Mercados num minuto Fecho dos mercados: Euro alivia ganhos, bolsas sobem, petróleo sob pressão

Fecho dos mercados: Euro alivia ganhos, bolsas sobem, petróleo sob pressão

Após os tombos da sessão anterior, as bolsas europeias recuperaram. O euro aliviou os ganhos, o que tranquilizou os investidores preocupados com o impacto da força da moeda única na rentabilidade das cotadas do Velho Continente. O petróleo continua com tendência negativa.
Fecho dos mercados: Euro alivia ganhos, bolsas sobem, petróleo sob pressão
Rui Barroso 30 de agosto de 2017 às 17:22

Os mercados em números

PSI-20 com subida ligeira de 0,01% para 5.111,96 pontos

Stoxx 600 recuperou 0,70% para 371,01 pontos

S&P 500 ganha 0,26% para 2.452,62 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 1 ponto base para 2,86%

Euro desce 0,40% para 1,1924 dólares

Petróleo cai 0,35% para 51,82 dólares, em Londres

Bolsas recuperam

A descida do euro e a apresentação de resultados acima do estimado por parte de algumas cotadas ajudaram as bolsas europeias a recuperar das quedas desta terça-feira. Após a tensão na Coreia do Norte e os receios dos efeitos do euro forte terem levado o Stoxx 600 a cair mais de 1% esta terça-feira. Mas na sessão de hoje o índice europeu recuperou 0,70%. Alguns dos destaques foram as acçõe da fabricanete de equipamento médico Biomerieux, da RTL e da seguradora Baloise, que mostraram resultados acima do estimado.

Os 19 índices do Stoxx 600 terminaram a sessão no verde. As maiores subidas pertenceram às mineiras, ao sector industrial, ao retalho e à construção, com os respectivos índices a avançarem mais de 1%. Nos EUA, o dia também é de ganhos. O S&P 500 avança 0,26% para 2.452,62 pontos. Isto depois da revisão em alta do valor do PIB do segundo trimestre.

O PSI-20 ficou abaixo destes desempenhos. O índice nacional teve uma subida ligeira de 0,01%, com as quedas de 1,68% do BCP e de 1,03% da EDP a impedirem a bolsa nacional de seguir as subidas na Europa.

Taxas de juro sobem

As taxas das obrigações soberanas da Zona Euro subiram e Portugal não foi excepção. A "yield" da dívida nacional a dez anos subiu um ponto base para 2,86%. Isto no dia em que o Tesouro concluiu uma operação de troca para diminuir as necessidades de refinanciamento até 2020. Apesar da subida dos juros portugueses o prémio de risco face à Alemanha, a referência na Zona Euro, até desceu. Está em 250 pontos base.

A "yield" germânica subiu 1,7 pontos base para 0,359%. Também as taxas espanhola e italiana agravaram 1,8 e 1,2 pontos base, respectivamente, para 1,58% e 2,078%

 

Euribor estáveis

As taxas Euribor tiveram desempenhos estáveis esta quarta-feira. O indexante a três meses ficou inalterado em -0,330%. A Euribor a seis meses voltou a ser fixada em -0,273%. A taxa a nove meses também continuou em -0,211%. A excepção foi a Euribor a 12 meses, que desceu 0,1 pontos base para -0,161%.

Euro desce com mercado a especular acção de Draghi

A moeda única interrompeu os ganhos face ao dólar. Depois de ter superado pela primeira vez desde o início de 2015 a fasquia de 1,20 dólares, o euro recua 0,40% para 1,1924 dólares esta quarta-feira. A motivar esta desvalorização está a especulação no mercado de que Mario Draghi venha a fazer comentários sobre a taxa de câmbio estar em valores elevados. Isto depois de os relatos da última reunião do BCE terem mostrado que alguns membros do banco central alertaram para os riscos de valorizações significativas do euro.

"A questão agora é o que o BCE irá fazer em Setembro para acalmar o mercado. Draghi precisa de talento para parar a tendência entre o euro e o dólar", disse Thomas Flury, estratego cambial do UBS, citado pela Bloomberg. Além deste factor, a revisão em alto dos dados do PIB dos EUA no segundo trimestre acabou por dar suporte à nota verde.

Petróleo continua a desvalorizar

Os preços do petróleo continuam sob pressão, devido aos estragos causados pela tempestade Harvey nas refinarias do Texas. O encerramento temporário dessas unidades impede que uma parte significativa da oferta de petróleo seja absorvida, o que resulta num aumento das reservas petrolíferas. Isto numa altura em que o mercado continua com um excesso de oferta. O West Texas Intermediate, que é a referência no mercado americano, desce 0,28% para 46,57 dólares. Já o Brent desvaloriza 0,35% para 51,82 dólares.

Algodão valoriza com tempestade nos EUA

Os preços do algodão sobem. Os contratos para entrega em Dezembro sobem 0,9% para 70,6 cêntimos por libra-peso. Isto numa altura em que as previsões meteorológicas apontam para que a tempestade Harvey venha a provocar estragos em regiões onde existem grandes plantações de algodão, como o delta do Mississippi. 




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub
pub
pub
pub