Mercados num minuto Fecho dos mercados: Dólar sob pressão, bolsas descem e juros em mínimos de 12 meses

Fecho dos mercados: Dólar sob pressão, bolsas descem e juros em mínimos de 12 meses

As bolsas europeias perderam valor pela terceira sessão e o PSI-20 não escapou às descidas. A aversão ao riscos levou a uma subida das apostas em ouro. Já o dólar continua sob pressão.
Fecho dos mercados: Dólar sob pressão, bolsas descem e juros em mínimos de 12 meses
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 cedeu 0,37% para 5.166,77 pontos

Stoxx 600 desceu 0,40% para 372,72 pontos

S&P 500 ganha 0,07% para 2.427,17 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal desceu 2,7 pontos base para 2,747%

Euro valoriza 0,45% para 1,1813 dólares

Petróleo desce 2,11% para 51,61 dólares, em Londres

Bolsas com sinal negativo

As bolsas europeias desceram pela terceira sessão. O índice Stoxx 600 desceu 0,40%, com 17 dos 19 índices sectoriais no vermelho. Nos EUA, o S&P tem oscilado entre subidas e descidas esta sessão. A sequência negativa das bolsas europeias surge numa fase marcada pela instabilidade no seio da administração Trump, de tensões entre os EUA e a Coreia do Norte e na semana em que os responsáveis dos maiores bancos centrais poderão dar pistas sobre as futuras decisões no simpósio de Jackson Hole, que se inicia na quinta-feira, 24 de Agosto.

Na Europa, apenas os índices dos sectores de bebidas e alimentação e da indústria mineira evitaram as descidas. Já a banca foi a mais penalizada com o sentimento de aversão ao risco dos investidores, com o respectivo índice a descer 0,92%. O PSI-20 seguiu a tendência das praças europeias. Desvalorizou 0,37%, pressionado pela queda de 1,55% da Sonae e de 0,65% do BCP. O banco desce há cinco sessões, a pior sequência desde 12 de Janeiro.

Juros nacionais com a maior descida

A taxa portuguesa a dez anos teve uma das maiores descidas do dia. A "yield" nacional baixou 2,8 pontos base para 2,747%, renovando mínimos de 12 meses. A taxa alemã, vista como a referência na Zona Euro, baixou 1,4 pontos base para 0,40%. O prémio de risco da dívida nacional recuou para 230 pontos base. A taxa espanhola caiu 1,4 pontos base para 1,547% e a "yield" italiana ficou estável em 2,033%.

Estes desempenhos surgem numa semana em que os investidores aguardam pelo discurso de Mario Draghi, no simpósio de Jackson Hole, para aferir se o presidente do BCE dará ou não indicações sobre a estratégia de saída do programa alargado de compra de activos. No entanto, segundo fontes citadas pela Reuters, Draghi não deverá mudar o discurso nessa intervenção agendada para o final da semana.

Euribor voltam a não sofrer alterações

As taxas Euribor continuam estáveis. O indexante a três meses manteve-se em -0,329% esta segunda-feira. A taxa a seis meses voltou a ser fixada em -0,271%. E a Euribor a 12 meses permaneceu em -0,158%, segundo dados da agência Lusa.

Dólar perde força antes de Jackson Hole

O índice que mede a força do dólar contra as outras dez principais divisas mundiais voltou a perder força. Desce 0,79%, a quarta sessão de quedas. As actas da última reunião da Reserva Federal dos EUA mostraram divisões entre os responsáveis de política monetária e apontaram preocupações em relação à baixa inflação. O mercado aguarda agora pela intervenção de Janet Yellen no simpósio de Jackson Hole no final da semana para ajustar as expectativas sobre o ritmo da subida de juros nos EUA.

O euro também se fortalece contra a nota verde. A moeda única sobe 0,45% para 1,1814 dólares, apesar das preocupações do BCE sobre o risco de subidas significativas do euro.

Petróleo corrige após fortes subidas

O Brent desce 2,11% para 51,61 dólares. E o West Texas Intermediate perde 1,79% para 47,64 dólares. Segundo analistas citados pela Bloomberg a descida desta segunda-feira está relacionada com o fecho de posições que apostavam na subida, após as fortes subidas da passada sexta-feira. Na última sessão da semana passada, os preços do petróleo tinham disparado mais de 3%.

"Hedge funds" apostam forte em ouro

O ouro valoriza 0,47% para 1.290,14 dólares, negociando perto de um máximo de nove meses. O preço do metal amarelo beneficia da instabilidade política vivida nos EUA. Essa convicção ficou bem expressa na subida de 30% dos contratos a apostar na subida, abertos por grandes investidores nos EUA na semana passada.

"Os investidores procuram segurança. Estamos em águas desconhecidas no que diz respeito a hostilidade política, tanto a nível interno como externo", disse
Chad Morganlander, gestor de activos da americana Stifel, Nicolaus & Co., citado pela Bloomberg.




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