Mercados num minuto Fecho dos mercados: Europa em alta com possível casamento Peugeot-Opel

Fecho dos mercados: Europa em alta com possível casamento Peugeot-Opel

As bolsas europeias negociaram em terreno positivo animadas pela possibilidade de compra da Opel pela Peugeot. Perspectiva de nova subida dos juros nos EUA leva a valorização do dólar e à subida dos juros da dívida na Zona Euro.
Fecho dos mercados: Europa em alta com possível casamento Peugeot-Opel
Bloomberg
David Santiago 14 de fevereiro de 2017 às 17:31

Os mercados em números

PSI-20 somou 0,19% para 4.605,33 pontos

Stoxx 600 ganhou 0,02% para 370,20 pontos

S&P 500 avança 0,01% para 2.328,37 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal novamente acima dos 4%

Euro desce 0,23% para 1,0574 dólares.

Petróleo ganha 1,04% para 56,17 dólares por barril em Londres

 

Europa próxima de máximos em dia de ganhos da Peugeot

O índice de referência europeu, Stoxx 600, voltou a transaccionar em terreno positivo e próximo do valor mais alto desde Dezembro de 2015 ontem alcançado.

 

A marcar a negociação bolsista desta terça-feira no Velho Continente esteve a notícia em torno da possibilidade de a fabricante de automóveis Peugeot avançar para a compra da marca alemã Opel. A construtora francesa destacou-se mesmo entre as cotadas europeias que mais valorizaram depois de reconhecer o interesse na aquisição da filial europeia da General Motors. A Peugeot somou 4,32% para 18,70 euros num dia em que chegou a apreciar praticamente 7% tocando no valor mais elevado desde Fevereiro de 2015.

  

No plano nacional o PSI-20 voltou aos ganhos ao avançar 0,19% para 4.605,33 pontos apoiada pelas subidas do grupo EDP, com a EDP e a EDP Renováveis a somarem 1,02% e 0,61%, respectivamente.

 

Ao contrário do sentimento predominante na Europa, a tendência em Wall Street permanece indefinida depois de a presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, Janet Yellen, ter aludido à incerteza decorrente das políticas advogadas pelo presidente americano, Donald Trump. A adensar as dúvidas nas principais praças bolsistas americanas está também a demissão de Michael Flynn do cargo de conselheiro de Trump para a Segurança Nacional.

 

Declaração de Yellen leva à subida dos juros na Zona Euro

Os juros da dívida pública negociaram em alta na generalidade dos países que integram a Zona Euro, em especial depois de Janet Yellen ter referido que o comportamento da maior economia mundial deverá levar a Reserva Federal dos Estados Unidos a aumentar os juros numa das próximas reuniões.

 

Em Portugal os juros a 10 anos voltaram mesmo a negociar acima da barreira dos 4%, estando nesta altura a crescer 4,8 pontos base para 4,053%. Tendência idêntica a verificada nos restantes países periféricos da moeda única, com a "yield" associada às obrigações espanholas e italianas a 10 anos a subir 0,6 e 1,5 pontos base para 1,667% e 2,239%.

 

O mesmo em relação à dívida pública grega e alemã transaccionada no mercado secundário. A taxa de juro associada às obrigações gregas com prazo a 10 anos sobe 2,8 pontos base para 7,549% e as "bunds" germânicas crescem 3,6 pontos base para 0,368%.

 

Dólar regista valor mais alto de Fevereiro

Depois de ontem ter tocado em máximos de três semanas, a moeda norte-americana está a transaccionar no valor mais elevado atingido no presente mês de Fevereiro. Isto numa altura em que o euro contra o dólar atingiu o ponto mais baixo do último mês, abaixo dos 1,0570 dólares.

 

A valorização da divisa norte-americana está a garantia de Janet Yellen de que seria contraproducente esperar demasiado tempo para retirar as políticas acomodatícias promovidas pela Fed na sequência da crise financeira internacional desencadeada em 2008.

 

Taxas Euribor caem a nove e 12 meses 

As taxas Euribor subiram hoje a três meses e desceram a seis, nove e 12 meses relativamente ao comportamento evidenciado na passada segunda-feira.    
                                          

A Euribor a três meses, que permanece em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, subiu hoje para -0,328%, mais 0,001 pontos do que na véspera, quando foi fixada em -0,329%.

Já a taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação fixou-se hoje nos -0,241%. No prazo de nove meses, a Euribor foi fixada em -0,164%, novo mínimo de sempre e menos 0,001 pontos do que na segunda-feira. Finalmente, a Euribor a 12 meses também recuou esta terça-feira para um novo mínimo de sempre, ao ser fixada em -0,104%, menos 0,002 pontos do que na véspera.

 

Petróleo recupera de maior queda em três semanas

O preço do petróleo está a negociar em alta nos mercados internacionais, recuperando assim parte das perdas registadas na última sessão, dia em que o valor da matéria-prima teve a maior queda em mais de três semanas.

 

A apoiar a subida do crude está a valorização do petróleo está a garantia dada pela Arábia Saudita, o maior produtor da organização de países exportadores de petróleo, de que a OPEP obteve, no passado mês de Janeiro, a maior queda na produção petrolífera em oito anos.

 

De acordo com Riade a redução na produção conseguida pela OPEP no mês passado foi além da meta definida em Dezembro pela própria organização, aquando do acordo com vista à redução da oferta de petróleo por forma a estabilizar os preços do crude.

 

Ouro valoriza com perspectiva de a Fed subir juros já em Março

O metal precioso negoceia em alta depois de Janet Yellen, líder da Reserva Federal dos Estados Unidos, ter dito esta terça-feira no Senado que será aconselhável uma subida da taxa de juro de referência norte-americana "nas próximas reuniões" da Fed.

 

Declaração que abre a porta à possibilidade de a autoridade monetária americana decretar um novo aumento dos juros já no próximo mês de Março. O ouro segue nos 1.225,30 dólares por onça.




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub