Mercados num minuto Fecho dos mercados: Energéticas sustentam bolsas em dia de ganhos expressivos no petróleo

Fecho dos mercados: Energéticas sustentam bolsas em dia de ganhos expressivos no petróleo

As bolsas europeias fecharam a subir, animadas sobretudo pelos ganhos do sector petrolífero, num dia em que o ouro negro disparou. Os juros aliviaram e o euro voltou a negociar perto de mínimos de Janeiro.
Fecho dos mercados: Energéticas sustentam bolsas em dia de ganhos expressivos no petróleo

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,76% para 4.404,16 pontos

Stoxx 600 avançou 0,27% para 339,16 pontos

S&P 500 valoriza 0,31% para 2.170,94 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recua 5,6 pontos base para 3,485%

Euro recua 0,06% para 1,0731 dólares

Petróleo sobe 4,28% para 46,33 dólares por barril

 

Bolsas sobem animadas pelas petrolíferas

As bolsas europeias fecharam a sessão a subir, a beneficiar sobretudo dos ganhos do sector petrolífero, no dia em que os preços do ouro negro registaram fortes subidas. O Stoxx600, o índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, subiu 0,27% para 339,16 pontos. As bolsas continuam condicionadas pelos resultados das eleições dos EUA, que deram vitória a Donald Trump.

 

Na praça de Lisboa o dia também foi de ganhos, com a Galp a apreciar mais de 4%, a acompanhar a tendência que imperou no sector.

 

Juros aliviam 

Depois da forte alta registada ontem nas "yields" das obrigações soberanas um pouco por todo o mundo, esta terça-feira está a ser marcada por um alívio, com os investidores a considerarem que ainda é cedo para decretar o fim dos juros baixos no mercado de dívida.

 

A "yield" das obrigações do Tesouro a 10 anos desceu 5,6 pontos base para 3,485%, em linha com a queda registada noutros países periféricos do euro. O juro das bunds com a mesma maturidade desceu para 0,308%, pelo que o "spread" da dívida portuguesa está também a aliviar, situando-se nos 317,7 pontos base.

 

Euribor estáveis a 3 e 6 meses

A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, manteve-se hoje em -0,312%, depois de ter descido para o actual mínimo de sempre de -0,313% pela primeira vez em 19 de Outubro. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 6 de Novembro de 2015, manteve-se hoje em -0,211%, depois de ter descido pela primeira vez para o actual mínimo de sempre, de -0,213%, em 27 de Outubro.

 

Euro aproxima-se de mínimo de Janeiro

O euro voltou a cair frente ao dólar, aproximando-se novamente do valor mais baixo desde Janeiro. A moeda única europeia está a descer 0,06% para 1,0731 dólares. O mercado aponta agora para uma probabilidade de 45% de o euro cair para 1 dólar até ao fim do próximo ano, cerca do dobro da probabilidade atribuída antes da vitória de Donald Trump.

 

Petróleo dispara mais de 4%

Depois de três sessões consecutivas de quedas que atiraram o petróleo para mínimos de três meses, os preços da matéria-prima estão a subir mais de 4% nos mercados internacionais. O Brent, transaccionado em Londres, valoriza 4,28% para 46,33 dólares. A animar o "ouro negro" estão as notícias que dão conta de um último esforço diplomático de um conjunto de países para assegurar a implementação do acordo alcançado entre os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para cortar a produção e estabilizar os preços.

 

Minério de ferro afunda 

Com o presidente eleito dos Estados Unidos a apostar forte nas infra-estruturas para impulsionar a economia norte-americana, as matérias-primas têm negociado em forte alta nas últimas sessões. Mas esta terça-feira também é dia de alívio, com o minério de ferro a afundar 9% em Singapura, depois de ter tocado em máximos de dois anos. Entre os outros metais industriais, o ouro sobe 0,25% para 1.224,35 dólares por onça.




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