Mercados num minuto Fecho dos mercados: Euro mantém-se na senda dos ganhos e bolsas sem rumo

Fecho dos mercados: Euro mantém-se na senda dos ganhos e bolsas sem rumo

O euro continua a ganhar terreno face ao dólar, tendo tocado na actual sessão em máximos de Janeiro de 2015. As bolsas europeias, por outro lado, terminaram o dia sem uma tendência definida.
Fecho dos mercados: Euro mantém-se na senda dos ganhos e bolsas sem rumo
Reuters
Ana Laranjeiro 08 de setembro de 2017 às 17:27

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,54% para 5.101,67 pontos

Stoxx 600 subiu 0,15% para 375, 51 pontos

S&P 500 cede 0,04% para 2.464,14 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 5,2 pontos base para 2,799%

Euro ganha 0,14% para 1,2040 dólares

Petróleo desce 0,50% para 54,22 dólares por barril em Londres

 

Bolsas europeias sem rumo

Ontem, Mario Draghi indicou que no próximo encontro do Banco Central Europeu – que se realiza a 26 de Outubro – a autoridade monetária poderá anunciar uma decisão sobre o programa de compra de activos, que está em curso. Isto levou o euro a negociar acima dos 1,20 dólares – valor em que continua – tendo hoje tocado no máximo de 1,2092 dólares o que corresponde ao valor mais elevado desde Janeiro de 2015.

Este comportamento da moeda da Zona Euro pode estar a pressionar as empresas exportadoras e penalizar algumas bolsas europeias. O Stoxx 600 somou 0,15%. Se olharmos para a semana, porém, o índice de referência acumulou uma perda de 0,17%.

Nesta sessão, Lisboa liderou os ganhos (+0,54%), seguida pelo índice milanês (+0,25%). Por outro lado, a praça grega foi a que mais caiu (-0,60%) seguida por Londres (-0,26%).

Do outro lado do Atlântico, as principais praças negoceiam sem rumo, isto numa altura em que os investidores estão a avaliar os prejuízos causados pelo furacão Harvey e numa altura em que o estado da Florida se prepara para a passagem do furacão Irma.

Juros em alta

Os juros da dívida portuguesa estão a subir no mercado secundário, as "yields" a dez anos a avançarem 5,2 pontos base para 2,799%. Esta evolução da dívida nacional tem lugar depois de ontem os juros, exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si, terem recuado, com os sinais dados pela autoridade monetária da área do euro que iria proceder a retirada lenta do programa de estímulos.

Além disso, Portugal vai regressar ao mercado de dívida na próxima semana com uma emissão de dívida a dez anos.

Os juros da Alemanha sobem 0,6 pontos base para 0,312%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 243,4 pontos.

Euro continua animado pelas palavras de Draghi

A moeda da Zona Euro continuam a ampliar a sua valorização face ao dólar, estando a subir 0,14% para 1,2040 dólares, depois de ter estado já hoje nos 1,2092 dólares – máximo de Janeiro de 2015. Em termos semanais, a moeda da área do euro regista uma subida de 1,53% (a melhor semana desde a que terminou a 21 de Julho), que contribuiu para a valorização superior a 14% registada desde o início do ano.

Ontem, o presidente do Banco Central Europeu indicado que a autoridade monetária poderá estar pronta para tomar decisões sobre o seu programa de compra de activos em Outubro, o que alimentou os ganhos da moeda face à divisa norte-americana.

Euribor fixam novos mínimos históricos

As taxas Euribor fecharam a semana em queda. E, nos prazos mais longos, renovaram mínimos históricos. A Euribor a três meses, que está em valores negativos desde Abril de 2015, desceu para -0,331%, ligeiramente acima do valor mais baixo de sempre (-0,332%). Já a taxa a seis meses, que serve de indexante em mais de metade dos créditos à habitação em Portugal, caiu para -0,275%, novo mínimo histórico. Também a Euribor a nove e 12 meses caíram para os valores mais baixos de sempre, nos -0,216% e -0,166%.

Petróleo no vermelho

Depois da passagem do furacão Harvey pelos Estados Unidos, mais concretamente pelo estado do Texas – a casa da maioria das refinarias petrolíferas – a vida começa, aos poucos, a retomar a normalidade. Muitas das refinarias estiveram encerradas devido a este fenómeno climatérico mas agora começa já a retomar a sua actividade. Porém, este voltar à normalidade, que deverá aumentar a procura por petróleo, não está a impedir uma queda dos preços da matéria-prima nos mercados internacionais.

O West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, desce 1,81% para 48,20 dólares por barril, acumulando, no entanto, uma valorização semanal de, para já, 1,92%, depois de cinco semanas em queda. O Brent do Mar do Norte, negociado em Londres e referência para as importações nacionais, perde 0,50% para 54,22 dólares por barril. Em termos semanais, o petróleo transaccionado em Londres acumula um ganho de 2,81%.

Ouro com queda ligeira

O ouro está a registar uma queda ligeira de 0,18% para 1.346,73 dólares por onça, aliviando assim dos ganhos recentes. Em termos semanais, o metal amarelo regista uma subida de 1,69%.




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