Mercados num minuto Fecho dos mercados: Fed leva euro a deslizar para mínimos de quase 14 anos

Fecho dos mercados: Fed leva euro a deslizar para mínimos de quase 14 anos

A moeda única europeia está a deslizar mais de 1%, tendo recuado para valores de 2002. A queda do euro está associada à subida de juros da Fed e às perspectivas de novos aumentos.
Fecho dos mercados: Fed leva euro a deslizar para mínimos de quase 14 anos
Bloomberg

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,04% para 4.597,60 pontos

Stoxx 600 avançou 0,86% para 358,79 pontos

S&P 500 valoriza 0,60% para 2.266,78 pontos

"Yield 10 anos de Portugal recua 0,01 pontos base para 3,774%

Euro recua 1,35% para 1,0394 dólares

Petróleo cai 0,20% para 53,79 dólares por barril em Londres

Bolsas sobem à boleia da Fed

As bolsas europeias fecharam em alta, num dia marcado pela reacção dos investidores ao desfecho da reunião da Reserva Federal (Fed) dos EUA. O banco central decidiu aumentar os juros em 25 pontos base para o intervalo entre 0,50% e 0,75%. Os investidores aguardavam com expectativa a previsão da Fed sobre o resto do ano, com o banco central a apontar para três novas subidas.

 

O Stoxx600 subiu 0,86%, num dia de ganhos generalizados entre as praças europeias. Já O PSI-20 contrariou a tendência e caiu 0,04%, pressionado sobretudo pela energia.

 

Portugal contraria tendência com juros quase inalterados

Os juros da dívida portuguesa ficaram praticamente alterados esta quinta-feira, 15 de Dezembro, contrariando a subida ligeira que se registou na generalidade dos países do euro. A ‘yield’ associada às obrigações portuguesas a dez anos desceu 0,1 pontos base para 3,774%. Ainda assim, durante a sessão, os juros chegaram a negociar em  3,947%, um valor próximo de máximos de Fevereiro.

 

Em Espanha, os juros avançaram1,9 pontos para 1,421% no prazo a dez anos, enquanto em Itália a subida foi de 3,1 pontos para 1,826%. O agravamento foi mais acentuado na Alemanha, onde a ‘yield’ das bunds escalou 6,4 pontos para 0,365%. 


Taxas Euribor mantêm-se a 3, 6 e 9 meses e sobem a 12 meses

A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, voltou a ser fixada, pela quinta sessão consecutiva, em -0,316%. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 6 de Novembro de 2015, foi fixada de novo em -0,217%. A taxa a nove meses estabilizou nos -0,137%, enquanto a 12 meses subiu hoje para -0,081% 

Euro desliza para mínimos de 14 anos

O euro deslizou esta sessão mais de 1%, recuando para níveis idênticos aos observados em Dezembro de 2002. O comportamento da moeda única europeia está a reflectir as perspectivas de subidas de juros por parte da Reserva Federal (Fed) dos EUA. Esta orientação está a pressionar o euro, uma vez que o diferencial de juros dos dois lados do Atlântico deverá aumentar.

Petróleo desce com valorização do dólar

O petróleo negoceia em terreno negativo pela segunda sessão consecutiva, depois de a decisão da Fed de subir os juros ter impulsionado o dólar para o valor mais alto face ao euro desde 2002, tornando menos apelativo o investimento em matérias-primas denominadas em dólares.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desce 0,25% para 50,91 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, desvaloriza 0,15% para 53,82 dólares.

A matéria-prima está ainda a aliviar dos fortes ganhos registados nas sessões anteriores, em que esteve a beneficiar do acordo alcançado pela OPEP para cortar a produção.

 

Prata afunda mais de 5% para mínimos de Junho

A prata está a negociar em forte queda, depois de a Reserva Federal ter anunciado a primeira subida dos juros desde Dezembro de 2015, esta quarta-feira. A prata afunda 5,40% para 15,9305 dólares, o valor mais baixo desde Junho. Já o ouro cai 1,44% para 1.126,53 dólares, naquela que é a terceira sessão consecutiva de perdas.


A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub