Mercados num minuto Fecho dos mercados: Emprego nos EUA trava bolsas e leva euro a máximos

Fecho dos mercados: Emprego nos EUA trava bolsas e leva euro a máximos

O relatório sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos mexeu em quase todos os activos. Os números abaixo do esperado não foram suficientes para colocar as bolsas em terreno negativo, mas colocaram o euro em máximos de Novembro de 2016.
Fecho dos mercados: Emprego nos EUA trava bolsas e leva euro a máximos
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 avançou 0,07% para 5.317,41 pontos

Stoxx 600 ganhou 0,16% para 392,28 pontos

S&P 500 sobe 0,14% para 2.433,37 pontos

Juros da dívida a dez anos sobem 5 pontos base para 3,046%

Euro valoriza 0,27% para 1,1277 dólares

Brent cai  2,23% para 49,50 dólares por barril

 

Relatório do emprego nos EUA trava ganhos das bolsas

As bolsas europeias encerraram em alta, se bem que durante a tarde tenham reduzido os ganhos devido ao facto de terem sido criados menos empregos do que o previsto no mês passado nos Estados Unidos.

 

O índice Stoxx Europe 600 fechou a subir 0,16% para 392,28 pontos, depois de ter chegado a ganhar 0,80%. A sustentar o índice de referência europeu estiveram sobretudo as fabricantes automóveis, após a associação do sector ter revisto em alta as estimativas para as vendas na Europa. Também a banca esteve a puxar positivamente pelo Velho Continente.

 

Em Lisboa, a tendência foi similar. O PSI-20 somou 0,07%, depois de ter chegado a negociar em torno dos níveis de Dezembro de 2015. A impulsionar o índice de referência nacional esteve sobretudo o BCP, que avançou mais de 2 e meio% para negociar na casa dos 23 cêntimos.

A contribuir para o desempenho positivo da praça lisboeta estiveram também a Corticeira Amorim e a Semapa, que atingiram novos máximos históricos. A travar maiores ganhos esteve a Navigator, que perdeu perto de 2 e meio % no dia em que as suas acções deixaram de conferir direito ao dividendo que começa a ser distribuído a partir de terça-feira que vem. Destaque também, pela negativa, para as acções da energia, com EDP, EDP Renováveis, Galp e REN a negociarem no vermelho. Isto no dia em que se soube que estão a ser feitas buscas à REN e à EDP, bem como à consultora BCG. A PGR suspeita de corrupção activa, passiva e ainda participação económica em negócio.

 

Juros de Portugal sobem após mínimos 

Os juros da dívida pública portuguesa inverteram a tendência de queda das últimas sessões, em linha com o comportamento das obrigações dos países periféricos do euro. A "yield" dos Obrigações do Tesouro a 10 anos avançam 5 pontos base para 3,046%, depois de ontem terem fixado um mínimo desde Setembro abaixo dos 3%. Um agravamento que atirou o prémio de risco da dívida portuguesa para 273 pontos base.

 

Euribor caem a 6 e 9 meses

As taxas Euribor desceram nos prazos a seis e nove meses e mantiveram-se nas maturidades a três e 12 meses em relação a quinta-feira. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez a 6 de Novembro de 2015, desceu hoje para -0,255%, novo mínimo de sempre e menos 0,001 pontos do que na sessão anterior. No prazo a nove meses desceu para -0,182%, menos 0,001 pontos do que na véspera. Por seu lado, a Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, manteve-se hoje em -0,329%. 

 

Emprego nos EUA coloca euro em máximos de Novembro 

O dólar voltou a ter uma sessão de queda face às principais divisas mundiais, depois do Departamento do Trabalho ter anunciado que a economia norte-americana criou apenas 138 mil novos empregos em Maio, um número que ficou muito abaixo das previsões dos economistas, que apontavam para 182 mil novos postos de trabalho.

 

Este dado veio refrear as expectativas sobre o ritmo de subida de juros nos Estados Unidos, o que levou o euro a valorizar 0,58% para 1,1277 dólares, o nível mais elevado desde Novembro, quando Donald Trump ganhou as eleições.

 

Ainda assim, os futuros sobre os "fed funds" mostram que o mercado continua a atribuir uma elevada probabilidade (88%) de a Reserva Federal subir a taxa de juro na reunião de 13 e 14 de Junho.   

 

Petróleo cede terreno com receios do xisto betuminoso

Nas matérias-primas, destaque para o petróleo, que segue a negociar em baixa, com perdas superiores a 2%, pressionado pelo facto de o maior produtor da Rússia, Rosneft, ter vindo dizer que vê riscos de a exploração a partir do xisto betuminoso anular o acordo de corte da oferta delineado pela OPEP.

No mercado nova-iorquino, o crude de referência segue a recuar 2,17% para 47,31 dólares por barril a caminho da maior queda semanal das últimas quatro semanas. Em Londres, o Brent do Mar do Norte, que serve de referência às importações de Portugal, está a negociar nos 49,50 dólares, a reflectir uma descida de 2,23%.

A reflectir as recentes quedas do crude, os preços dos combustíveis nas bombas portuguesas vão descer na próxima semana. O gasóleo deverá ficar dois cêntimos por litro mais barato e a gasolina um cêntimo.

 

Ouro valoriza com sinais mistos do emprego nos EUA

O metal amarelo segue a negociar em alta, depois de um arranque de sessão negativo. O ouro está a beneficiar do estatuto de valor-refúgio no dia em que houve indicações mistas no mercado de trabalho dos EUA. A taxa de desemprego desceu em Maio, mas o número de novos empregos foi inferior ao esperado, o que levanta alguns receios quanto à suficiente solidez do mercado para a Reserva Federal norte-americana continuar a agravar os juros.


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mais votado Anónimo Há 2 semanas

Queda do emprego nos EUA trava o quê?! As bolsas principais de todo o mundo, já com índices a apresentar valores em torno de máximos históricos, tiveram mais um dia de ganhos. Este título parece tirado do Manifesto Comunista de Marx e Engels. Há um processo de substituição acelerada de factor trabalho por factor capital. Esse processo em curso é agora imparável. Atingiu um ponto de não retorno. O único retorno previsível é o Retorno Sobre o Investimento, em inglês conhecido como ROI. Viva o ROI! Longa vida ao ROI!

comentários mais recentes
GLINTT Há 2 semanas

A nossa tecnológica GLINTT vai ser a próxima a duplicar, as campeãs de prejuízos já subiram 70% e a GLINTT que dá lucro e já foi alvo de OPA vai subindo sem euforias. Pode ser alvo de outra OPA da Farminveste para a tirar da Bolsa. Mas deviam agora pagar 1€ cada acção. Já valeu 5€ em 2004.

Anónimo Há 2 semanas

Queda do emprego nos EUA trava o quê?! As bolsas principais de todo o mundo, já com índices a apresentar valores em torno de máximos históricos, tiveram mais um dia de ganhos. Este título parece tirado do Manifesto Comunista de Marx e Engels. Há um processo de substituição acelerada de factor trabalho por factor capital. Esse processo em curso é agora imparável. Atingiu um ponto de não retorno. O único retorno previsível é o Retorno Sobre o Investimento, em inglês conhecido como ROI. Viva o ROI! Longa vida ao ROI!

ultimo dia de BCP a 0.25 Há 2 semanas

2ª FEIRA é o último dia de MILENIUM BCP A 0.25 porque na terça vai SAIR UMA NOTICIA BEM FRESQUINHA que vai fazer o BCP POIM POIM POIM POIM POIM saltar mais ALTO que o CANGURU

VEM AI O CANGURU MILENUM BCP Há 2 semanas




VOÇÊS FAÇAM COMO DIZ O NOSSO GRANDE AMIGO CRIADOR DE TOUROS COMPREM TUDO O QUE PUDEREM E VEJAM SÓ AS COTAÇÕES EM AGOSTO AI VÃO TER UMA BELA UMA SABOROSA RECOMPENSA POR TEREM AJUDADO PORTUGAL A SAIR DO LIXO

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