Ainda assim, o West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, desce 0,92% para 48,33 dólares, depois de ter estado a descer 1,93%. Já o Brent, negociado em Londres, desvaloriza 0,14% para 51,69 dólares. Mas chegou a perder 1,45% esta segunda-feira. A travar os preços estão os dados que mostraram um aumento da actividade de exploração nos EUA, um factor que faz com que os investidores diminuam as probabilidades atribuídas ao efeito dos cortes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo no reequilíbrio do mercado.

Ouro em máximos de duas semanas

Após ter sido penalizado pela expectativa de que a Reserva Federal dos EUA subisse os juros e indicasse perspectivas de maior restrição monetária, o ouro mantém a sequência de ganhos desde que a autoridade monetária comunicou essa decisão ao mercado. Sobe 0,31% para 1.233,03 dólares, o valor mais alto das duas semanas e a quarta sessão seguida de ganhos. Segundo os analistas citados pela Bloomberg, a reunião da Fed, apesar de ter resultado numa subida da taxa dos fundos federais, deu também uma perspectiva de que as futuras subidas serão graduais, o que diminui a probabilidade de haver mais de duas subidas no resto do ano. 




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