Mercados num minuto Fecho dos mercados: Euro em máximos de dois meses e bolsas sem rumo

Fecho dos mercados: Euro em máximos de dois meses e bolsas sem rumo

A moeda da Zona Euro já tocou hoje no valor mais elevado desde 22 de Setembro. As bolsas europeias terminaram a sessão sem uma tendência definida.
Fecho dos mercados: Euro em máximos de dois meses e bolsas sem rumo
Reuters
Ana Laranjeiro 24 de novembro de 2017 às 17:24

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,50% para 5.283,35 pontos

Stoxx 600 cedeu 0,13% para 386,63 pontos

S&P 500 ganha 0,24% para 2.603,40 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal subiu 1,4 pontos base para 1,939%

Euro sobe 0,72% para 1,1936 dólares

Petróleo valoriza 1,34% para 58,80 dólares por barril, em Nova Iorque

 

Bolsas europeias sem rumo

Num dia em que as bolsas norte-americanas encerram mais cedo, a Europa terminou o dia sem uma tendência definida. Lisboa, Londres e Atenas terminaram no vermelho, tendo o PSI-20 liderado as quedas.

Por outro lado, o índice germânico liderou as valorizações no Velho Continente, registando uma subida de 0,39%. Isto num dia em que o SPD de Martin Schulz anunciou que está disponível para iniciar negociações com a CDU/CSU de forma a viabilizar um governo liderado por Angela Merkel.

Juros sobem mas mantêm-se abaixo dos 2%

Os juros da dívida pública portuguesa a dez anos estão a subir no mercado secundário mas continuam abaixo dos 2%. A dez anos, o prazo tido como de referência, as "yields" ganham 1,4 pontos base para 1,939%. Esta sexta-feira marca o segundo dia de subidas dos juros da dívida nacional. Ao longo desta semana, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si chegaram a tocar em mínimos de mais de dois anos.

Depois de em Setembro a agência de notação financeira Standard and Poor's ter surpreendido o mercado ao subir o "rating", os investidores especulam que a Fitch, que deve pronunciar-se sobre a dívida nacional em Dezembro, opte também por subir o "rating" de Portugal, o que tem ajudado a descer os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si.

Esta sexta-feira, os juros da dívida da Alemanha terminaram a sessão a subir 1,3 pontos base para 0,360%, apesar do impasse político que assola o país. Depois da ruptura das negociações entre a CDU de Angela Merkel e os liberais do FDP e os Verdes, dois cenários pareciam possíveis: novas eleições ou um governo minoritário. O presidente alemão que, segundo a imprensa deu sinais de que não queria convocar novas eleições, manteve encontros com os vários partidos políticos ao longo da semana. O último partido que recebeu foi o SPD. Entretanto, o SPD anunciou que está disponível para iniciar negociações com a CDU/CSU de forma a viabilizar um governo liderado por Angela Merkel.

O prémio de risco da dívida nacional está nos 158,2 pontos.

Euro em máximos de dois meses

A moeda da Zona Euro está a subir 0,72% para 1,1936 dólares, tendo tocado já nos 1,1944 dólares, o que representa o valor mais elevado desde 22 de Setembro.

Este comportamento do euro tem lugar numa altura em que a negociação do dólar pode estar a ser marcada pelos comentários pacifistas da Reserva Federal dos EUA e pela falta de desenvolvimentos em relação à reforma fiscal americana. Além disso, o facto de uma subida da inflação não ser um pré-requisito para o BCE colocar um ponto final nos estímulos pode estar também a animar a moeda da Zona Euro.

Perspectiva de acordo para prolongar cortes dá ganhos ao crude

Os preços do petróleo estão a subir nos mercados internacionais numa altura em que a Rússia e a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) terão elaborado um esboço para um acordo para alargar os cortes na produção de petróleo até ao final do próximo ano. Ainda assim, o acordo não estará fechado, de acordo com a Bloomberg. Os dois lados estarão inclusivamente a negociar os detalhes deste prolongamento.

Em meados deste ano, a OPEP e os seus aliados aceitaram prolongar os cortes na produção da matéria-prima. Uma medida que vai durar até ao final de Março do próximo ano. Agora, essa redução da produção pode alargar-se por mais nove meses, ou seja até ao fim do ano, se as partes chegarem a acordo.

Por esta altura, o West Texas Intermediate valoriza 1,34% para 58,80 dólares por barril. O Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, soma 0,05% para 63,58 dólares.

Ouro em queda

O metal amarelo está em queda pela segunda sessão, estando a descer 0,27% para 1.287,95 dólares por onça. O ouro está assim a acompanhar a evolução do dólar nos mercados internacionais. Num dia em que as bolsas norte-americanas têm uma sessão mais curta.




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