Mercados num minuto Fecho dos mercados: Dívida nacional sob pressão. Euro com décimo dia de quedas. Bolsas descem

Fecho dos mercados: Dívida nacional sob pressão. Euro com décimo dia de quedas. Bolsas descem

As obrigações portuguesas voltaram a ser castigadas, apesar dos juros espanhóis e italianos terem estabilizado. O prémio de risco subiu para um máximo de Fevereiro. Já o euro continua a perder terreno face ao dólar e vai já no décimo dia de quedas.
Fecho dos mercados: Dívida nacional sob pressão. Euro com décimo dia de quedas. Bolsas descem
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,09% para 4.420,30 pontos

Stoxx 600 desceu 0,36% para 339,39 pontos

S&P 500 desce 0,22% para 2.182,41 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal subiu 11,2 pontos base para 3,854%

Euro recua 0,27% para 1,0597 dólares

Petróleo desce 0,34% para 46,33 dólares por barril

Bolsas europeias descem. EUA perto de máximos

O Stoxx 600 cedeu 0,36% penalizado sobretudo pelas descidas do sector mineiro, das "utilities" e das "telecoms". O índice do sector das mineiras cedeu 1,93%, arrastado pela descida dos preços das matérias-primas. Já as "utilities" e as "telecoms", sectores sensíveis à evolução das taxas de juro das obrigações, perderam 1,22% e 1%), respectivamente.

Dos 19 índices sectoriais do Stoxx 600, apenas cinco encerraram a sessão no verde (tecnologia, turismo e lazer, bens de consumo, automóvel e serviços financeiros). Isto depois de Mario Draghi ter avisado que a recuperação da economia na Zona Euro ainda não é suficientemente forte e que continua a depender dos estímulos do BCE. Já nos EUA, o S&P 500, que esteve perto de atingir um novo máximo, inverteu e desce 0,22%.

Já o PSI-20 evitou as descidas na Europa. O índice da bolsa portuguesa registou um ganho ligeiro de 0,09%. As duas maiores cotadas do índice, EDP e Galp, até fecharam no vermelho. Mas isso foi compensado pelas subidas de 4,36% da Altri e de 2,60% do BCP. Os ganhos de 0,48% da EDP Renováveis, de 0,45% da Nos e de 0,20% da Jerónimo Martins também ajudaram o PSI-20.

Prémio de risco em máximo de Fevereiro

A taxa das obrigações portuguesas a dez anos voltou a disparar esta sexta-feira. Aumentou 11,2 pontos base para 3,854%, renovando máximos de Fevereiro. Só esta semana, a "yield" agravou-se em 37 pontos base. E nesta sessão, contrariamente ao que aconteceu desde as eleições americanas, as taxas da dívida de outros países periféricos até estabilizaram. A "yield" italiana a dez anos teve uma queda ligeira 0,1 pontos base para 2,093%. E a taxa espanhola subiu 0,1 pontos base para 1,593%.

Também a taxa alemã teve um comportamento estável, com uma subida de 0,7 pontos base para 0,272%. O prémio de risco da dívida portuguesa face à germânica, a referência na Zona Euro, continuou a subir e ultrapassou a fasquia dos 350 pontos base. Está em 358 pontos, o valor mais elevado desde meados de Fevereiro.

Euribor com novos mínimos

As taxas Euribor desceram e bateram novos mínimos históricos esta sexta-feira. O indexante a três meses baixou 0,1 pontos base para -0,313%, voltando ao nível mais baixo de sempre. Já a taxa a seis meses caiu 0,2 pontos base para -0,217%, um novo mínimo histórico. A Euribor a 12 meses também cedeu 0,2 pontos base, fixando-se em -0,077%. Situa-se também em mínimos.

Euro abaixo de 1,06 dólares

A moeda única europeia esteve a cair pela 10ª sessão consecutiva face ao dólar, naquela que á a maior série de perdas desde a criação do euro. A divisa europeia segue a ceder 0,27% para 1,0597 dólares, a prolongar a correcção face ao dólar. A nota verde continua a ser beneficiada pela expectativa que a Fed aumente juros em Dezembro e acelere o ciclo de normalização das taxas no próximo ano.

Receios que acorde falhe pressionam petróleo

O ouro negro segue a desvalorizar nos mercados internacionais. O Brent do Mar do Norte, negociado em Londres, recua 0,34% para 46,33 dólares por barril, enquanto o crude, em Nova Iorque, cai 0,57% para 45,16 dólares por barril, num momento em que os membros da OPEP continuam a obter avanços nas negociações para implementar o corte de produção acordado no final de Setembro. A expectativa que os produtores não consigam colocá-lo no terreno tem pressionado as cotações, com a produção do cartel a manter-se em níveis recorde.

Dólar tira brilho ao ouro

Os preços do ouro seguem a transaccionar no valor mais baixo dos últimos cinco meses, com o metal precioso a ser pressionado pela forte subida do dólar e pela especulação em torno de um aumento de juros nos EUA. O ouro cai 1,1% para 1.202,96 dólares por onça, mínimos de 30 de Maio, preparando-se para fechar a semana com uma desvalorização de 1,6%. A eleição de Donald Trump nos EUA aumentou a expectativa em relação a um ciclo de subida dos juros mais rápido, um movimento que é negativo para o investimento no metal.




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comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

Com o adiamento da recapitalização da CGD para 2017 os mercados financeiros não vão perdoar eles não conseguem viver na incerteza e não gostam nada de esperar.

Anónimo Há 2 semanas

Pelo manque,manque o amarelado d.branca vai por no sapatinho dos portuguesas mais uma banca rota que nem o FMI vai querer deitar as maos.Um chefe de familia sabe que isto que esta acontecer com a gerigoncada nao pode ter pernas para andar:dinheiro emprestado,nao e dinheiro dado como tal ele retorna.

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