Mercados num minuto Fecho dos mercados: Euro alivia de máximos e puxa pelas bolsas

Fecho dos mercados: Euro alivia de máximos e puxa pelas bolsas

O euro aliviou de máximos e contribuiu para a subida das bolsas europeias. O Stoxx 600 avançou mais de 1%. Mas o PSI-20 teve um desempenho mais modesto.
Fecho dos mercados: Euro alivia de máximos e puxa pelas bolsas
Rui Barroso 11 de setembro de 2017 às 17:41

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,11% para 5.107,22 pontos

Stoxx 600 ganhou 1,04% para 379,43 pontos

S&P 500 avança 0,99% para 2.485,74 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 1,8 pontos base para 2,818%

Euro desce 0,60% para 1,1964 dólares

Petróleo ganha 0,04% para 53,80 dólares por barril em Londres

Bolsas europeias sobem pela quarta sessão

O Stoxx 600 subiu pela quarta sessão. O índice que mede o desempenho das bolsas do Velho Continente ganhou 1,04%, com todos os 19 sectores no verde. Os ganhos de maior dimensão ocorreram nas seguradoras, mineiras, e banca. As empresas industriais e tecnológicas também beneficiaram, numa sessão marcada pela travagem nos ganhos do euro.

No PSI-20, os ganhos ficaram aquém das bolsas europeias. O índice de referência da bolsa nacional subiu 0,11%. As subidas de 3,55% da Altri e de 2,50% da Navigator, apoiadas pela descida da moeda única, foram travadas pela queda de 4,63% do BCP.

Taxas de juro sobem em vésperas de leilão

A taxa das obrigações portuguesas a dez anos subiu 1,8 pontos base para 2,818% em vésperas de Portugal regressar ao mercado. Isto num cenário de agravamentos generalizados nas taxas dos títulos soberanos europeus. Apesar da subida dos juros portugueses, o prémio de risco face à dívida alemã baixou para 248 pontos base. A taxa germânica a dez anos aumentou 2,4 pontos base para 0,336%. Nas "yields" espanhola e italiana as subidas foram de 2,3 e 0,9 pontos base, para 1,566% e 1,968%.

Euribor a 12 meses atinge novo mínimo

As Euribor a nove e a 12 meses atingiram novos mínimos. No prazo mais longo a taxa desceu 0,2 pontos base para -0,168%, um novo recorde negativo, segundo a agência Lusa. Na maturidade a nove meses o indexante baixou 0,1 pontos base para -0,217%. No prazo a três meses, a Euribor ficou inalterada em -0,331%. Já o indexante a seis meses aumentou 0,1 pontos base para -0,274%.

Euro alivia de máximos

A moeda única aliviou dos máximos atingidos na passada sexta-feira, mas continua a negociar acima de 1,20 dólares, num dia em que Benoit Coeure, membro da comissão executiva do BCE, reiterou que o euro persistentemente forte poderia pesar na inflação. O euro desce 0,60% para 1,1964 dólares esta segunda-feira. A nota verde recuperou também face às principais divisas mundiais. O índice que mede a força do dólar americano a valorizar 0,46%, saindo de um mínimo de três meses, beneficiando de uma menor aversão ao risco.

Petróleo recupera de tombos

Os preços do petróleo recuperam das fortes descidas da passada sexta-feira. O West Texas Intermediate, que serve como referência para os EUA, sobe 1,45% para 48,17 dólares. Isto depois de ter perdido mais de 3% no final da semana passada, devido aos receios dos investidores sobre o impacto do furacão Irma na procura. Mas a expectativa de que os estragos sejam menores que o receado permitiu a recuperação dos preços. "Nesta fase existe um impacto na procura de gasolina, mas estamos a ter informações de que as infra-estruturas não estão tão afectadas como receado", disse John Kilduff, da Again Capital, citado pela Bloomberg. Já o Brent ganha 0,04% para 53,80 dólares.

Ouro desce com maior apetite pelo risco

O ouro desce 1,02% para 1332,83 dólares. A penalizar este activo-refúgio esteve o maior apetite pelo risco, após a Coreia do Norte não ter feito um novo teste balístico na data do aniversário do país. Além disso, a recuperação do dólar também pressionou o metal amarelo. 




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