Mercados num minuto Fecho dos mercados: Euro e petróleo recuam de máximos em dia de pessimismo nas bolsas

Fecho dos mercados: Euro e petróleo recuam de máximos em dia de pessimismo nas bolsas

As bolsas europeias fecharam com sinal vermelho, enquanto o petróleo e o euro aliviaram de máximos do final de 2014. Os juros da Alemanha dispararam com comentários sobre o fim dos estímulos na Zona Euro.
Fecho dos mercados: Euro e petróleo recuam de máximos em dia de pessimismo nas bolsas
Reuters

Os mercados em números 

PSI-20 desceu 0,66% para 5.730,22 pontos

Stoxx 600 perdeu 0,19% para 399,79 pontos

S&P 500 recua 0,31% para 2.863,90 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos desceram 0,3 pontos para 1,943%.

Euro desliza 0,63% para 1,2349 dólares

Petróleo cai 1,80% para 69,25 dólares por barril, em Londres

  

Subida dos juros pressiona bolsas europeias

As principais praças europeias negociaram em terreno negativo na sessão bolsista desta segunda-feira, 29 de Janeiro. Dia em que a excepção principal foi a praça grega que valorizou 0,50% ainda a beneficiar do acordo político alcançado no último Eurogrupo com vista à validação da avaliação periódica ao cumprimento do memorando helénico.

A pressionar as bolsas na Europa esteve a subida dos juros da dívida pública, levando mesmo as "bunds" germânicas para máximos de dois anos. Esta tendência acontece num momento em que há cada vez mais vozes a mostrarem-se contra a política de estímulos à economia promovida pelo Banco Central Europeu (BCE).

Esta manhã, o governador do banco central da Holanda defendeu que o BCE tem de parar o mais rápido possível o programa mensal de compra de activos em vigor até pelo menos o próximo mês de Setembro.

 

O índice de referência europeu Stoxx 600 caiu 0,19% para 399,79 pontos. Em Lisboa, o PSI-20 seguiu a tendência, tendo recuado 0,66% para 5.730,22 pontos, fortemente pressionado pelo BCP que resvalou 0,87% para 0,3295 euros.

 

Euro cai mais de 0,5% face ao dólar

A moeda única europeia está hoje a recuar face ao dólar, depois de ter atingido na semana passada o valor mais alto desde o final de 2014.

 

A contribuir para a descida do euro estão as declarações do economista-chefe do BCE, Peter Praet, que sublinhou que a autoridade monetária ainda está "a alguma distância" de cumprir os três critérios que permitem concluir que o programa de compra de activos atingiu os objectivos.

 

As palavras de Praet vão de encontro às declarações de outro membro do BCE, Klaas Knot - que defendeu que o programa de compra de activos do Banco Central Europeu tem de terminar "o mais rápido possível" – e destacam a aparente divergência de opiniões entre os membros do banco central da Zona Euro sobre o ‘timing’ da retirada dos estímulos, um movimento que beneficiará a moeda única.

 

Nesta altura, o euro desce 0,63% para 1,2349 dólares.

 

Taxas Euribor mantêm-se a 3, 6 e 12 meses e sobem a 9 meses

A Euribor a três meses voltou hoje a ser fixada em -0,328%, enquanto a seis meses, a taxa mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação, manteve-se em -0,278%, actual mínimo de sempre atingido pela primeira vez em 24 de Janeiro.

 

A nove meses, a Euribor subiu para -0,221%, e a 12 meses voltou a fixar-se em -0,191%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,194%, verificado pela primeira vez em Dezembro do ano passado.

 

Juros da Alemanha com forte subida

Os juros da dívida da Alemanha registaram fortes subidas esta segunda-feira, depois de o governador do banco da Holanda ter defendido que o programa de compra de activos do BCE deveria terminar "o mais rápido possível". A yield associada às obrigações a dez anos subiu 6,5 pontos para 0,694%, num dia em que os juros a cinco anos negociaram em terreno positivo pela primeira vez em dois anos.

 

As subidas estenderam-se também a Espanha, com os juros a dez anos a agravarem-se em 1 ponto base para 1,419%, e a Itália, onde a subida foi de 2,0 pontos para 2,026%. Portugal foi excepção, com um recuo de 0,3 pontos na "yield" dos títulos a 10 anos para 1,943%.

 

Petróleo recua de máximos

Depois de ter atingido, na sexta-feira, o valor mais alto em mais de três anos, o petróleo está a cair mais de 1% nos mercados internacionais.

 

A motivar esta desvalorização está não só a subida do dólar – que retira atractividade ao investimento em activos denominados em dólares – como a expectativa de que as reservas de crude nos Estados Unidos terão aumentado na semana passada, pela primeira vez desde o início de Novembro.

Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, recua 1,41% para 65,21 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, cai 1,80% para 69,25 dólares.

 

Ouro contraria dólar

O ouro está a negociar em queda, contrariando a evolução do dólar norte-americano, depois das subidas registadas nas últimas semanas. O metal amarelo desce 0,67% para 1.340,04 dólares, enquanto a prata recua 1,51% para 17,1432 dólares.




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