Mercados num minuto Fecho dos mercados: Do susto ao benefício da dúvida

Fecho dos mercados: Do susto ao benefício da dúvida

O mundo acordou com a vitória de Trump nas eleições. As bolsas asiáticas caíram mais de 5%, os futuros da Europa e dos EUA estavam a prometer quedas acentuadas. Mas o dia acabou por ser positivo para as bolsas, o euro desce e o petróleo sobe.
Fecho dos mercados: Do susto ao benefício da dúvida
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 desceu 1,47% para 4.495,29 pontos

Stoxx 600 subiu 1,46% para 339,81 pontos

S&P 500 valoriza 0,75% para 2.155,64 pontos

Yield 10 anos de Portugal avança 0,6 pontos base para 3,282%

Euro recua 0,70% para 1.0949 dólares

Petróleo sobe 1,43% para 46,70 dólares por barril

Bolsas europeias sobem mais de 1%

A vitória de Donald Trump provocou uma reacção imediata nos mercados. Os futuros das bolsas europeias chegaram a cair 5%, na Ásia as quedas foram dessa dimensão, o petróleo chegou a descer mais de 4% nos EUA e o dólar chegou a afundar.

 

Com o decorrer do dia, os investidores começaram a aliviar pressão. Por um lado porque o discurso de vitória de Trump foi mais moderado e depois porque há a expectativa de que sejam implementadas medidas de estímulo à economia. "Há ainda a expectativa de que com os republicanos no Senado e na Casa dos Representantes, o partido exerça uma influência mais benigna na Casa Branca", afirmou o estratega Ken Odeluga à Bloomberg.

 

Certo é que do susto, os mercados passaram a ter um comportamento de "esperar para ver", com oscilações entre ganhos e perdas pouco acentuados. O Stoxx600 fechou a subir 1,46% para 339,81 pontos, com a maioria dos índices bolsistas a subirem. Já o PSI-20 não conseguiu contrariar, ao perder 1,47%, com a EDP Renováveis a ser a cotada que mais pesou. As bolsas americanas também sobem cerca de 1%.

Stoxxo 600 começou o dia com fortes quedas e terminou a subir mais de 1%

 

Juros com ganhos ligeiros
As taxas de juro europeias registaram subidas ligeiras, num dia em que os investidores estiveram de olhos postos nos EUA. A taxa de juro implícita nas obrigações a 10 anos portuguesas subiram 0,06 pontos para 3,282%. Já a bund avançou 1,6 pontos para 0,203%, o que coloca o "spread" da dívida portuguesa face à alemã nos 307 pontos.

 

Taxas Euribor estabilizam

As taxas Euribor mantiveram-se a três, seis e 12 meses e desceram a nove meses em relação a terça-feira. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, manteve-se em -0,312%. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 6 de Novembro de 2015, fixou-se em -0,211%.

 

Dólar volta a ganhar força

A vitória de Trump levou, numa primeira reacção, o dólar a registar fortes perdas contra as congéneres. Contra o euro esteve a perder mais de 2%. Mas o discurso de aposta no crescimento da economia fortaleceu a moeda americana contra a maioria dos pares. O euro acabou assim o dia a perder 0,70% para 1,0949 dólares.

Petróleo sobe mais de 1%

O petróleo chegou a perder mais de 4% em Nova Iorque e mais de 3% em Londres no início do dia, mas ao longo do dia foi aliviando, acabando mesmo por subir. O Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, sobe 1,43% para 46,70 dólares.

 

Trump provoca grande corrida ao ouro

O ouro esteve a cair a maior parte da sessão, tendo aliviado, subindo 0,59% para 1.283,25 dólares por onça. Os resultados das eleições presidenciais levaram os investidores a uma grande corrida ao ouro, uma das estratégias de investimento mais consensuais por parte dos analistas no caso de uma vitória de Donald Trump. Foi um dos dias mais activos de sempre, superado apenas pela sessão que se seguiu ao Brexit e pelo registado a 15 de Abril de 2013, quando o ouro teve uma das maiores quedas das últimas três décadas. 




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