Mercados num minuto Fecho dos mercados: EDF e GE castigam bolsas. Juros abaixo de 2%

Fecho dos mercados: EDF e GE castigam bolsas. Juros abaixo de 2%

Os mercados accionistas mantêm a toada negativa, penalizados pela EDF e pela General Electric. Os juros de Portugal regressaram abaixo de 2% e o petróleo está em queda.
Fecho dos mercados: EDF e GE castigam bolsas. Juros abaixo de 2%
Nuno Carregueiro 13 de novembro de 2017 às 17:23

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,82% para 5.258,14 pontos

Stoxx 600 desvalorizou 0,66% para 386,13 pontos

S&P 500 avança 0,05% para 2.583,65 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal desce 6,7 pontos base para 1,992%

Euro recua 0,06% para 1,1658 dólares

Petróleo cede 0,76% para 63,04 dólares por barril, em Londres

 

EDF e GE penalizam bolsas

Num dia em que não foram revelados dados económicos relevantes, foram as notícias das empresas que condicionaram a evolução dos índices accionistas e as novidades não foram propriamente positivas. A francesa EDF afundou 10,39% para 10,52 euros depois de ter anunciado um corte nas estimativas de resultados e a General Electric recua 5,54% para 19,36 dólares depois de ter anunciado um profundo plano de reestruturação que incorpora um corte de 50% no valor do dividendo.

 

O europeu Stoxx600 recua 0,66% e o Dow Jones recupera da descida da abertura (sobe 0,08%), com Wall Street também a continuar a ser penalizado pelas incertezas com a implementação do plano fiscal nos EUA.

 

Em Lisboa o PSI-20 não resistiu à tendência negativa, com o índice a ser penalizado pela queda generalizada de quase todas as cotadas, com destaque para a REN. A empresa liderada por Rodrigo Costa desceu 3,01%, depois de ter anunciado o preço de subscrição do aumento de capital (1,877 euros, o que implica um desconto de 29%).

 

Juros abaixo dos 2% 

Depois de três sessões em alta, os juros da dívida portuguesa a dez anos estão em queda acentuada esta segunda-feira, 13 de Novembro, tendo voltado a baixar a barreira dos 2%. A ‘yield’ associada às obrigações a dez anos desce 6,7 pontos base para 1,992%, permanecendo acima do mínimo de Abril de 2015 fixado a semana passada nos 1,924%.

 

O alívio registado esta segunda-feira estende-se à generalidade dos países do euro e acentuou-se depois de o vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) ter defendido que ainda é necessário um "amplo grau" de estímulos monetários na região da moeda da moeda única.

 

Taxas Euribor mantêm-se em todos os prazos

As taxas Euribor mantiveram-se hoje a três, seis, nove e 12 meses em relação a sexta-feira. No caso da taxa a três meses, esta foi já a nona sessão em que se fixou nos -0,329%, ligeiramente acima do mínimo fixado em Abril. A Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação, também se manteve hoje em -0,275%, contra -0,276%, actual mínimo de sempre, registado pela primeira vez em 30 de Outubro.

 

Libra penalizada pelas dúvidas em torno de May

A libra está a perder terreno face às principais congéneres, penalizada pelos receios em torno da capacidade da primeira-ministra de conduzir as negociações do Brexit. Theresa May perdeu dois ministros nos últimos dias, e 40 deputados apoiam o seu afastamento da liderança do Partido Conservador, menos oito do que seria necessário para desencadear uma votação, segundo o The Sunday Times.

Além disso, como avançou o The Mail on Sunday, este domingo, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Boris Johnson, e o ministro do Ambiente, Michael Gove, escreveram um memorando conjunto para May, advertindo que o governo não está a trabalhar o suficiente no que respeita ao Brexit, e insistindo num período de transição que deveria durar no máximo dois anos. 

 

A libra desce 0,74% para 1,3099 dólares. A moeda europeia segue estável face ao dólar (-0,06% para 1,1658 dólares).

 

Petróleo em queda apesar de OPEP

O petróleo negoceia em queda, apesar das estimativas da OPEP, que reviu em alta as projecções para a procura e sinalizou que os países produtores devem continuar a limitar a produção. Mohammad Barkindo, secretário-geral do cartel, afirmou que os cortes na produção "são a única opção viável" para reequilibrar o mercado.

 

O WTI em Nova Iorque desce 0,19% para 56,63 dólares e o Brent em Londres cede 0,76% para 63,04 dólares, com os sinais de aumento de produção nos Estados Unidos a contrariarem os efeitos das notícias da OPEP, bem como da crescente tensão no Médio Oriente.

 

Bitcoin recupera mais de 1.000 dólares em valor em 12 horas

A cotação da criptomoeda bitcoin engordou em mais de mil dólares nas últimas horas, por cada unidade, num ambiente de grandes variações vividas nas últimas sessões, em que chegou a perder quase um terço do seu valor em quatro dias.

De acordo com a Bloomberg, cada bitcoin vale esta segunda-feira, 13 de Novembro, 6.809 dólares, depois de uma subida de 3,46%. Ao longo da sessão de hoje a moeda electrónica já tinha estado a perder 14,84%. Às 23:30 de ontem, a moeda estava avaliada em 5.600 dólares.




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